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SEBRAE ATUA JUNTO À ANVISA PARA QUE ATIVIDADES DO MEI CONTINUEM COMO DE BAIXO RISCO

28 de maio de 2025

Instituição apontou os impactos da proposta de classificação de risco no licenciamento do microempreendedor individual, o que obrigaria os profissionais a passarem por vistoria

Evitar a burocracia e fortalecer o ambiente de negócios para os microempreendedores individuais (MEI). Essas foram algumas das propostas do Sebrae durante o encontro realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última semana, em Brasília. A autarquia reuniu entidades e órgãos governamentais para receber contribuições em relação à mudança na resolução de classificação de risco empresarial para atividades de interesse da vigilância sanitária. Na ocasião, foram apresentados os resultados de uma consulta pública (1249/2024) sobre o tema.

Na reunião, tanto o Sebrae como o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) ressaltaram a importância do tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas amparadas pela Lei nº 11.598/2007 (Lei da REDESIM), Lei nº 13.874/2019 (Lei de Liberdade Econômica), Lei nº 14.195/2021 (Lei do Ambiente de Negócios), Lei Complementar nº 123/2006 (Estatuto da Micro e Pequena Empresa), além de outras resoluções que regulam nacionalmente os procedimentos de registro, licenciamento e classificação de risco das atividades econômicas.

De acordo com o texto proposto a partir da Consulta Pública, o Sebrae avalia que a resolução eliminaria a presunção atual de dispensa de alvarás para parte dos microempreendedores individuais (MEI), obrigando os profissionais a passarem por um cadastro, licenciamento ou vistoria prévia e contribuiria para aumento da informalidade.

“O Sebrae apontou os impactos da proposta de classificação de risco no licenciamento do MEI e das micro e pequenas empresas (MPE) e propôs ajustes na minuta contemplando a simplificação do ambiente de negócio, principalmente na manutenção da classificação das atividades do MEI como baixo risco e da autonomia de órgãos sanitários estaduais e municipais terem classificações de risco mais benéficas, de acordo com a realidade local”, apontou o gerente da Políticas Públicas do Sebrae, Carlito Merss.

As recomendações sugeridas pelo Sebrae à autarquia estão ligadas à continuidade de prevalecer a resolução do Comitê para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (CGSIM) sobre a resolução da Anvisa, como atualmente ocorre, além de simplificar processos, aplicar a dispensa de alvará para o MEI e fortalecer a fiscalização posterior ao início das atividades.

Com informações da Agência Sebrae

FONTE: FENACON – POR FERNANDO OLIVAN

 

 

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