{"id":483,"date":"2019-02-18T11:20:58","date_gmt":"2019-02-18T14:20:58","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=483"},"modified":"2019-02-18T11:21:24","modified_gmt":"2019-02-18T14:21:24","slug":"tribunal-paulista-aceita-80-dos-acordos-extrajudiciais-trabalhistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/02\/18\/tribunal-paulista-aceita-80-dos-acordos-extrajudiciais-trabalhistas\/","title":{"rendered":"TRIBUNAL PAULISTA ACEITA 80% DOS ACORDOS EXTRAJUDICIAIS TRABALHISTAS"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nicolau Olivieri: d\u00favida de clientes sobre viabilidade de acordos extrajudiciais relacionados a v\u00ednculo de emprego.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Inicialmente resistentes, magistrados da Justi\u00e7a do Trabalho de S\u00e3o Paulo se renderam ao uso dos acordos extrajudiciais, novidade trazida pela reforma trabalhista. Atualmente, a m\u00e9dia de aceita\u00e7\u00e3o do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2\u00aa regi\u00e3o \u00e9 de quase 80%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O instrumento legalizou a possibilidade de empresas e trabalhadores fecharem diretamente acordos, como o acerto de verbas a receber, fora dos processos trabalhistas. Ap\u00f3s o acerto, por\u00e9m, o documento deve ser homologado por um juiz do trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre novembro de 2017 &#8211; per\u00edodo em que a reforma entrou em vigor &#8211; e outubro do ano passado, foram 5.179 acordos extrajudiciais submetidos \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o pela Justi\u00e7a do Trabalho de S\u00e3o Paulo, dos quais 4.118 aceitos. Em agosto de 2018, o \u00edndice de homologa\u00e7\u00e3o era de apenas 36,46%. No pa\u00eds, no mesmo per\u00edodo, patr\u00f5es e empregados firmaram 33.159 acordos extrajudiciais com um \u00edndice de aceita\u00e7\u00e3o de 79,8% nos tribunais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O TRT de S\u00e3o Paulo chegou a publicar recomenda\u00e7\u00f5es para que os acordos n\u00e3o tratassem da libera\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo de emprego e para que a quita\u00e7\u00e3o de verbas limita-se aos direitos especificados na peti\u00e7\u00e3o &#8211; o que na pr\u00e1tica representava a proibi\u00e7\u00e3o de quita\u00e7\u00e3o geral do contrato de trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Recentemente, por\u00e9m, os desembargadores da 9\u00aa Turma do TRT-SP admitiram um acordo em que trabalhador e empresa deixam claro no documento a n\u00e3o exist\u00eancia de v\u00ednculo de emprego e a quita\u00e7\u00e3o geral e irrestrita do acerto de contas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O acordo extrajudicial chegou ao tribunal em 24 de novembro de 2017, poucos dias ap\u00f3s a lei da reforma entrar em vigor. O antigo funcion\u00e1rio de uma microempresa afirma ter tido um contrato de trabalho entre setembro de 2007 e junho de 2015. E ap\u00f3s esse per\u00edodo, voltou a prestar servi\u00e7os espor\u00e1dicos com remunera\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Como a empresa est\u00e1 encerrando suas atividades, para evitar futuros questionamentos quanto \u00e0 rela\u00e7\u00e3o de trabalho, as partes fecharam acordo de pagamento de R$ 12 mil em tr\u00eas parcelas, pelos servi\u00e7os prestados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O juiz de primeira inst\u00e2ncia negou a homologa\u00e7\u00e3o e a empresa recorreu, juntamente com peti\u00e7\u00e3o do advogado do prestador reiterando a sua vontade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Eliane Aparecida da Silva Pedroso afirmou que a transa\u00e7\u00e3o \u00e9 ampla e gen\u00e9rica, que &#8216;n\u00e3o implica o reconhecimento do v\u00ednculo de emprego&#8221; e cujo pagamento integral serviria como quita\u00e7\u00e3o ampla, geral e irrestrita.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A magistrada, por\u00e9m, ressaltou na decis\u00e3o (RO 1002123-34.2017.5.02.0015) que as partes est\u00e3o representadas por advogados distintos, que n\u00e3o se verificou v\u00edcio de vontade e que no caso n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice para a homologa\u00e7\u00e3o do acordo extrajudicial na forma requerida pelas partes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O advogado que assessorou a microempresa, Nicolau Olivieri, do Bosisio Advogados, afirma que havia d\u00favida de clientes sobre a viabilidade de celebrar acordos extrajudiciais para transacionar o v\u00ednculo de emprego. &#8220;Aparentemente esse ac\u00f3rd\u00e3o pode ser uma luz no sentido de confirmar a viabilidade&#8221;, diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para Olivieri, n\u00e3o h\u00e1 motivos para a Justi\u00e7a deixar de homologar acordos extrajudicias que tratam do v\u00ednculo de emprego, uma vez que existe a Orienta\u00e7\u00e3o Jurisprudencial n\u00ba 398, da Se\u00e7\u00e3o de Diss\u00eddios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A OJ trata do recolhimento de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria nos acordos homologados em ju\u00edzo em que n\u00e3o exista o reconhecimento de v\u00ednculo. &#8220;O TRT neste caso teve a sensibilidade de entender que n\u00e3o havia \u00f3bice para n\u00e3o reconhecer o v\u00ednculo&#8221;, diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A vantagem dos acordos extrajudiciais, al\u00e9m do tempo de tramita\u00e7\u00e3o, \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 lit\u00edgio, segundo o advogado. &#8220;\u00c9 uma grande mudan\u00e7a na mentalidade que o legislador trouxe em que uma certa autonomia das partes deve ser respeitada&#8221;. Afirma Olivieri. Ele acrescenta que o juiz pode pedir a realiza\u00e7\u00e3o de uma audi\u00eancia caso tenha alguma d\u00favida com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 legitimidade do acordo, como valores muito baixos para o que se negocia, por exemplo. Procurado pelo Valor, o advogado do prestador de servi\u00e7os n\u00e3o quis se manifestar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O advogado trabalhista, Eli Alves da Silva, do escrit\u00f3rio que leva seu nome, afirma que a posi\u00e7\u00e3o do TRT deveria ser adotada por todos os ju\u00edzes em casos semelhantes e que, apesar da melhora, ainda h\u00e1 resist\u00eancia. Para ele, se h\u00e1 acordo entre trabalhador e prestador, n\u00e3o h\u00e1 motivo para reconhecimento de v\u00ednculo. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quita\u00e7\u00e3o geral, disposta em alguns acordos, o advogado alega que h\u00e1 um excesso de zelo por parte dos ju\u00edzes. &#8220;A rigor quem faz um acordo quer seguran\u00e7a jur\u00eddica, principalmente de quem est\u00e1 pagando, de que n\u00e3o haver\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o trabalhista futura pleiteando esses direitos&#8221;. Para Alves, uma forma de evitar que esses acordos n\u00e3o sejam homologados, \u00e9 fazer a descri\u00e7\u00e3o no acordo do pagamento dos pontos que a companhia se acha vulner\u00e1vel, para evitar uma nova a\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico &#8211; Por Adriana Aguiar<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nicolau Olivieri: d\u00favida de clientes sobre viabilidade de acordos extrajudiciais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-7N","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/483"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=483"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/483\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":484,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/483\/revisions\/484"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=483"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=483"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=483"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}