{"id":55500,"date":"2025-09-24T09:56:44","date_gmt":"2025-09-24T12:56:44","guid":{"rendered":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=55500"},"modified":"2025-09-24T09:56:44","modified_gmt":"2025-09-24T12:56:44","slug":"como-adequar-os-contratos-empresariais-a-reforma-tributaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2025\/09\/24\/como-adequar-os-contratos-empresariais-a-reforma-tributaria\/","title":{"rendered":"COMO ADEQUAR OS CONTRATOS EMPRESARIAIS \u00c0 REFORMA TRIBUT\u00c1RIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A reforma tribut\u00e1ria redefine contratos empresariais, exige adapta\u00e7\u00e3o ao split payment e imp\u00f5e revis\u00e3o de riscos, pre\u00e7os e modelos de neg\u00f3cios at\u00e9 2033.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>A transforma\u00e7\u00e3o na l\u00f3gica contratual<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Muito mais do que apenas simplificar o sistema tribut\u00e1rio, a reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo, com a institui\u00e7\u00e3o do IBS e da CBS e a ado\u00e7\u00e3o de uma n\u00e3o-cumulatividade mais ampla, tem o potencial de modificar toda a l\u00f3gica contratual das \u00faltimas d\u00e9cadas no Brasil. Vivemos em um sistema esdr\u00faxulo, que por vezes determina a ado\u00e7\u00e3o de arranjos contratuais il\u00f3gicos para mitigar os \u00f4nus tribut\u00e1rios. A mudan\u00e7a, que j\u00e1 inicia em 2026, redefine a rela\u00e7\u00e3o entre pre\u00e7o e custo e, tamb\u00e9m, entre pagamento e apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito ao longo das cadeias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">As empresas precisar\u00e3o adaptar seus contratos, considerando que a apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios passa a ser, como regra, condicionada \u00e0 extin\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito do fornecedor, ou seja, precisar\u00e1 redefinir suas matrizes de risco e governan\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es com plataformas e arranjos de pagamento, por exemplo. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso entender que n\u00e3o basta uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica, pois o processo se inicia em 2026 e passa por uma longa transi\u00e7\u00e3o at\u00e9 2033, na qual existir\u00e1 a conviv\u00eancia, por um per\u00edodo, com tributos que ser\u00e3o substitu\u00eddos gradualmente, o que implica que os contratos de longo prazo precisam especificar melhor as cl\u00e1usulas de impacto tribut\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Esse novo desenho de tributa\u00e7\u00e3o exige revis\u00f5es consistentes dos contratos empresariais em pelo menos 03 (tr\u00eas) frentes: (i) a escolha e a configura\u00e7\u00e3o de modelos de neg\u00f3cios; (ii) o modo de repassar impactos ao pre\u00e7o sem perder de vista o efeito do creditamento do cliente; e (iii) a incorpora\u00e7\u00e3o, desde j\u00e1, das obriga\u00e7\u00f5es operacionais relacionadas ao split payment e \u00e0 vincula\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos ao pagamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Os novos modelos de neg\u00f3cios n\u00e3o-cumulativos<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O ponto mais transformador da reforma tribut\u00e1ria para decis\u00f5es empresariais \u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o concreta da n\u00e3o-cumulatividade. A migra\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos para uma natureza eminentemente financeira, reduz a fric\u00e7\u00e3o fiscal que tradicionalmente inclinava a balan\u00e7a contra as estruturas com m\u00faltiplas etapas e diversas subcontrata\u00e7\u00f5es. Ocorre que, no sistema atual, as empresas que operam integrando m\u00faltiplos fornecedores em v\u00e1rias camadas de servi\u00e7os precisavam fazer uma verdadeira engenharia fiscal nos seus contratos e faturamentos, o que trazia uma grande inefici\u00eancia para suas opera\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na