{"id":800,"date":"2019-03-13T11:05:12","date_gmt":"2019-03-13T14:05:12","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=800"},"modified":"2019-03-13T11:05:12","modified_gmt":"2019-03-13T14:05:12","slug":"stj-proibe-cobranca-de-taxa-de-conveniencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/03\/13\/stj-proibe-cobranca-de-taxa-de-conveniencia\/","title":{"rendered":"STJ PRO\u00cdBE COBRAN\u00c7A DE TAXA DE CONVENI\u00caNCIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O entendimento vale para todo o pa\u00eds e ainda obriga a empresa a devolver os valores pagos por consumidores nos \u00faltimos cinco anos.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, por unanimidade, que a Ingresso R\u00e1pido n\u00e3o pode cobrar taxa de conveni\u00eancia nas vendas de ingressos pela internet. O entendimento vale para todo o pa\u00eds e ainda obriga a empresa a devolver os valores pagos por consumidores nos \u00faltimos cinco anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A Ingresso R\u00e1pido pode apresentar recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) para pedir esclarecimentos ou apontar omiss\u00f5es na decis\u00e3o. Para discutir o m\u00e9rito novamente, deve apresentar um precedente em sentido contr\u00e1rio para recorrer \u00e0 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A decis\u00e3o envolve a Ingresso R\u00e1pido, mas \u00e9 um precedente importante contra outras empresas com a mesma pr\u00e1tica. Os ministros aceitaram parte do pedido feito pela Associa\u00e7\u00e3o de Defesa dos Consumidores do Rio Grande do Sul, seguindo o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No processo, a associa\u00e7\u00e3o alega que h\u00e1 abusividade na cobran\u00e7a pois, al\u00e9m de o consumidor pagar taxa elevada de conveni\u00eancia para adquirir o ingresso pela internet, tem que retir\u00e1-lo em algum ponto de venda ou enfrentar fila no dia do evento (REsp 1737428). Se quiser receber o ingresso em casa, \u00e9 obrigado a fazer novo desembolso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A primeira inst\u00e2ncia aceitou parte dos pedidos feitos pela associa\u00e7\u00e3o, determinando que a taxa n\u00e3o fosse cobrada, sob pena de multa di\u00e1ria, e fosse devolvido os valores cobrados nos \u00faltimos cinco anos. O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul, por\u00e9m, reformou a senten\u00e7a. A associa\u00e7\u00e3o recorreu, ent\u00e3o, ao STJ contra a cobran\u00e7a da taxa de conveni\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em seu voto, a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, entendeu que h\u00e1, no caso, venda casada. A pr\u00e1tica, acrescentou, &#8220;consiste no preju\u00edzo \u00e0 liberdade de escolha do consumidor decorrente do condicionamento, subordina\u00e7\u00e3o e vincula\u00e7\u00e3o da compra de um produto ou servi\u00e7o \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de outro quando o consumidor s\u00f3 quer adquirir o produto principal&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A venda casada, segundo a ministra, \u00e9 uma das formas de viola\u00e7\u00e3o da boa-f\u00e9 objetiva. Para ela, a boa f\u00e9 objetiva imp\u00f5e a coopera\u00e7\u00e3o entre os contratantes e \u00e9 tratada no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, no reconhecimento do direito dos consumidores de prote\u00e7\u00e3o contra m\u00e9todos comerciais coercitivos ou desleais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na decis\u00e3o, a ministra afirmou que a venda do ingresso para um determinado espet\u00e1culo cultural \u00e9 parte t\u00edpica e essencial do neg\u00f3cio, risco da pr\u00f3pria atividade empresarial que visa o lucro e integrante do investimento do fornecedor, compondo, portanto, o custo b\u00e1sico embutido no pre\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para ela, a remunera\u00e7\u00e3o da Ingresso R\u00e1pido, por meio da taxa de conveni\u00eancia, deveria ser de responsabilidade das promotoras e produtoras de espet\u00e1culos, que s\u00e3o os verdadeiros benefici\u00e1rios do modelo de neg\u00f3cios. Por isso, condenou a empresa a ressarcir os consumidores dos valores cobrados nos \u00faltimos cinco anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Apesar de considerar a cobran\u00e7a de taxa de conveni\u00eancia ilegal, a ministra entendeu que, no caso, n\u00e3o haveria dano moral coletivo, negando o pedido da associa\u00e7\u00e3o. No julgamento, ficaram vencidos, no ponto que discutia a repercuss\u00e3o nacional da decis\u00e3o, os ministros Ricardo Villas B\u00f4as Cueva e Marco Aur\u00e9lio Bellizze. Por maioria, foram seguidos precedentes da Corte para a abrang\u00eancia nacional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">At\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foram localizados representantes da Ingresso R\u00e1pido para comentar a decis\u00e3o<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico &#8211; Por Beatriz Olivon<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O entendimento vale para todo o pa\u00eds e ainda obriga [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-cU","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/800"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=800"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/800\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":801,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/800\/revisions\/801"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}