Em julho, a arrecadação de tributos administrados pela Receita Federal (excluída a contribuição para a Previdência Social) ficou R$ 5 bilhões acima do previsto na programação orçamentária e financeira. A quantia é líquida de restituições e incentivos fiscais.
Com isso, o governo está em condições de fazer um descontingenciamento das dotações orçamentárias, tirando alguns ministérios do sufoco financeiro em que se encontram, segundo fontes ouvidas pelo Valor.
As receitas do Imposto de Renda das empresas e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) foram as que mais cresceram. O aumento pode ter decorrido, em parte, de pagamentos extraordinários de empresas. Os dados oficiais sobre a arrecadação bruta em julho serão divulgados hoje pela Receita.
Um levantamento no Siafi, o sistema eletrônico que registra todas as receitas e despesas da União, feito pela economista Vilma da Conceição Pinto, do Ibre/FGV, mostrou um crescimento real de 2,6% da receita bruta em julho na comparação com julho do ano passado. Nesse período, houve queda real de 10% na arrecadação do IPI e aumento de 2,2% na do PIS/Pasep/Cofins. No caso do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas houve alta de 23% e na CSLL, de 16,6%.
Fonte: VALOR ECONOMICO – Ribamar Oliveira