pr\u00e1tica, em termos econ\u00f4micos, as opera\u00e7\u00f5es verticalizadas na cadeia de agrega\u00e7\u00e3o de valor perdem tra\u00e7\u00e3o, ou seja, a famosa decis\u00e3o \u201cfazer dentro de casa\u201d versus \u201ccontratar de terceiros\u201d tende a se tornar mais neutra. Isso abre espa\u00e7o para que empresas redesenhem suas cadeias de valor com maior liberdade por meio de: especializa\u00e7\u00e3o de etapas, contrata\u00e7\u00e3o de BPOs, facilities, manufatura por encomenda e organiza\u00e7\u00e3o por plataformas. Assim, os modelos de terceiriza\u00e7\u00e3o e at\u00e9 de quarteiriza\u00e7\u00e3o, deixam de carregar, por si, um \u201cp\u00eanalti fiscal\u201d cumulativo ao transitar por v\u00e1rios prestadores, podendo ser um grande indutor de efici\u00eancia na mudan\u00e7a nos neg\u00f3cios no Brasil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Obviamente, a an\u00e1lise das altera\u00e7\u00f5es de modelo de neg\u00f3cios deve tamb\u00e9m considerar as implica\u00e7\u00f5es de responsabilidade contratual ao longo da cadeia de fornecimento, especialmente quando houver rela\u00e7\u00e3o com consumidores finais, com reflexos perante o direito do consumidor. Isso porque, quem coordena m\u00faltiplos prestadores de servi\u00e7os pode passar a responder por falhas de integra\u00e7\u00e3o que sejam decorrentes de terceiros.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em rela\u00e7\u00f5es B2C, a pulveriza\u00e7\u00e3o de agentes pode gerar pontos de contato confusos, com riscos de falhas informacionais, publicidade inconsistente ou dificuldades de atendimento, que acabam repercutindo na aloca\u00e7\u00e3o de responsabilidades e na necessidade de cl\u00e1usulas claras de regressos e indeniza\u00e7\u00f5es. Portanto, ao reestruturar os modelos de neg\u00f3cios, as empresas precisam tamb\u00e9m mapear, desde a proposta comercial, quais obriga\u00e7\u00f5es cada elo assume, inclusive em rela\u00e7\u00e3o ao fluxo de pagamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Assim, a oportunidade da neutralidade tribut\u00e1ria ampliada trazida pela reforma tribut\u00e1ria deve vir acompanhada de um refor\u00e7o contratual nas obriga\u00e7\u00f5es documentais e tecnol\u00f3gicas do fornecedor, na subordina\u00e7\u00e3o de prazos de pagamento \u00e0 emiss\u00e3o correta do documento fiscal e \u00e0 possibilidade de vincula\u00e7\u00e3o ao instrumento de pagamento, bem como na cria\u00e7\u00e3o de canais de informa\u00e7\u00e3o que permitam ao adquirente apropriar seus cr\u00e9ditos sem sobressaltos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Poss\u00edvel aumento nominal de pre\u00e7o com redu\u00e7\u00e3o do custo efetivo<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Considerando que a implanta\u00e7\u00e3o dos novos tributos ser\u00e1 gradual, os contratos devem prever, com suficiente detalhamento, como os impactos tribut\u00e1rios ser\u00e3o refletidos no pre\u00e7o ao longo do tempo, pois s\u00e3o 8 (oito) anos de transi\u00e7\u00e3o em que o modelo tribut\u00e1rio muda ano a ano, requerendo mecanismos que ajustem essa situa\u00e7\u00e3o nos contratos de mais longo prazo. Um aumento nominal de pre\u00e7o do fornecedor n\u00e3o implica, necessariamente, em aumento do custo efetivo do cliente contribuinte nesse modelo n\u00e3o-cumulativo. Essa ser\u00e1 uma mudan\u00e7a de paradigma de dificil compreens\u00e3o e exigir\u00e1 novos tipos de avalia\u00e7\u00e3o do bin\u00f4mio custo-pre\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Com a amplia\u00e7\u00e3o do creditamento, sobretudo em cadeias de servi\u00e7os, o adquirente pode experimentar uma redu\u00e7\u00e3o l\u00edquida de custos e despesas, mesmo quando houver aumento de pre\u00e7o. Assim, uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o para equilibrar essa quest\u00e3o ser\u00e1 abandonar f\u00f3rmulas gen\u00e9ricas nos contratos e adotar uma cl\u00e1usula de neutralidade tribut\u00e1ria com metodologia expl\u00edcita. O contrato poderia, por exemplo, prever que altera\u00e7\u00f5es na carga do IBS\/CBS