{"id":802,"date":"2019-03-13T11:08:12","date_gmt":"2019-03-13T14:08:12","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=802"},"modified":"2019-03-13T11:39:39","modified_gmt":"2019-03-13T14:39:39","slug":"terceiros-podem-responder-por-dividas-tributarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/03\/13\/terceiros-podem-responder-por-dividas-tributarias\/","title":{"rendered":"TERCEIROS PODEM RESPONDER POR D\u00cdVIDAS TRIBUT\u00c1RIAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A norma, estabelecida pela Receita Federal, que ampliou as possibilidades de responsabiliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de terceiros, vale para situa\u00e7\u00f5es l\u00edcitas e il\u00edcitas.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A partir do Parecer Normativo n\u00ba 4, da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit), publicado pela Receita Federal no final do ano, qualquer pessoa que tenha praticado atos il\u00edcitos em conjunto com um contribuinte ou com seu substituto tribut\u00e1rio pode ser responsabilizada por d\u00edvidas tribut\u00e1rias com a Receita Federal. Ou seja, mesmo n\u00e3o sendo s\u00f3cio ou administrador de uma empresa em d\u00e9bito com o fisco, mas tendo interesse jur\u00eddico ou n\u00e3o, e se for comprovada a participa\u00e7\u00e3o comissiva ou omissiva, mas consciente no ato, o sujeito ser\u00e1 respons\u00e1vel solid\u00e1rio, em autua\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Por\u00e9m, o fundamento jur\u00eddico utilizado pelo \u00f3rg\u00e3o para a defini\u00e7\u00e3o dessa medida, estende a decis\u00e3o para situa\u00e7\u00f5es l\u00edcitas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cEmbora o documento pretenda organizar a aplica\u00e7\u00e3o do inciso I do art. 124 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), ele \u00e9 extremamente repreens\u00edvel, tanto em sua abordagem sobre aos limites da licitude do planejamento tribut\u00e1rio, quanto na abrang\u00eancia dada ao termo \u2018interesse comum\u2019, uma vez que, na pr\u00e1tica, reduziu a express\u00e3o a um mero \u2018interesse econ\u00f4mico\u2019, ampliando de forma indevida as possibilidades de responsabiliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de terceiros, tanto em situa\u00e7\u00f5es il\u00edcitas quanto l\u00edcitas\u201d, explica o advogado Diogo Mello Brazioli, da \u00e1rea Tribut\u00e1ria do escrit\u00f3rio Andrade Silva Advogados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo Diogo, em fun\u00e7\u00e3o disso, em caso de autua\u00e7\u00f5es nesse sentido, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 acionar a justi\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Casos il\u00edcitos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Diogo Mello Brazioli acrescenta, por\u00e9m, que apesar do parecer normativo fixar a possibilidade de responsabiliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de terceiros, com base no inciso I do art. 124 do CTN para situa\u00e7\u00e3o de il\u00edcitos, isso n\u00e3o implica que qualquer pessoa possa ser responsabilizada. \u201cConforme expressamente delimitado em seu teor, essa pessoa deve ter v\u00ednculo com o il\u00edcito e com a pessoa do contribuinte ou do respons\u00e1vel por substitui\u00e7\u00e3o, cabendo ao Auditor Fiscal comprovar o nexo causal da participa\u00e7\u00e3o comissiva ou omissiva, mas consciente, na configura\u00e7\u00e3o do ato il\u00edcito com o resultado prejudicial ao Fisco\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O entendimento tamb\u00e9m elenca, de forma exemplificativa, algumas pr\u00e1ticas de atos il\u00edcitos que podem ensejar a responsabiliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria solid\u00e1ria: abuso da personalidade jur\u00eddica em que se desrespeita a autonomia patrimonial e operacional das pessoas jur\u00eddicas, mediante dire\u00e7\u00e3o \u00fanica (\u201cgrupo econ\u00f4mico irregular\u201d); evas\u00e3o e simula\u00e7\u00e3o fiscal e demais atos deles decorrentes, notadamente quando se configuram crimes; abuso de personalidade jur\u00eddica pela sua utiliza\u00e7\u00e3o para opera\u00e7\u00f5es realizadas com o intuito de acarretar a supress\u00e3o ou a redu\u00e7\u00e3o de tributos, mediante manipula\u00e7\u00e3o artificial do fato gerador (planejamento tribut\u00e1rio abusivo).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Hist\u00f3rico<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No dia 14 de novembro, o \u00f3rg\u00e3o publicou a Portaria n\u00ba 1.750, que autoriza a divulga\u00e7\u00e3o, em seu site, das representa\u00e7\u00f5es encaminhadas ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal contra suspeitos de cometerem crimes contra a ordem tribut\u00e1ria e a Previd\u00eancia Social. A portaria tem por base a Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (n\u00ba 12.527) e transpar\u00eancia fiscal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A Receita tamb\u00e9m realizou uma consulta p\u00fablica, encerrada no dia 6 de dezembro, para elaborar essa nova instru\u00e7\u00e3o normativa para tratar da indica\u00e7\u00e3o de terceiros em outros momentos, e n\u00e3o s\u00f3 naquele em que o fiscal lavra o auto de infra\u00e7\u00e3o, como era at\u00e9 o final de 2018.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Contabilidade na TV<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A norma, estabelecida pela Receita Federal, que ampliou as possibilidades [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-cW","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/802"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=802"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/802\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":822,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/802\/revisions\/822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}