{"id":4297,"date":"2019-09-05T11:24:12","date_gmt":"2019-09-05T14:24:12","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=4297"},"modified":"2019-09-05T11:24:12","modified_gmt":"2019-09-05T14:24:12","slug":"stj-julga-correcao-de-pagamentos-a-produtores-rurais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/09\/05\/stj-julga-correcao-de-pagamentos-a-produtores-rurais\/","title":{"rendered":"STJ JULGA CORRE\u00c7\u00c3O DE PAGAMENTOS A PRODUTORES RURAIS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Depois de perder no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) uma disputa com produtores rurais sobre c\u00e9dulas e contratos de cr\u00e9dito, a Uni\u00e3o tenta agora reduzir o valor do preju\u00edzo. Em recurso analisado pela Corte Especial, pede a aplica\u00e7\u00e3o do \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a \u00e0s condena\u00e7\u00f5es. Os autores das a\u00e7\u00f5es defendem o previsto no C\u00f3digo Civil, hoje de 1% ao m\u00eas &#8211; o que daria uma diferen\u00e7a, ao longo do tempo, de aproximadamente 30%. Por ora, o placar, de cinco votos a um, \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">As condena\u00e7\u00f5es envolvem a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de c\u00e9dulas e contratos de cr\u00e9dito rural implementados durante o Plano Collor I. Em mar\u00e7o de 1990, o Banco do Brasil aplicou o IPC (84,32%). Os produtores defenderam o B\u00f4nus do Tesouro Nacional Fiscal (BTNF), que variou 41,28%, e sa\u00edram vencedores em julgamento realizado em 2014 pela 3\u00aa Turma (REsp 1319282).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Pela decis\u00e3o, o Banco do Brasil dever\u00e1 pagar a diferen\u00e7a. Mas como a Uni\u00e3o, por solidariedade, poder\u00e1 ter que fazer os pagamentos, recorreu \u00e0 Corte Especial (EREsp 1319232) alegando que nas condena\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 Fazenda P\u00fablica h\u00e1 a incid\u00eancia do \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a &#8211; hoje de 0,5%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado Claudio Lamachia, que representa a Sociedade Rural Brasileira, afirmou que, se for aceita a tese da Uni\u00e3o, o STJ estaria beneficiando um ente privado, o Banco do Brasil, que ter\u00e1 que pagar a conta final, e n\u00e3o a Uni\u00e3o, que buscar\u00e1 eventual ressarcimento da institui\u00e7\u00e3o financeira. Al\u00e9m disso, poder\u00e1 haver diferen\u00e7as entre os pagamentos aos produtores rurais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">J\u00e1 a advogada da Uni\u00e3o, M\u00e1rcia Dantas, citou o artigo 1-F da Lei n\u00ba 9.494 de 1997. De acordo com o dispositivo, nas condena\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 Fazenda P\u00fablica, haver\u00e1 a incid\u00eancia uma \u00fanica vez, at\u00e9 o efetivo pagamento, dos \u00edndices oficiais de remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e juros aplicados \u00e0 caderneta de poupan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em seu voto, a relatora, ministra Nancy Andrighi, defendeu a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 1-F da Lei n\u00ba 9.494, de 1997. O dispositivo, destacou, foi considerado parcialmente inconstitucional em julgamento realizado no Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros entenderam que d\u00edvidas de natureza tribut\u00e1ria devem ser corrigidas pelos mesmos juros de mora incidentes sobre cr\u00e9ditos da Fazenda P\u00fablica. Por\u00e9m, para condena\u00e7\u00f5es oriundas de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica n\u00e3o tribut\u00e1ria deveria ser mantido o \u00edndice da caderneta de poupan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ainda segundo a relatora, a condena\u00e7\u00e3o de 2014 n\u00e3o abrange apenas rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de natureza privada &#8211; existente entre os mutu\u00e1rios e o Banco do Brasil -, alcan\u00e7a tamb\u00e9m a Uni\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica monet\u00e1ria e o Banco Central. &#8220;\u00c9 certo que a solidariedade imposta no ac\u00f3rd\u00e3o implica a possibilidade de responsabiliza\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o e\/ou do BC por toda a d\u00edvida, conforme o C\u00f3digo Civil&#8221;, afirmou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para a ministra, independentemente de condena\u00e7\u00e3o reflexa ou acess\u00f3ria, havendo a possibilidade de a Uni\u00e3o ou o Banco Central responderem pelo pagamento dos d\u00e9bitos, os juros de mora seguem o \u00edndice de remunera\u00e7\u00e3o da caderneta de poupan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Votaram no mesmo sentido os ministros Herman Benjamin, Jorge Mussi, Napole\u00e3o Nunes Maia Filho e Laurita Vaz. Apenas o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, relator do julgamento na 3\u00aa Turma em 2014, votou contra o recurso da Uni\u00e3o. &#8220;Entendo que a rela\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e9 de direito privado com o Banco do Brasil, a rela\u00e7\u00e3o com a Uni\u00e3o \u00e9 derivada dessa&#8221;, afirmou. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Mauro Campbell Marques.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico &#8211; Por Beatriz Olivon<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de perder no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-17j","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4297"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4297"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4298,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4297\/revisions\/4298"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}