e no Imposto Seletivo, para mais ou para menos, ser\u00e3o refletidas no pre\u00e7o, mas mediante um c\u00e1lculo que isole o componente efetivamente n\u00e3o recuper\u00e1vel pelo adquirente, considerando os cr\u00e9ditos que far\u00e1 jus. Essa metodologia poderia combinar um incremento no pre\u00e7o balanceado com o eventual benef\u00edcio de cr\u00e9dito do cliente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Esse novo sistema tribut\u00e1rio ainda n\u00e3o est\u00e1 completo, podendo advir outros marcos regulat\u00f3rios e operacionais, tais como a entrada ou a expans\u00e3o do split payment, a altera\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas de refer\u00eancia e mudan\u00e7as no cronograma de transi\u00e7\u00e3o, o que demanda a incorpora\u00e7\u00e3o de mecanismos de reequil\u00edbrio, acionados por esses eventos, especialmente nos contratos de longa dura\u00e7\u00e3o. Tais eventos funcionam como gatilhos contratuais para revisar pre\u00e7o e, se necess\u00e1rio, escopo, com efeito prospectivo e com crit\u00e9rios de transpar\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o do novo pre\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Al\u00e9m disso, a matriz de risco tamb\u00e9m deve ser ajustada, pois glosas de cr\u00e9dito causadas por erro fiscal do fornecedor como destaque incorreto, falha de escritura\u00e7\u00e3o ou inconsist\u00eancias que inviabilizem a vincula\u00e7\u00e3o, deveriam ser suportadas pelo pr\u00f3prio fornecedor. Por outro lado, o n\u00e3o aproveitamento de cr\u00e9dito decorrente de circunst\u00e2ncias do adquirente, por exemplo estar em regime que vede a apropria\u00e7\u00e3o ou atuar em opera\u00e7\u00e3o imune, n\u00e3o caberiam ao fornecedor devendo ser absorvido elo pr\u00f3prio adquirente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por fim, o calend\u00e1rio de transi\u00e7\u00e3o merece espa\u00e7o expresso no corpo do contrato ou em anexo, com refer\u00eancias a datas de in\u00edcio de incid\u00eancia plena e de extin\u00e7\u00e3o dos tributos substitu\u00eddos, prevendo-se gatilhos anuais de renegocia\u00e7\u00e3o para acomodar mudan\u00e7as graduais de al\u00edquota e de base.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>O split payment e a vincula\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos nos contratos<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O split payment \u00e9 uma figura nova que promove a segrega\u00e7\u00e3o e o recolhimento do IBS e da CBS no pr\u00f3prio fluxo de liquida\u00e7\u00e3o do pagamento. Esse mecanismo vincula a opera\u00e7\u00e3o comercial, o documento fiscal e o tr\u00e2nsito financeiro do tributo, com implica\u00e7\u00f5es diretas para sistemas, rotinas e responsabilidades. A adapta\u00e7\u00e3o a esse novo sistema tende a n\u00e3o ser uniforme entre as empresas, por isso ser\u00e1 importante incluir uma cl\u00e1usula de ades\u00e3o e conformidade, pela qual as partes se obrigam a manter seus sistemas aptos a transmitir e receber as informa\u00e7\u00f5es exigidas nos documentos fiscais, a compatibilizar os meios de pagamento utilizados com a segrega\u00e7\u00e3o do imposto e a cooperar para a reconcilia\u00e7\u00e3o entre nota, pagamento e recolhimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Vale lembrar que nem todos os instrumentos de pagamento permitir\u00e3o a segrega\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do imposto; nessa hip\u00f3tese, o recolhimento dever\u00e1 ser realizado pelo adquirente. Portanto, os contratos devem antecipar essas poss\u00edveis varia\u00e7\u00f5es, estabelecendo quem realizar\u00e1 o recolhimento em nome de quem, em que prazos, de que maneira se dar\u00e1 a presta\u00e7\u00e3o de contas e qual ser\u00e1 o procedimento para comprova\u00e7\u00e3o e para corre\u00e7\u00e3o de eventuais diferen\u00e7as. Tamb\u00e9m precisar\u00e3o disciplinar estornos, cancelamentos, devolu\u00e7\u00f5es e adiantamentos, alinhando o tratamento econ\u00f4mico entre as partes ao tratamento fiscal do cr\u00e9dito e do d\u00e9bito. Por exemplo, se