{"id":49936,"date":"2025-04-14T11:15:50","date_gmt":"2025-04-14T14:15:50","guid":{"rendered":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=49936"},"modified":"2025-04-14T11:15:50","modified_gmt":"2025-04-14T14:15:50","slug":"issqn-nao-deve-fazer-parte-da-base-de-calculo-do-pis-cofins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2025\/04\/14\/issqn-nao-deve-fazer-parte-da-base-de-calculo-do-pis-cofins\/","title":{"rendered":"ISSQN N\u00c3O DEVE FAZER PARTE DA BASE DE C\u00c1LCULO DO PIS\/COFINS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O Imposto sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza (ISSQN) n\u00e3o deve entrar na base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins. Com esse entendimento, o juiz F\u00e1bio Fischer, da 2\u00aa Vara Federal de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP), reconheceu a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-tribut\u00e1ria que obrigue uma empresa a recolher os tributos com o ISSQN.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A companhia ajuizou um mandado de seguran\u00e7a contra um delegado da Receita Federal de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos que imp\u00f4s a cobran\u00e7a do ISSQN junto com o recolhimento do PIS e da Cofins. A autora da a\u00e7\u00e3o pediu a exclus\u00e3o do imposto da conta, alegando que ele n\u00e3o se incorpora ao patrim\u00f4nio do contribuinte, tratando-se de um tributo transit\u00f3rio, destinado ao repasse obrigat\u00f3rio aos cofres p\u00fablicos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em sua decis\u00e3o, o juiz se pautou na jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal sobre a mat\u00e9ria. No Tema 69 da repercuss\u00e3o geral (RE 574.706), o tribunal decidiu que n\u00e3o deve ser inclu\u00eddo o ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins. Por analogia, cabe a mesma fundamenta\u00e7\u00e3o ao caso do ISSQN, segundo o julgador.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cO julgamento do RE 574.706 pelo STF, sob a sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral, torna imperiosa, em fiel observ\u00e2ncia \u00e0 recente sistem\u00e1tica institu\u00edda pelo C\u00f3digo de Processo Civil (inaugurado pela Lei n\u00ba 13.105\/2015), a rever\u00eancia ao posicionamento exarado no referido julgado. A exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es em comento decorre da aus\u00eancia de natureza jur\u00eddica de receita ou faturamento daquela parcela, visto que apenas representa o ingresso de valores no caixa da pessoa jur\u00eddica, que \u00e9 obrigada a repass\u00e1-los ao estado-membro (\u2026). Destaco, por oportuno, que o racioc\u00ednio adotado por este ju\u00edzo, em rela\u00e7\u00e3o ao ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, tamb\u00e9m \u00e9 cab\u00edvel, por analogia, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mesma argui\u00e7\u00e3o feita com rela\u00e7\u00e3o ao ISS (ou ISSQN).\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com Fl\u00e1vio Molinari, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do escrit\u00f3rio Collavini Borges Molinari Advogados, a decis\u00e3o representa uma boa aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da coer\u00eancia e da estabilidade do sistema jur\u00eddico brasileiro, especialmente \u00e0 luz do modelo de precedentes institu\u00eddo pelo C\u00f3digo de Processo Civil de 2015.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cA coer\u00eancia sist\u00eamica imp\u00f5e que a no\u00e7\u00e3o de receita fixada no Tema 69 da repercuss\u00e3o geral seja respeitada tamb\u00e9m nos casos que envolvem o ISS. A seletividade na aplica\u00e7\u00e3o de precedentes com base apenas na natureza do tributo envolvido (estadual ou municipal) comprometeria a uniformidade da jurisprud\u00eancia e o pr\u00f3prio respeito ao modelo constitucional de tributa\u00e7\u00e3o sobre a receita\u201d, diz o advogado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>ISS ainda ser\u00e1 julgado<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O STF ainda julgar\u00e1 especificamente a mat\u00e9ria relativa ao ISS no RE 592.616 (Tema 118 da repercuss\u00e3o geral). O julgamento come\u00e7ou em agosto de 2020 em sess\u00e3o virtual, foi suspenso e retomado no Plen\u00e1rio f\u00edsico em agosto do ano passado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Votaram nessa sess\u00e3o os ministros Dias Toffoli e Andr\u00e9 Mendon\u00e7a. Toffoli votou pela constitucionalidade da incid\u00eancia do imposto, assim como fez no Plen\u00e1rio Virtual. Para o ministro, o valor integra o patrim\u00f4nio do contribuinte e, por isso, deve ser inclu\u00eddo na base de c\u00e1lculo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Mendon\u00e7a, por sua vez, acompanhou o voto do relator do recurso (o ministro aposentado Celso de Mello). Para ele, o ISS deve ser retirado da base de c\u00e1lculo, j\u00e1 que tem car\u00e1ter transitivo no patrim\u00f4nio do contribuinte e n\u00e3o corresponde a faturamento ou riqueza, mas a \u00f4nus fiscal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O advogado Fl\u00e1vio Molinari esclarece que, apesar de o tema ainda n\u00e3o ter sido discutido especificamente, n\u00e3o h\u00e1 determina\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o nacional dos processos sobre o assunto. \u201c\u00c0 luz do princ\u00edpio da inafastabilidade da jurisdi\u00e7\u00e3o e da efic\u00e1cia vinculante dos precedentes qualificados, \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 poss\u00edvel, mas recomend\u00e1vel, que os magistrados decidam os casos concretos com base na l\u00f3gica jur\u00eddica j\u00e1 consolidada pelo STF.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Leia a senten\u00e7a &#8211; <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/sentenca_exclusao_iss_piscofins_2vfSJC.pdf\">https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/sentenca_exclusao_iss_piscofins_2vfSJC.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">MS 5003914-49.2024.4.03.6103<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: CONSULTOR JUR\u00cdDICO &#8211; POR MARTINA COLAFEMINA<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Imposto sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza (ISSQN) n\u00e3o deve [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-cZq","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49936"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49936"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49936\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49937,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49936\/revisions\/49937"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49936"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49936"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49936"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}