{"id":835,"date":"2019-03-14T10:38:04","date_gmt":"2019-03-14T13:38:04","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=835"},"modified":"2019-03-14T10:38:04","modified_gmt":"2019-03-14T13:38:04","slug":"energia-eletrica-stj-julga-se-uniao-deve-dividir-emprestimo-compulsorio-com-eletrobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/03\/14\/energia-eletrica-stj-julga-se-uniao-deve-dividir-emprestimo-compulsorio-com-eletrobras\/","title":{"rendered":"ENERGIA EL\u00c9TRICA &#8211; STJ JULGA SE UNI\u00c3O DEVE DIVIDIR EMPR\u00c9STIMO COMPULS\u00d3RIO COM ELETROBR\u00c1S"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A quest\u00e3o come\u00e7ou a ser analisada por meio de dois recursos repetitivos (REsp 1576254 e REsp 1583323). O assunto foi catalogado como Tema 963.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a retomou, nesta quarta-feira (13\/3), o julgamento da possibilidade de a Uni\u00e3o ter que dividir com a Eletrobr\u00e1s a conta do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio sobre o consumo de energia el\u00e9trica, atualmente estimada em R$ 13,9 bilh\u00f5es. O julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro S\u00e9rgio Kukina.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na sess\u00e3o desta ter\u00e7a-feira, ao apresentar voto-vista, o ministro Napole\u00e3o Maia Nunes votou pelo provimento do recurso da Eletrobr\u00e1s. &#8220;A Uni\u00e3o deve pagar porque \u00e9 uma quest\u00e3o \u00e9tica. No caso, h\u00e1 uma condena\u00e7\u00e3o judicial da Uni\u00e3o e da Eletrobr\u00e1s. A \u00e9tica e o c\u00f3digo civil afirma que ningu\u00e9m enrique\u00e7a nem empobre\u00e7a em cima do outro. Aplico a \u00e9tica do direito p\u00fablico&#8221;, disse.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em 2016, quando come\u00e7ou a analisar o caso, o relator, ministro Mauro Campbell negou o pedido da empresa. Ele entendeu que, no caso, a Uni\u00e3o teria responsabilidade subsidi\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Inexiste o direito de regresso da Eletrobr\u00e1s contra a Uni\u00e3o. Ela s\u00f3 \u00e9 garantidora. Na responsabilidade solid\u00e1ria ambos dividem a responsabilidade por eventual d\u00edvida. Na subsidi\u00e1ria, o outro somente arca com a demanda se o primeiro faltar&#8221;, defendeu. A ministra Assusete Magalh\u00e3es votou com relator.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Repetitivo<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A quest\u00e3o come\u00e7ou a ser analisada por meio de dois recursos repetitivos (REsp 1576254 e REsp 1583323). O assunto foi catalogado como Tema 963. Em um dos processos selecionados para julgamento como representativo, o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o concluiu que a Eletrobr\u00e1s n\u00e3o tem legitimidade para promover a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o regressiva contra a Uni\u00e3o, pois n\u00e3o se reveste da condi\u00e7\u00e3o de sub-rogada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A Eletrobr\u00e1s, entretanto, alega que atuou como mera delegat\u00e1ria da Uni\u00e3o na arrecada\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio e que o cr\u00e9dito foi utilizado para viabilizar programas de governo no setor el\u00e9trico, atendendo obriga\u00e7\u00f5es assumidas pela Uni\u00e3o junto aos estados, e realizar diversos investimentos em sociedades do setor el\u00e9trico, nos quais a subscri\u00e7\u00e3o era efetuada em nome da Uni\u00e3o, na forma da lei.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Desembolso Bilion\u00e1rio<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Advogados da Eletrobr\u00e1s e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), calculam que, em caso de a Uni\u00e3o ser considerada respons\u00e1vel solid\u00e1ria, o governo tenha que desembolsar metade dos juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio devido a consumidores, arcando com cerca de R$ 7 bilh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A Eletrobr\u00e1s havia provisionado R$ 16,6 bilh\u00f5es para cobrir as perdas relativas aos pagamentos deste empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio, de acordo com o formul\u00e1rio de refer\u00eancia da empresa de 2018. Foi para tentar diminuir esse impacto que a Eletrobr\u00e1s entrou com a\u00e7\u00f5es contra o governo federal, alegando que a Uni\u00e3o tem responsabilidade conjunta e solid\u00e1ria, e pedindo, portanto, a divis\u00e3o desta conta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para a PGFN, se a Uni\u00e3o for responsabilizada, todas as demais empresas p\u00fablicas poder\u00e3o cobrar valores em situa\u00e7\u00f5es semelhantes. A Uni\u00e3o tentou resolver o assunto administrativamente, mas foi impedida por pareceres \u2014 entre eles um do Tesouro Nacional \u2014, que indicam n\u00e3o existir qualquer base para a Eletrobr\u00e1s direcionar essa cobran\u00e7a \u00e0 Uni\u00e3o, segundo Mendes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Conjur \u2013 Por Gabriela Coelho<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A quest\u00e3o come\u00e7ou a ser analisada por meio de dois [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-dt","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/835"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=835"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/835\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":836,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/835\/revisions\/836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}