{"id":671,"date":"2019-02-28T12:09:55","date_gmt":"2019-02-28T15:09:55","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=671"},"modified":"2019-02-28T12:09:55","modified_gmt":"2019-02-28T15:09:55","slug":"tribunal-volta-a-julgar-caso-eletrobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/02\/28\/tribunal-volta-a-julgar-caso-eletrobras\/","title":{"rendered":"TRIBUNAL VOLTA A JULGAR CASO ELETROBRAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os contribuintes est\u00e3o na frente em julgamento sobre os empr\u00e9stimos compuls\u00f3rios da Eletrobr\u00e1s na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Quase dez anos depois de analisarem um repetitivo sobre o assunto, os ministros voltaram a discutir a corre\u00e7\u00e3o dos valores que n\u00e3o foram convertidos em a\u00e7\u00f5es da empresa. V\u00e3o decidir qual a data final para a aplica\u00e7\u00e3o dos juros remunerat\u00f3rios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por enquanto, quatro ministros votaram pela corre\u00e7\u00e3o at\u00e9 o efetivo pagamento e dois pela data da \u00faltima assembleia de convers\u00e3o, realizada em 2005. O julgamento, retomado ontem, foi suspenso por novo pedido de vista. Outros tr\u00eas ministros ainda ir\u00e3o votar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A sess\u00e3o foi retomada com o voto-vista do ministro Herman Benjamin. &#8220;O que estamos discutindo aqui \u00e9 uma tese jur\u00eddica de repercuss\u00f5es gigantescas&#8221;, afirmou. Mas \u00e9 imposs\u00edvel, acrescentou, calcular os valores e impacto do julgamento. &#8220;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 esse caso.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O dep\u00f3sito compuls\u00f3rio foi criado nos anos 60 com a finalidade de gerar recursos ao governo para a expans\u00e3o do setor el\u00e9trico. A contribui\u00e7\u00e3o era cobrada na conta de luz dos clientes com consumo superior a dois mil quilowatts\/hora (kWh) por m\u00eas. A cobran\u00e7a seria extinta em 1977, mas foi prorrogada at\u00e9 1993. Por lei, os consumidores poderiam depois converter os valores pagos em a\u00e7\u00f5es da Eletrobr\u00e1s.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em 2009, o STJ decidiu que a empresa deveria corrigir os cr\u00e9ditos. Na ocasi\u00e3o, o compuls\u00f3rio j\u00e1 havia sido pago pela empresa por meio da convers\u00e3o dos valores em a\u00e7\u00f5es. Em 2005, havia sido realizada a \u00faltima assembleia da empresa para discutir a restitui\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e convers\u00e3o em a\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No STJ, consumidores alegaram que a corre\u00e7\u00e3o efetuada foi menor do que a devida. Alguns n\u00e3o tiveram todo o valor convertido em a\u00e7\u00f5es e, por isso, ainda t\u00eam valores a receber.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o julga recurso da Decoradora Roma (REsp 790288), que questiona a data final de aplica\u00e7\u00e3o dos juros remunerat\u00f3rios, de 6% ao ano. A empresa pede que seja a data do efetivo pagamento. J\u00e1 a Eletrobr\u00e1s, a da \u00faltima assembleia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No processo, a empresa alega que em 2009, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia decidido que o termo final dos juros remunerat\u00f3rios era o efetivo pagamento da d\u00edvida pela Eletrobras. Mas, em 2011, em recurso (embargos de diverg\u00eancia) decidiu que os juros remunerat\u00f3rios cessariam a partir das assembleias de convers\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O relator, ministro Gurgel de Faria, votou, em sess\u00e3o anterior, de forma contr\u00e1ria \u00e0 Eletrobras. Segundo ele, ao julgar o repetitivo, a Se\u00e7\u00e3o decidiu que s\u00e3o devidos juros remunerat\u00f3rios de 6% ao ano sobre a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. O ministro disse que o STJ entende que a diferen\u00e7a a ser paga em dinheiro, sobre o n\u00famero n\u00e3o convertido em a\u00e7\u00f5es, deve ter corre\u00e7\u00e3o plena, expurgos inflacion\u00e1rios e juros remunerat\u00f3rios at\u00e9 o efetivo pagamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na sess\u00e3o de ontem, o ministro Herman Benjamin divergiu. &#8220;Parece que a gente n\u00e3o se livra desse empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio&#8221;, afirmou. Para ele, n\u00e3o h\u00e1, no caso da Decoradora Roma, a incid\u00eancia de juros remunerat\u00f3rios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A diverg\u00eancia foi seguida pela ministra Assusete Magalh\u00e3es. O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Og Fernandes e Benedito Gon\u00e7alves. Na sequ\u00eancia, o julgamento foi suspenso pelo ministro S\u00e9rgio Kukina. N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando voltar\u00e1 a ser julgado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico &#8211; Por Beatriz Olivon<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os contribuintes est\u00e3o na frente em julgamento sobre os empr\u00e9stimos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-aP","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/671"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=671"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/671\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":672,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/671\/revisions\/672"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=671"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=671"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=671"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}