{"id":51167,"date":"2025-05-20T11:14:18","date_gmt":"2025-05-20T14:14:18","guid":{"rendered":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=51167"},"modified":"2025-05-20T11:14:18","modified_gmt":"2025-05-20T14:14:18","slug":"stj-define-incidencia-de-iof-em-emprestimo-parcelado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2025\/05\/20\/stj-define-incidencia-de-iof-em-emprestimo-parcelado\/","title":{"rendered":"STJ DEFINE INCID\u00caNCIA DE IOF EM EMPR\u00c9STIMO PARCELADO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para a 1\u00aa Turma, se eventual isen\u00e7\u00e3o do tributo for revogada, contratante perde o direito ao benef\u00edcio sobre o restante do per\u00edodo do contrato.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A Fazenda Nacional venceu, no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), uma discuss\u00e3o sobre IOF, o Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras. A 1\u00aa Turma entendeu que se eventual isen\u00e7\u00e3o do tributo for revogada durante um financiamento com libera\u00e7\u00e3o de recursos de forma parcelada, o contratante perde o direito ao benef\u00edcio sobre o restante do per\u00edodo. De acordo com os ministros, para a incid\u00eancia do imposto, vale o momento das parcelas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No caso, os ministros analisaram se o imposto incide quando h\u00e1 a celebra\u00e7\u00e3o inicial do contrato de cr\u00e9dito ou se deve ser aplicado na data efetiva da entrega de cada parcela do cr\u00e9dito ao tomador (REsp 2010908).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A quest\u00e3o foi julgada a partir de um contrato firmado, em 2015, pela Chapada do Piau\u00ed Holding com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES). O valor contratado n\u00e3o foi liberado de uma vez s\u00f3, mas de forma parcelada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Naquele mesmo ano, houve a revoga\u00e7\u00e3o de uma norma que dava isen\u00e7\u00e3o de al\u00edquota de IOF para esse tipo de opera\u00e7\u00e3o. Por isso, a discuss\u00e3o sobre qual o momento de cobran\u00e7a do IOF.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para a Fazenda Nacional, a empresa quis atingir fatos posteriores \u00e0 revoga\u00e7\u00e3o da lei, como explicou o procurador Leonardo Quintas Furtado, da Fazenda Nacional, em sustenta\u00e7\u00e3o oral realizada na sess\u00e3o de 1\u00ba de abril, quando o processo come\u00e7ou a ser julgado pela 1\u00aa Turma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O que gera a cobran\u00e7a de IOF, de acordo com o procurador, \u00e9 a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos valores contratados e n\u00e3o a assinatura do contrato. J\u00e1 para a empresa, o fato que gera a cobran\u00e7a do imposto \u00e9 a assinatura do contrato.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em seu voto, o relator do caso, ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, negou o pedido da empresa. A ministra Regina Helena Costa divergiu. Na retomada do julgamento, na semana passada, o ministro Gurgel de Faria proferiu seu voto-vista e acompanhou o relator, assim como os demais ministros.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo o relator, praticamente n\u00e3o existem precedentes sobre o assunto na turma. Ele localizou apenas um julgamento, de 2004. Por\u00e9m, prop\u00f4s entendimento diferente do adotado anteriormente, tendo em vista altera\u00e7\u00f5es normativas desde ent\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para o ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, o IOF incide quando o valor \u00e9 disponibilizado para o tomador de cr\u00e9dito, a cada parcela &#8211; e n\u00e3o na contrata\u00e7\u00e3o. Portanto, no caso concreto, a partir da entrada em vigor do Decreto n\u00ba 8.511, de 2015, incide a al\u00edquota do IOF sobre as parcelas abertas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Essa quest\u00e3o ficou clara, afirmou o ministro, com o Decreto n\u00ba 6.306, de 2007, que regulamenta o IOF. Havia d\u00favida, segundo ele, porque o artigo 63 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) estabelece que o que gera a cobran\u00e7a de imposto \u00e9 a entrega total ou parcial do montante ou do valor que constitua o objeto da obriga\u00e7\u00e3o, \u201cou sua coloca\u00e7\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do interessado\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O decreto de 2007, por\u00e9m, afirma que fato gerador \u00e9 o momento da libera\u00e7\u00e3o de cada uma das parcelas, nas hip\u00f3teses de cr\u00e9dito sujeito, contratualmente, a libera\u00e7\u00e3o parcelada, que era o caso concreto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cSe fosse o contr\u00e1rio, a empresa celebra o contrato, com previs\u00e3o de IOF, depois vem isen\u00e7\u00e3o e a empresa certamente ia querer o benef\u00edcio a cada libera\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o relator do caso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">J\u00e1 a ministra Regina Helena Costa, que ficou vencida, considerou que disponibilizado o valor nasce a obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, conforme estabelece o artigo 63 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional. \u201cQuando \u00e9 liberada a primeira parcela, nasce a obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d, afirmou em seu voto a ministra. Para ela, haveria total inseguran\u00e7a jur\u00eddica se o IOF n\u00e3o incidisse considerando a data da primeira parcela.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A decis\u00e3o \u00e9 importante para o setor de infraestrutura e financiamento p\u00fablico, segundo a advogada Isadora Barbar. Ela afirma que o planejamento do investimento considera isen\u00e7\u00e3o vigente \u00e0 \u00e9poca da contrata\u00e7\u00e3o (mar\u00e7o de 2015). \u201cA decis\u00e3o afasta a prote\u00e7\u00e3o ao ato jur\u00eddico perfeito e ao princ\u00edpio da confian\u00e7a leg\u00edtima\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para ela, \u201ca decis\u00e3o da 1\u00aa Turma n\u00e3o encerra o tema\u201d. \u201cA diverg\u00eancia interna, com voto vencido da ministra Regina Helena Costa, evidencia que a quest\u00e3o ainda comporta debate.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: VALOR ECON\u00d4MICO &#8211; POR BEATRIZ OLIVON \u2014 DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a 1\u00aa Turma, se eventual isen\u00e7\u00e3o do tributo for [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-djh","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51167"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51167"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51167\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51168,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51167\/revisions\/51168"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51167"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51167"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51167"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}