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ZONA FRANCA DE MANAUS ATRAI MAIS NEGÓCIOS

8 de maio de 2026

Número de projetos aprovados pela Suframa voltou a crescer em 2025

Praticamente o único lugar no país onde as empresas poderão se beneficiar de incentivos fiscais a partir de 2033, a Zona Franca de Manaus tem atraído interesse crescente a partir da regulamentação da reforma tributária. Em apenas uma reunião do conselho de administração da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), em 30 de março deste ano, foram aprovados 38 projetos de implantação de empresas na região – quase a metade do total autorizado ao longo de todo o ano de 2025 (78 projetos).

Depois de dois anos de quase estabilidade (2023 e 2024), o número de projetos aprovados pelo conselho voltou a crescer em 2025. Paralelamente, a regulamentação da reforma tributária começou em janeiro de 2025, com a sanção da Lei Complementar 214/25. Posteriormente, em janeiro deste ano, a regulamentação avançou com a ratificação de outra lei complementar (215/26).

Disposta a aproveitar os benefícios fiscais da zona franca, a fabricante de equipamentos de comunicação e segurança Intelbras anunciou no fim de abril a compra de um novo terreno em Manaus por R$ 19,4 milhões para apoiar o aumento da sua capacidade produtiva. A empresa está em Manaus desde 2009.

“Como temos redução de Imposto de Importação e depois zero de IPI, estamos falando de benefícios importantes contra um importado”, disse ao Valor o gerente-executivo de relações com investidores da Intelbras, Bruno Teixeira, em março. Para ele, a escala industrial e os incentivos fiscais tornam o polo praticamente obrigatório para a produção em grande volume.

Simone Santos, sócia-diretora da consultoria imobiliária Binswanger Brazil, afirma que os condomínios logísticos de alto padrão da região de Manaus estão totalmente locados a mais de R$ 30 por metro quadrado ao mês, mesmo patamar da média nacional para o setor. São apenas 308 mil metros quadrados de área locável.

“A demanda por galpões continua concentrada em indústrias atraídas pelos incentivos fiscais, mas começa a ganhar um novo componente: as empresas de ‘e-commerce’, que passaram a disputar espaços de galpões para locação”, diz Santos. É uma mudança em relação ao histórico da região, de receber galpões majoritariamente para uso industrial, construídos com capital próprio das indústrias. (com colaboração de Ana Luiza Tieghi, Victor Meneses e Nelson Rocco)

FONTE: VALOR ECONÔMICO – POR RODRIGO CARRO

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