{"id":979,"date":"2019-03-21T10:53:36","date_gmt":"2019-03-21T13:53:36","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=979"},"modified":"2019-03-21T10:53:36","modified_gmt":"2019-03-21T13:53:36","slug":"maioria-no-stf-e-contra-modulacao-de-decisao-sobre-precatorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/03\/21\/maioria-no-stf-e-contra-modulacao-de-decisao-sobre-precatorios\/","title":{"rendered":"MAIORIA NO STF \u00c9 CONTRA MODULA\u00c7\u00c3O DE DECIS\u00c3O SOBRE PRECAT\u00d3RIOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Alexandre de Moraes: IPCA-E deve valer desde que a lei foi considerada inconstitucional.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) voltaram a analisar, na sess\u00e3o de ontem, o \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e os juros de mora que devem ser aplicados nos casos de condena\u00e7\u00f5es contra a Fazenda P\u00fablica. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. J\u00e1 h\u00e1, no entanto, maioria para que seja aplicado o IPCA-E desde 2009.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo dados da Advocacia-geral da Uni\u00e3o (AGU), o impacto dessa discuss\u00e3o pode chegar a R$ 7 bilh\u00f5es. At\u00e9 agora, dos 11 ministros da Corte, oito j\u00e1 se manifestaram: seis para que o \u00edndice seja aplicado desde o ano de 2009 e dois para que a aplica\u00e7\u00e3o do IPCA-E ocorra somente a partir de mar\u00e7o de 2015 \u2013 antes dessa data seria permitida a corre\u00e7\u00e3o pela Taxa Referencial (TR).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">H\u00e1 uma diferen\u00e7a significativa entre esses dois \u00edndices. A TR \u00e9 usada, por exemplo, para corrigir o FGTS. Em 2017, teve varia\u00e7\u00e3o de 0,60%. J\u00e1 o IPCA-E fechou em 2,94% no mesmo per\u00edodo. E a diferen\u00e7a j\u00e1 foi bem maior, chegando a quase nove pontos percentuais em 2015.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A discuss\u00e3o que est\u00e1 sendo analisada pelo Supremo (RE 870.960) trata especificamente sobre a forma de corre\u00e7\u00e3o dos valores que s\u00e3o devidos no intervalo anterior \u00e0 emiss\u00e3o do precat\u00f3rio &#8211; ou seja, da fase judicial at\u00e9 a expedi\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo. Esse per\u00edodo, afirmam advogados, pode at\u00e9 superar ao do pagamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Quando os ministros analisaram os efeitos da Emenda Constitucional n\u00ba 62 (por meio das Adins 4357 e 4425) e decidiram que a corre\u00e7\u00e3o dos precat\u00f3rios deveria ser pelo IPCA-E e n\u00e3o pela TR, em mar\u00e7o de 2015, eles n\u00e3o chegaram a entrar nesse detalhe. Na ocasi\u00e3o, julgaram por manter a corre\u00e7\u00e3o pela TR para os t\u00edtulos expedidos at\u00e9 o dia anterior ao julgamento. A partir do dia seguinte, 25 de mar\u00e7o, passaria a valer o IPCA-E.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Foi s\u00f3 em 2017, por meio do RE 870.960, que a Corte definiu que esse \u00edndice tamb\u00e9m deve ser aplicado para o momento anterior \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos. Os ministros, ao julgar recurso, declararam a inconstitucionalidade do artigo 5\u00ba da Lei n\u00ba 11.960. Essa legisla\u00e7\u00e3o, editada em julho de 2009, determina a TR como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o dos precat\u00f3rios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O assunto voltou \u00e0 pauta, agora, em embargos de declara\u00e7\u00e3o, com o pedido de modula\u00e7\u00e3o dos efeitos dessa decis\u00e3o. O Distrito Federal e outros 17 Estados que participam da a\u00e7\u00e3o pedem para que a TR s\u00f3 deixe de ser aplicada ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado do recurso extraordin\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em setembro de 2018, o Supremo suspendeu a aplica\u00e7\u00e3o do entendimento adotado at\u00e9 o julgamento desse pedido. O relator, ministro Luiz Fux, afirmou na decis\u00e3o que a medida era necess\u00e1ria para evitar desembolsos de valores consider\u00e1veis pelas Fazendas P\u00fablicas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em dezembro, o Plen\u00e1rio come\u00e7ou a analisar os embargos. Fux foi o \u00fanico a proferir o voto. No seu entendimento, a corre\u00e7\u00e3opelo IPCA-E deveria ser aplicada somente a partir de 25 de mar\u00e7o &#8211; a mesma data que ficou definida no julgamento das Adins, quando a Corte analisou os efeitos da Emenda Constitucional n\u00ba 62. Ao retornar \u00e0 pauta de julgamento, na sess\u00e3o de ontem, o ministro Lu\u00eds Roberto Barroso foi o \u00fanico a acompanhar o relator.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Alexandre de Moraes abriu a diverg\u00eancia, afirmando que a corre\u00e7\u00e3o pelo IPCA-E deveria valer desde 2009, quando a lei que foi considerada inconstitucional pelo STF entrou em vigor. Os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Marco Aur\u00e9lio e Celso de Melo acompanharam o seu entendimento &#8211; os dois \u00faltimos proferiram os seus votos depois que o ministro Gilmar Mendes havia pedido vista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O advogado Bruno Rodrigues Teixeira de Lima, do escrit\u00f3rio TozziniFreire, chama a aten\u00e7\u00e3o que embora a lei processual n\u00e3o contenha previs\u00e3o expressa da necessidade de qu\u00f3rum qualificado para a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos em recursos extraordin\u00e1rios, o STF vem entendendo, desde a quest\u00e3o de ordem no RE 586.453, pela exig\u00eancia de dois ter\u00e7os dos votos para a aprova\u00e7\u00e3o de modula\u00e7\u00e3o de efeitos. &#8220;Significa dizer que s\u00e3o necess\u00e1rios oito votos. No julgamento de hoje [ontem], a rigor, a Corte j\u00e1 decidiu por n\u00e3o modular&#8221;, diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Como o RE ainda n\u00e3o foi julgado, permanece a decis\u00e3o de Fux, do ano passado, que suspendeu a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o. H\u00e1, segundo o Supremo, cerca de 140 mil casos \u00e0 espera de julgamento. De acordo com o advogado Daniel Szelbracikowski, da advocacia Dias de Souza, os casos que envolvem a Uni\u00e3o n\u00e3o entram nessa conta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Durante o julgamento, acrescenta o advogado, a ministra Rosa Weber pediu explica\u00e7\u00f5es ao relator, o ministro Fux, para entender qual era o alcance da modula\u00e7\u00e3o que ele havia proposto. &#8220;E Fux respondeu expressamente que n\u00e3o haveria modula\u00e7\u00e3o temporal para os d\u00e9bitos fazend\u00e1rios que mesmo antes de 25 de mar\u00e7o de 2015 foram atualizados pelo IPCA-E, como \u00e9 o caso dos d\u00e9bitos da Uni\u00e3o Federal&#8221;, contextualiza.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico &#8211; Por Joice Bacelo<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alexandre de Moraes: IPCA-E deve valer desde que a lei [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-fN","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/979"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=979"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/979\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":980,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/979\/revisions\/980"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}