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LUCRO DO ASSAÍ É IMPULSIONADO POR CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS E CRESCE 173,5% NO 1º TRIMESTRE

28 de abril de 2026

Segundo a companhia, o resultado foi afetado positivamente pela monetização de novos créditos de PIS/Cofins, com efeito de, aproximadamente, R$ 273 milhões no resultado operacional.

O Assaí presentou um lucro de R$ 320 milhões no primeiro trimestre de 2026, representando um forte crescimento de 173,5% frente ao lucro de R$ 117 milhões do primeiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, o resultado foi afetado positivamente pela monetização de novos créditos de PIS/Cofins relacionados a itens sujeitos ao regime plurifásico, com efeito de, aproximadamente, R$ 273 milhões no resultado operacional.

Adicionalmente, o resultado operacional contempla efeitos positivos de R$ 124 milhões decorrentes da apuração de créditos tributários relacionados a operações recorrentes, incluindo os itens sujeitos ao regime plurifásico. De acordo com o Assaí, esse crédito será compensado com obrigações correntes de PIS/Cofins.

No lucro líquido, o impacto positivo foi de aproximadamente R$ 193 milhões relacionado a novos créditos de PIS/Cofins, além de R$ 87 milhões referentes aos créditos recorrentes. Desconsiderando esses efeitos e os impactos da norma contábil IFRS 16, a companhia teria um lucro de R$ 86 milhões no primeiro trimestre, representando uma piora anual de 46,7%.

Entre janeiro e março, o atacadista registrou uma receita de R$ 18,64 bilhões, sendo 0,5% superior ao reportado um ano antes.

O custo das mercadorias vendidas recuou 2,4% em um ano, para R$ 15,1 bilhões. O lucro bruto do Assaí ficou em R$ 3,52 bilhões no trimestre, avanço de 14,9% em um ano.

As despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 1,75 bilhão, leve crescimento de 0,5%. Já o resultado financeiro líquido piorou em 10,1%, ficando negativo em R$ 870 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou R$ 1,78 bilhão, sendo 29,8% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2025.

Todos os números da companhia consideram a adoção da norma contábil IFRS 16, desde janeiro de 2019, que afeta algumas linhas da demonstração de resultados, especialmente lucro líquido, Ebitda, despesas com vendas, gerais e administrativas e resultado financeiro.

Ao final de março, a dívida líquida da companhia era de R$ 11,5 bilhões, fazendo com que o índice de alavancagem, medido pela relação entre dívida líquida mais recebíveis descontados e o Ebitda ajustado pré-IFRS16, atingisse 2,52 vezes.

FONTE: VALOR ECONÔMICO – POR VICTOR MENESES — SÃO PAULO

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