{"id":52954,"date":"2025-07-07T10:59:30","date_gmt":"2025-07-07T13:59:30","guid":{"rendered":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=52954"},"modified":"2025-07-07T10:59:30","modified_gmt":"2025-07-07T13:59:30","slug":"tjsp-livra-paulistanos-da-cobranca-retroativa-de-debitos-de-iptu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2025\/07\/07\/tjsp-livra-paulistanos-da-cobranca-retroativa-de-debitos-de-iptu\/","title":{"rendered":"TJSP LIVRA PAULISTANOS DA COBRAN\u00c7A RETROATIVA DE D\u00c9BITOS DE IPTU"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para contribuintes, a Lei n\u00ba 17.202, de 2019, havia perdoado essa d\u00edvida com o Fisco.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) tem livrado contribuintes paulistanos, que aderiram a um programa de regulariza\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis, de cobran\u00e7as retroativas de d\u00e9bitos de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Para eles, a Lei n\u00ba 17.202, de 2019, chamada de \u201cLei da Anistia\u201d, havia perdoado essa d\u00edvida com o Fisco.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Essa lei perdoou os d\u00e9bitos do imposto \u201cdecorrentes dos procedimentos de regulariza\u00e7\u00f5es\u201d de obras conclu\u00eddas at\u00e9 31 de julho de 2014 e que atendem condi\u00e7\u00f5es de higiene, seguran\u00e7a e acessibilidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A previs\u00e3o foi regulamentada pelo Decreto municipal n\u00ba 59.164, de 2019. A norma refor\u00e7a a express\u00e3o \u201cpret\u00e9ritos\u201d para se referir aos d\u00e9bitos que ficam anistiados com a regulariza\u00e7\u00e3o (artigo 36).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A prefeitura entende que s\u00f3 ficam perdoados os d\u00e9bitos anteriores \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da lei, que entrou em vigor no ano de 2020. J\u00e1 os contribuintes interpretam que a remiss\u00e3o alcan\u00e7a todas as d\u00edvidas at\u00e9 a ades\u00e3o ao programa de regulariza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O TJSP tem dado raz\u00e3o ao contribuinte em decis\u00f5es recentes, de maio deste ano. Em um dos processos, o contribuinte aderiu ao programa em dezembro de 2024 para\u00a0 atualizar o valor da \u00e1rea constru\u00edda. Com base nas informa\u00e7\u00f5es prestadas, a prefeitura fez o lan\u00e7amento retroativo do IPTU de 2020 at\u00e9 2024, sobre a diferen\u00e7a entre a \u00e1rea informada anteriormente e a \u00e1rea regularizada, que era maior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O contribuinte obteve senten\u00e7a favor\u00e1vel na primeira inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a. O juiz Marcio Luigi Teixeira Pinto entendeu que a cobran\u00e7a foi ilegal, uma vez que \u201cimp\u00f5e limita\u00e7\u00e3o ao benef\u00edcio fiscal previsto em lei, o que n\u00e3o pode ser feito por meio de decis\u00e3o administrativa\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A prefeitura recorreu, mas o TJSP manteve o entendimento. Para a 18\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico, chancelar a cobran\u00e7a \u201cesvaziaria a benesse concedida em lei afrontando o seu objetivo, al\u00e9m de violar a leg\u00edtima expectativa do administrado em regularizar a situa\u00e7\u00e3o do seu im\u00f3vel\u201d (processo n\u00ba 1059933-82.2024.8.26.0053).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Um outro processo discutia a cobran\u00e7a de IPTU sobre um im\u00f3vel de 1.000 m\u00b2, mas a propriet\u00e1ria alegava que ele tinha 683,71 m\u00b2. A contribuinte impugnou o lan\u00e7amento indevido do IPTU e, ao mesmo tempo, aderiu ao programa de regulariza\u00e7\u00e3o. A prefeitura acatou a redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea total, mas n\u00e3o aplicou a anistia do imposto devido entre os anos de 2014 e 2020.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Novamente, a senten\u00e7a foi favor\u00e1vel ao contribuinte e a prefeitura recorreu. Para a 14\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do TJSP, por\u00e9m, como foi emitido o certificado de regulariza\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, \u201cn\u00e3o h\u00e1 que se falar em cobran\u00e7a de IPTU de exerc\u00edcios pret\u00e9ritos lan\u00e7ados em decorr\u00eancia da regulariza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea constru\u00edda (lan\u00e7amento complementar), uma vez que o contribuinte fez uso da regulariza\u00e7\u00e3o pela denominada Lei da Anistia\u201d (processo n\u00ba 1020832-72.2023.8.26.0053).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nanci Regina de Souza Lima, do NR Souza Lima Sociedade de Advogados, defendeu a contribuinte no caso. Ela diz que nem todos os casos semelhantes chegam ao Judici\u00e1rio. \u201cAs pessoas que querem vender o im\u00f3vel, por exemplo, fazem as contas e percebem que talvez seja mais pr\u00e1tico pagar, mesmo que a cobran\u00e7a seja indevida, do que arriscar passar anos questionando na Justi\u00e7a. \u00c9 o c\u00e1lculo do custo-benef\u00edcio\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">J\u00e1 a 18\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico afirmou que \u201co impetrante faz jus ao benef\u00edcio da citada lei de anistia, com remiss\u00e3o dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios de IPTU pret\u00e9ritos ao pedido de regulariza\u00e7\u00e3o\u201d (processo n\u00ba 1065323-67.2023.8.26.0053).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Jessica Chehter Brand, do Schneider Pugliese Advogados, destaca que a quest\u00e3o \u00e9 importante porque o prazo para ades\u00e3o ao programa foi prorrogado at\u00e9 31 de dezembro de 2025. Assim, se as cobran\u00e7as retroativas continuarem, poder\u00e3o desestimular a busca pela regulariza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cA finalidade da lei era regularizar as \u00e1reas e n\u00e3o se tornar uma armadilha para os contribuintes\u201d, pontua a especialista. \u201cPor ora, o TJSP est\u00e1 resguardando os contribuintes. Ap\u00f3s a regulariza\u00e7\u00e3o, o munic\u00edpio poder\u00e1 cobrar o IPTU normalmente, mas respeitando o prazo da ades\u00e3o\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em nota, a Procuradoria Geral do Munic\u00edpio (PGM) informou que mant\u00e9m a cobran\u00e7a retroativa \u201cnos casos em que a regulariza\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel foi solicitada depois de fiscaliza\u00e7\u00e3o da Prefeitura e da cobran\u00e7a dos valores devidos\u201d. Disse tamb\u00e9m que s\u00f3 podem ser perdoados os d\u00e9bitos de IPTU que surgiram por causa da regulariza\u00e7\u00e3o feita com base na Lei 17.202. \u201cSe a d\u00edvida foi lan\u00e7ada antes, ela n\u00e3o \u00e9 cancelada, ainda que o contribuinte tenha regularizado o im\u00f3vel depois.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: VALOR ECON\u00d4MICO \u2013 POR LUIZA CALEGARI \u2014 S\u00c3O PAULO<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para contribuintes, a Lei n\u00ba 17.202, de 2019, havia perdoado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-dM6","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52954"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52954"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52954\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52955,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52954\/revisions\/52955"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}