{"id":52584,"date":"2025-06-27T11:46:51","date_gmt":"2025-06-27T14:46:51","guid":{"rendered":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=52584"},"modified":"2025-06-27T11:46:51","modified_gmt":"2025-06-27T14:46:51","slug":"derrota-no-iof-eleva-pressao-por-mudanca-da-meta-fiscal-em2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2025\/06\/27\/derrota-no-iof-eleva-pressao-por-mudanca-da-meta-fiscal-em2026\/","title":{"rendered":"DERROTA NO IOF ELEVA PRESS\u00c3O POR MUDAN\u00c7A DA META FISCAL EM2026"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para analistas, eventual fracasso da MP que tributa t\u00edtulos agr\u00edcolas e imobili\u00e1rios aumenta a dist\u00e2ncia para alvo do resultado prim\u00e1rio no ano que vem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A derrubada por parte do Congresso das medidas do Executivo para aumentar o IOF eleva a press\u00e3o para o governo mudar a meta de resultado prim\u00e1rio de 2026, ano eleitoral, dizem economistas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A meta de prim\u00e1rio (receitas menos despesas, exceto gastos com juros) deste ano \u00e9 de um resultado zerado, com toler\u00e2ncia para um d\u00e9ficit de at\u00e9 0,25% do PIB. Para o ano que vem, a expectativa central \u00e9 de super\u00e1vit de 0,25% do PIB e, pelo menos, de um d\u00e9ficit zero. O governo esperava arrecadar R$ 12 bilh\u00f5es com as mudan\u00e7as no IOF neste ano e R$ 20 bilh\u00f5es em 2026.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cA meta de 2025 o governo consegue cumprir sem o IOF. J\u00e1 era o cen\u00e1rio-base antes da medida\u201d, diz Rai Chicoli, economista-chefe da Citrino Gest\u00e3o de Recursos. \u201cPara 2026, acho que o governo est\u00e1 muito distante da meta\u201d, afirma. Ele projeta d\u00e9ficit de R$ 90 bilh\u00f5es em 2026, ou de R$ 43 bilh\u00f5es considerando apenas o que entra no c\u00f4mputo da meta. \u201cMesmo com o IOF, o governo ainda precisaria de medidas adicionais\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na avalia\u00e7\u00e3o de economistas, o foco agora deve se voltar para a Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.303, que j\u00e1 foi enviada como parte da rea\u00e7\u00e3o do governo a um primeiro recuo em mudan\u00e7as do IOF e que inclui, entre outras coisas, o fim da isen\u00e7\u00e3o a t\u00edtulos ligados aos mercados agr\u00edcola e imobili\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cO que mais importa para 2026 \u00e9 a MP. Mas, se a gente pensar que a derrota no IOF pode ser o pren\u00fancio da derrota na MP e, mais que isso, a ideia de que o Congresso est\u00e1 prejudicando o governo com vistas \u00e0 elei\u00e7\u00e3o, talvez possamos considerar que aumentam as chances de a ala pol\u00edtica do PT ganhar for\u00e7a na ideia de mudar a meta\u201d, diz Luis Otavio Leal, economista-chefe da G5 Partners.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Este ano, o governo ainda deve conseguir cumprir a meta usando receitas n\u00e3o recorrentes e algum contingenciamento fiscal, ainda que este segundo instrumento n\u00e3o devesse ser o \u201cpreferido\u201d neste momento, diz Carlos Kawall, s\u00f3cio-fundador da Oriz Partners e ex-secret\u00e1rio do Tesouro Nacional. \u201cO problema maior \u00e9 para 2026, porque h\u00e1 d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da MP\u201d, afirma. \u201cDado que \u00e9 ano eleitoral, acho que aumenta muito a chance de o governo abrir m\u00e3o da meta.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">As medidas do IOF j\u00e1 n\u00e3o eram apropriadas para cobrir o rombo, diz Rafaela Vit\u00f3ria, economista-chefe do banco Inter. \u201cO IOF \u00e9 um imposto regulat\u00f3rio, e n\u00e3o arrecadat\u00f3rio. E, na realidade, a arrecada\u00e7\u00e3o continua crescendo. Est\u00e1 todo mundo pagando mais imposto. A arrecada\u00e7\u00e3o cresceu, at\u00e9 maio deste ano, 4% acima da infla\u00e7\u00e3o. Isso depois de ter crescido 10% no ano passado. Ent\u00e3o, a arrecada\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito robusta\u201d, afirma. Para cumprir a meta em 2026, o que o governo precisaria fazer \u00e9 controlar os gastos, diz Vit\u00f3ria. \u201cMas, infelizmente, o cen\u00e1rio que consideramos mais prov\u00e1vel \u00e9 uma revis\u00e3o da meta\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Apesar