{"id":947,"date":"2019-03-20T10:42:47","date_gmt":"2019-03-20T13:42:47","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=947"},"modified":"2019-03-20T10:42:47","modified_gmt":"2019-03-20T13:42:47","slug":"stf-voltara-a-julgar-correcao-de-precatorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/03\/20\/stf-voltara-a-julgar-correcao-de-precatorios\/","title":{"rendered":"STF VOLTAR\u00c1 A JULGAR CORRE\u00c7\u00c3O DE PRECAT\u00d3RIOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a discutir hoje o regime dos precat\u00f3rios.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Pelo menos dois pontos importantes est\u00e3o na pauta. Os ministros v\u00e3o analisar recurso que pode mudar decis\u00e3o de 2013 sobre o regime especial. Tamb\u00e9m v\u00e3o decidir se imp\u00f5e algum limite temporal para come\u00e7ar a valer a corre\u00e7\u00e3o pelo IPCA-E aplicada antes da expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A emenda dos precat\u00f3rios (EC n\u00ba 62) foi julgada pelo STF em 2013 e, novamente, em mar\u00e7o de 2015, para detalhamento do limite temporal (ADIs n\u00ba 4357 e n\u00ba 4425). Na ocasi\u00e3o, entre outros pontos, o Supremo estabeleceu que a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria dos precat\u00f3rios deveria ser feita pelo IPCA-E, a partir do julgamento, e n\u00e3o pela Taxa Referencial (TR).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Hoje, a Corte vai julgar pedido apresentado pelo Congresso Nacional para rediscutir o m\u00e9rito (embargos de declara\u00e7\u00e3o com efeitos infringentes). Advogados esperam que o Supremo siga sua jurisprud\u00eancia e negue o pedido. O tema \u00e9 relevante para os Estados, que costumam atrasar o pagamento dos precat\u00f3rios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O julgamento de 2015 n\u00e3o definiu qual \u00edndice deveria ser adotado no intervalo anterior, at\u00e9 a expedi\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos, tempo que, segundo advogados, pode superar o de pagamento. S\u00f3 em 2017 o STF definiu que o IPCA-E \u00e9 o \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o adequado para ser aplicado at\u00e9 a expedi\u00e7\u00e3o do precat\u00f3rio. Esse assunto tamb\u00e9m volta \u00e0 pauta hoje, em embargos de declara\u00e7\u00e3o com pedido de modula\u00e7\u00e3o dos efeitos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No caso (RE 870.947), o INSS questionava decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5\u00aa Regi\u00e3o que adotou o IPCA-E, com base no entendimento do Supremo sobre a corre\u00e7\u00e3o dos precat\u00f3rios. Para o INSS, deveria ser aplicada a TR. No julgamento, os ministros consideraram que, corrigido pela TR, um d\u00e9bito de R$ 100 mil em maio de 2009 passaria a R$ 103 mil em 2014. Mas se fosse corrigido pelo IPCA-E, chegaria a R$ 137,9 mil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A decis\u00e3o do Plen\u00e1rio, contudo, n\u00e3o foi suficiente para resolver o assunto. O Distrito Federal e os 17 Estados que participam da a\u00e7\u00e3o pediram a modula\u00e7\u00e3o &#8211; para que a TR s\u00f3 deixe de ser aplicada ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado do recurso extraordin\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em setembro de 2018, o Supremo suspendeu a aplica\u00e7\u00e3o do entendimento adotado at\u00e9 o julgamento do pedido de modula\u00e7\u00e3o. O relator, ministro Luiz Fux, afirmou na decis\u00e3o que a medida era necess\u00e1ria para evitar desembolsos de valores consider\u00e1veis pelas Fazendas P\u00fablicas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em dezembro, o Plen\u00e1rio come\u00e7ou a analisar os embargos. Mas o julgamento n\u00e3o foi conclu\u00eddo. Na ocasi\u00e3o, somente o relator votou, considerando como marco temporal para a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o do STF, em casos n\u00e3o transitados em julgado (em que ainda cabem recurso), a data da sess\u00e3o do julgamento, realizado em mar\u00e7o de 2015.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O impacto da causa \u00e9 estimado em R$ 7 bilh\u00f5es pela Advocacia Geral da Uni\u00e3o (AGU), considerando apenas a administra\u00e7\u00e3o indireta &#8211; autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais &#8211; portanto, o impacto pode ser maior. A AGU n\u00e3o sabe informar se o valor est\u00e1 previsto no or\u00e7amento de 2019.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O processo \u00e9 acompanhado de perto por advogados pela possibilidade de os ministros limitarem a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o e fazer com que credores de precat\u00f3rios emitidos antes dela tenham os valores corrigidos por um \u00edndice que foi considerado inadequado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico &#8211; Por Beatriz Olivon e Joice Bacelo<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a discutir hoje o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-fh","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/947"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=947"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/947\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":948,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/947\/revisions\/948"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=947"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=947"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=947"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}