{"id":3785,"date":"2019-08-06T11:17:30","date_gmt":"2019-08-06T14:17:30","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=3785"},"modified":"2019-08-06T11:17:30","modified_gmt":"2019-08-06T14:17:30","slug":"stj-podera-julgar-em-agosto-se-incide-pis-cofins-sobre-receitas-de-seguradoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/08\/06\/stj-podera-julgar-em-agosto-se-incide-pis-cofins-sobre-receitas-de-seguradoras\/","title":{"rendered":"STJ PODER\u00c1 JULGAR, EM AGOSTO, SE INCIDE PIS\/COFINS SOBRE RECEITAS DE SEGURADORAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">STJ julgar\u00e1 tributa\u00e7\u00e3o de receitas financeiras. Tema semelhante est\u00e1 em pauta no Supremo Tribunal Federal.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) pode discutir pela primeira vez, no dia 13 de agosto, a incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre receitas financeiras de seguradoras. O tema, segundo especialistas, \u00e9 semelhante ao que est\u00e1 em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por\u00e9m h\u00e1 a chance de os ministros analisarem assuntos que n\u00e3o foram discutidos pela Corte constitucional, j\u00e1 que os fatos tratados no recurso do STJ s\u00e3o posteriores \u00e0 Lei 12.973\/14, que alterou o conceito de faturamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O Recurso Especial (REsp) 1.810.980, de S\u00e3o Paulo, tem como partes duas seguradoras, que questionam uma decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3). Em abril de 2017 o tribunal concluiu que n\u00e3o h\u00e1 qualquer ilegalidade na cobran\u00e7a do PIS e da Cofins no caso concreto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ao STJ, a recorrente pede que seja reconhecida a n\u00e3o incid\u00eancia dos tributos nas aplica\u00e7\u00f5es financeiras que esta \u00e9 obrigada a fazer, por obriga\u00e7\u00e3o legal, e naquelas onde o aporte \u00e9 feito por mera liberalidade.O REsp est\u00e1 na pauta provis\u00f3ria do dia 13 de agosto, e ainda pode ser retirado da pauta definitiva. A relatoria \u00e9 do ministro Herman Benjamin.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A tese a ser fixada pelos ministros ao caso, esperam tributaristas ouvidos pelo JOTA, influenciar\u00e1 n\u00e3o apenas os processos relativos \u00e0s seguradoras, mas tamb\u00e9m a jurisprud\u00eancia envolvendo a incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es sobre receitas financeiras como um todo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por meio do REsp os ministros podem avaliar temas em comum com o Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) n\u00ba 400.479, do STF, onde o ent\u00e3o ministro Cezar Peluso definiu a n\u00e3o incid\u00eancia do PIS e da Cofins sobre as receitas estranhas ao faturamento. Desde a decis\u00e3o monocr\u00e1tica, de novembro de 2005, a recorrente alega em embargos que h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o entre o conceito de faturamento fixado pela legisla\u00e7\u00e3o, mais amplo, e aquele adotado pelo tribunal, mais restrito. O julgamento dos embargos ao Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) n\u00ba 400.479 est\u00e1 suspenso desde 2016, quando pediu vista o ministro Ricardo Lewandowski.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para o advogado do contencioso tribut\u00e1rio do Levy&amp;Salom\u00e3o Advogados, Felipe Kneipp Salomon, o caso na pauta do STJ tem semelhan\u00e7as com o caso do STF \u2013 o que n\u00e3o significa a depend\u00eancia de um com o outro. \u201cH\u00e1 uma especificidade a permitir que o STJ julgue esta mat\u00e9ria\u201d, afirmou. Salomon explica que a Suprema analisou a defini\u00e7\u00e3o constitucional do conceito de faturamento. \u201cNo recurso apresentado ao STJ, a especificidade \u00e9 a discuss\u00e3o do que seria a atividade da empresa, da\u00ed analisar se a receita \u00e9 estranha ou n\u00e3o ao objeto dela. A partir disso, abre-se espa\u00e7o para o STJ discutir a quest\u00e3o\u201d, analisou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Apesar da independ\u00eancia entre as cortes, argumenta Salomon, a decis\u00e3o do RE poderia fulminar a discuss\u00e3o do REsp. \u201cO STJ deveria, em tese, esperar o julgamento dos embargos na suprema corte\u201d, ponderou o tributarista. \u201cSe o STF entender que qualquer receita que n\u00e3o seja proveniente da venda de bens e servi\u00e7os n\u00e3o \u00e9 faturamento, a discuss\u00e3o est\u00e1 resolvida, uma vez que o STJ n\u00e3o tem o que julgar. Mas se a suprema corte concluir que o escopo de faturamento \u00e9 maior, caberia ao STJ, ent\u00e3o, a an\u00e1lise de aspectos espec\u00edficos\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Jota \u2013 Por Guilherme Mendes<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>STJ julgar\u00e1 tributa\u00e7\u00e3o de receitas financeiras. 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