de reconhecer o risco, economistas ponderam que o governo n\u00e3o deve mexer na meta de 2026 por ora. \u201cNa ponta do l\u00e1pis, considerando o que est\u00e1 no horizonte, o governo j\u00e1 teria de mudar a meta para o ano que vem. Calcul\u00e1vamos que teria uns R$ 70 bilh\u00f5es de necessidade de contingenciamento. Considerando as despesas discricion\u00e1rias [n\u00e3o obrigat\u00f3rias] que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o discricion\u00e1rias assim, faltariam uns R$ 20 bilh\u00f5es para gerir a m\u00e1quina\u201d, diz Leal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Como a pe\u00e7a or\u00e7ament\u00e1ria \u00e9 \u201cem grande parte uma grande fic\u00e7\u00e3o\u201d, diz, o governo n\u00e3o precisaria mudar a meta agora. \u201cA gente s\u00f3 vai saber exatamente qual \u00e9 o quadro fiscal brasileiro no primeiro relat\u00f3rio de acompanhamento de despesas do ano que vem. Ali \u00e9 que eles ajustam a pe\u00e7a de fantasia do Or\u00e7amento para a realidade do ano\u201d, afirma. \u201cAt\u00e9 l\u00e1, v\u00e3o ficar contando com novidades que possam aparecer, novas fontes de receitas extraordin\u00e1rias.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para Chicoli, \u00e9 poss\u00edvel que o governo encaminhe, em agosto, um projeto para rever gastos tribut\u00e1rios junto com a lei or\u00e7ament\u00e1ria de 2026 e, assim, tente manter a meta prevista. \u201cMas, hoje, ela parece bem dif\u00edcil de ser cumprida\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Rog\u00e9rio Ceron, secret\u00e1rio do Tesouro Nacional, disse ontem que a proposta de Or\u00e7amento de 2026 dever\u00e1 indicar cumprimento da meta e evitar a \u201cescolha f\u00e1cil\u201d de alter\u00e1-la. \u201cNo Executivo e no Legislativo, n\u00e3o vejo intuito de retrocesso de alterar metas\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cO caminho mais pragm\u00e1tico \u00e9: acelerar a execu\u00e7\u00e3o das emendas, cuja velocidade caiu com a chegada de Gleisi Hoffmann \u00e0 Secretaria de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, e tentar salvar alguma coisa da MP\u201d, afirma Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da ARX Investimentos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para 2026, diz, o cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel \u00e9 o envio de um Or\u00e7amento \u201cprotocolar\u201d. \u201c\u00c0 medida que o ano for avan\u00e7ando, vai ficar claro que \u00e9 invi\u00e1vel cumprir a meta e o governo vai simplesmente deixar de cumprir para n\u00e3o deixar a m\u00e1quina parar\u201d, diz. Ele lembra que \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o prevista no arcabou\u00e7o, mas que de consequ\u00eancias muito brandas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Se a meta para 2026 n\u00e3o for revista, o que \u201ctem uma probabilidade grande\u201d, ela pode tamb\u00e9m \u201cservir para ainda menos do que ela serve hoje\u201d, caso o governo crie novas exce\u00e7\u00f5es, diz Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cDesde que o governo come\u00e7ou a excluir coisas do prim\u00e1rio para o c\u00e1lculo da meta, o mercado deixou de prestar tanta aten\u00e7\u00e3o nela e est\u00e1 mais focado no crescimento da d\u00edvida. A meta j\u00e1 vale pouca coisa, mas eu acho que ela pode passar a valer aindamenos\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ainda que a meta tenha perdido import\u00e2ncia aos olhos dos agentes do mercado financeiro, uma mudan\u00e7a para 2026 geraria volatilidade nos pre\u00e7os dos ativos, diz Sobral.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: VALOR ECON\u00d4MICO \u2013 POR ANA\u00cfS FERNANDES, MARTA WATANABE E MARCELO OSAKABE \u2014 DE S\u00c3O PAULO<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para analistas, eventual fracasso da MP que tributa t\u00edtulos agr\u00edcolas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-dG8","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52584"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52584"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52584\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52585,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52584\/revisions\/52585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}