{"id":51371,"date":"2025-05-26T10:52:14","date_gmt":"2025-05-26T13:52:14","guid":{"rendered":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=51371"},"modified":"2025-05-26T10:52:14","modified_gmt":"2025-05-26T13:52:14","slug":"supremo-decide-que-mudancas-nas-aliquotas-do-reintegra-so-valem-apos-90-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2025\/05\/26\/supremo-decide-que-mudancas-nas-aliquotas-do-reintegra-so-valem-apos-90-dias\/","title":{"rendered":"SUPREMO DECIDE QUE MUDAN\u00c7AS NAS AL\u00cdQUOTAS DO REINTEGRA S\u00d3 VALEM AP\u00d3S 90 DIAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Decis\u00e3o livra o governo de um preju\u00edzo estimado na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias de R$ 4 bilh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a majora\u00e7\u00e3o indireta de tributos, por meio de mudan\u00e7as nas al\u00edquotas do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra), s\u00f3 passa a valer 90 dias ap\u00f3s sua promulga\u00e7\u00e3o. O placar do julgamento ficou em oito votos a tr\u00eas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A decis\u00e3o livra o governo de um preju\u00edzo estimado na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias de R$ 4 bilh\u00f5es, caso fosse determinada a aplica\u00e7\u00e3o da anterioridade anual. Ela daria aos contribuintes o direito \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito por um ano.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O Reintegra \u00e9 um programa criado pelo governo federal no ano 2011 e reinstitu\u00eddo em 2014 para \u201cdevolver parcial ou integralmente o res\u00edduo tribut\u00e1rio remanescente na cadeia de produ\u00e7\u00e3o de bens exportados\u201d. Inicialmente, foi previsto que os contribuintes poderiam recuperar entre 0,1% e 3% da receita com vendas ao exterior. Por\u00e9m, decretos de 2015 e 2018, reduziram o percentual m\u00e1ximo de recupera\u00e7\u00e3o, primeiro para 1%, com posterior eleva\u00e7\u00e3o novamente a 2%; e, em 2018, para 0,1%, patamar em que se encontra desde ent\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os contribuintes pediam que essas altera\u00e7\u00f5es s\u00f3 passassem a valer no ano seguinte \u00e0 edi\u00e7\u00e3o dos decretos, a chamada anterioridade anual. J\u00e1 a Fazenda pedia que fosse reconhecido que essa anterioridade anual n\u00e3o se aplica para o Reintegra, entendimento adotado pela maioria dos ministros no Plen\u00e1rio Virtual. Prevaleceu o voto do relator, ministro Cristiano Zanin (ARE 1285177).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em seu voto, Zanin destaca que o pr\u00f3prio Supremo j\u00e1 definiu que o Reintegra tem \u201cnatureza de benef\u00edcio fiscal, na forma de subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica\u201d (ADI 6040 e ADI 6055). E, em 2020, acrescenta, a Corte firmou jurisprud\u00eancia no sentido de que em redu\u00e7\u00e3o ou supress\u00e3o de benef\u00edcios ou incentivos fiscais que culminem no aumento indireto de tributos, deve-se aplicar a anterioridade, mas que a regra seria definida conforme a esp\u00e9cie tribut\u00e1ria analisada (RE 564225). O entendimento foi reafirmado, em repercuss\u00e3o geral, no Tema 1.383, julgado em abril.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com o procurador Euclides Sigoli, ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estimar o impacto da decis\u00e3o para o caixa da Uni\u00e3o, mas o resultado \u00e9 positivo. &#8220;\u00c9 condizente com a jurisprud\u00eancia, a expectativa em torno do tema e dentro da linha decis\u00f3ria que vem sendo aplicada pelo Supremo em termos de anterioridade e benef\u00edcios fiscais&#8221;, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Fl\u00e1via Holanda Gaeta, que defendeu a empresa no processo, afirma que os contribuintes foram pegos de surpresa. Para ela, deveria ser aplicada a regra do Tema 1.383, do pr\u00f3prio STF, que diz que, \u201cnas situa\u00e7\u00f5es de supress\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais que repercutam em majora\u00e7\u00e3o indireta de tributo, deve ser aplicada a anterioridade anual combinada com a nonagesimal\u201d. Ainda segundo ela, de agora em diante, o governo ter\u00e1 que seguir a anterioridade nonagesimal sempre, em rela\u00e7\u00e3o ao Reintegra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cO cr\u00e9dito dessas contribui\u00e7\u00f5es \u00e9 apenas o meio operacional adotado para viabilizar uma pol\u00edtica p\u00fablica. Assim, n\u00e3o parece adequado restringir o alcance da norma desonerativa\u201d, diz Daniel Szelbracikowski.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">J\u00e1 Talita Santana, explica que, agora, os contribuintes poder\u00e3o se apropriar dos cr\u00e9ditos equivalentes a tr\u00eas meses nos dois momentos em que a al\u00edquota do Reintegra foi reduzida, em 2015 e 2018.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: VALOR ECON\u00d4MICO &#8211; POR LUIZA CALEGARI \u2014 DE S\u00c3O PAULO<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o livra o governo de um preju\u00edzo estimado na Lei [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-dmz","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51371"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51371"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51371\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51372,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51371\/revisions\/51372"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51371"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51371"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51371"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}