um evento posterior reduzir a base tribut\u00e1vel e gerar estorno do d\u00e9bito, o contrato precisar\u00e1 prever o ajuste econ\u00f4mico entre as partes para espelhar o ajuste fiscal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Vale notar que, ainda que a segrega\u00e7\u00e3o promovida pelo split payment seja operacionalizada por intermedi\u00e1rios, a responsabilidade tribut\u00e1ria prim\u00e1ria continua sendo do sujeito passivo definido em lei, ou seja, as partes precisam definir em contrato a responsabilidade pelos riscos por diferen\u00e7as de recolhimento, por indisponibilidade tempor\u00e1ria da infraestrutura de pagamento e por inconsist\u00eancias de dados, sempre com regras claras de corre\u00e7\u00e3o, de atualiza\u00e7\u00e3o de valores e de responsabiliza\u00e7\u00e3o proporcional ao elo que deu causa ao problema.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Portanto o cuidado das empresas deve transcender ao bin\u00f4mio pre\u00e7o-pagamento, pois a reforma tribut\u00e1ria traz para o centro dos contratos um trin\u00f4mio de controle, baseado em uma nota fiscal id\u00f4nea, liquida\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com split e a prova de extin\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito, sendo que o balanceamento de responsabilidade por esses tr\u00eas elementos precisa estar devidamente regulado nos contratos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Como preparar seus contratos para a reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A amplia\u00e7\u00e3o da n\u00e3o-cumulatividade do IBS e da CBS confere maior liberdade para redesenhar cadeias de fornecimento e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, tornando alternativas como terceiriza\u00e7\u00e3o e quarteiriza\u00e7\u00e3o economicamente mais vi\u00e1veis do que no regime anterior. Essa liberdade exige processos, documenta\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica adequadas para que o benef\u00edcio do cr\u00e9dito se realize, o que imp\u00f5e refor\u00e7o de obriga\u00e7\u00f5es contratuais e de mecanismos de compliance ao longo da cadeia, inclusive com aten\u00e7\u00e3o \u00e0s responsabilidades perante consumidores quando o modelo escolhido pulveriza a execu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">As regras contratuais de pre\u00e7o devem se pautar pela neutralidade metodol\u00f3gica, repassando os impactos, mas calculando o que \u00e9 efetivamente n\u00e3o recuper\u00e1vel pelo adquirente, sob pena de duplicidades e desequil\u00edbrios. E, no plano operacional, os contratos precisam se encaixar nos trilhos do split payment e do recolhimento pelo adquirente, vinculando faturamento, pagamento e imposto com previs\u00f5es para exce\u00e7\u00f5es, estornos e reconcilia\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Assim, a reforma tribut\u00e1ria poder\u00e1 representar a cria\u00e7\u00e3o de oportunidades interessantes de remodela\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios e mesmo de reajustes de pre\u00e7os, mas as empresas que ainda n\u00e3o come\u00e7aram, precisam imediatamente iniciar a an\u00e1lise de impactos operacionais, financeiros e contratuais para navegarem tranquilamente nos pr\u00f3ximos anos de transi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Com informa\u00e7\u00f5es do Migalhas\/ Helio Ferreira Moraes e Ricardo Hiroshi Akamine<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: FENACON &#8211; POR FERNANDO OLIVAN <\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reforma tribut\u00e1ria redefine contratos empresariais, exige adapta\u00e7\u00e3o ao split [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[9],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-era","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55500"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55500"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55501,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55500\/revisions\/55501"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}