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REFORMA TRIBUTÁRIA E SIMPLES NACIONAL: O QUE REALMENTE MUDA PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

1 de julho de 2026

Com IVA Dual e Simples Híbrido, pequenas empresas precisam se adaptar; veja como. 

Reforma Tributária brasileira é a maior mudança na tributação sobre o consumo desde a Constituição de 1988. Depois de anos de debates, o Brasil começa uma transição que vai alterar a forma como as empresas pagam impostos, emitem notas fiscais e organizam seus negócios. No meio disso tudo, a principal dúvida de muitos empreendedores é: o que vai acontecer com o Simples Nacional?

Se você é dono de uma micro e pequena empresa, a primeira informação importante é que o Simples Nacional não acabou. A Emenda Constitucional nº 132/2023 manteve o tratamento diferenciado para esses negócios, e a Lei Complementar nº 214/2025 regulamentou essas regras. A guia única (DAS), os limites de faturamento e os benefícios continuam, mas a lógica por trás dos impostos vai mudar.

O fim de impostos antigos e a chegada do IVA Dual

O novo modelo cria o IVA Dual, formado por dois novos tributos:

  •    CBS(Contribuição sobre Bens e Serviços): de competência federal.   
  •    IBS(Imposto sobre Bens e Serviços): de competência estadual e municipal.

Eles vão substituir gradualmente impostos que você já conhece, como PIS, COFINS, ICMS e ISS. A ideia central é simplificar o sistema, acabar com a cumulatividade (imposto sobre imposto) e deixar a cobrança mais transparente.

O que é o Simples Híbrido?

Uma das maiores novidades para quem está no Simples Nacional é a possibilidade de pagar o IBS e a CBS fora da guia do DAS, mantendo os outros impostos no regime simplificado. O mercado apelidou essa opção de Simples Híbrido.

Essa escolha não será vantajosa para todo mundo. Cada empresa precisará fazer as contas. Negócios que vendem direto para o consumidor final (B2C) devem sentir menos impacto em relação aos créditos tributários. Por outro lado, empresas que vendem para outras empresas (B2B) vão perceber que a geração de créditos de IBS e CBS será um fator decisivo nas negociações. O planejamento tributário deixa de ser apenas uma obrigação e passa a ser uma vantagem competitiva.

A escolha do regime tributário não é mais automática

Até agora, optar pelo Simples Nacional era quase um reflexo para pequenos negócios. Com a reforma, essa decisão vai exigir mais análise. Você precisará avaliar sua margem de lucro, quem são seus fornecedores e clientes, como você forma seus preços e qual é a sua estrutura de custos. Duas empresas do mesmo setor podem adotar estratégias totalmente diferentes dependendo de como operam.

Como se preparar durante a transição

A transição para o novo sistema será gradual e vai até 2033. Esse prazo longo permite que as empresas e os escritórios de contabilidade se adaptem sem pressa. No entanto, o ideal é começar a se preparar agora para evitar surpresas.

A contabilidade ganha um papel ainda mais estratégico. O contador deixa de ser apenas o profissional que gera guias e passa a ser o parceiro que ajuda a empresa a tomar decisões financeiras e a proteger sua margem de lucro.

O que as empresas devem fazer agora:   

  •    Revisar o enquadramento tributário:

entenda se o Simples tradicional ou o Híbrido faz mais sentido para o seu negócio.   

  •    Mapear operações:

separe o que é venda para consumidor final (B2C) e o que é venda para outras empresas (B2B).   

  •    Atualizar sistemas:

prepare seus softwares de gestão e emissão de notas fiscais para as novas regras.   

  •    Fazer simulações: calcule o impacto dos novos impostos nos seus custos atuais.   
  •    Revisar preços e contratos: ajuste sua política comercial considerando o novo cenário de créditos tributários.   
  •    Acompanhar a regulamentação: fique de olho nas regras que ainda estão sendo definidas.

Empresas que entenderem essas mudanças com antecedência terão mais facilidade para manter a competitividade e encontrar oportunidades no novo ambiente de negócios do Brasil.

FONTE:  CONTÁBEIS -POR CLEITON CELINI

 

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