{"id":3645,"date":"2019-07-25T11:36:34","date_gmt":"2019-07-25T14:36:34","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=3645"},"modified":"2019-07-25T11:36:34","modified_gmt":"2019-07-25T14:36:34","slug":"direto-do-carf-carf-analisa-a-tributacao-pelo-irpf-das-quantias-recebidas-em-escrow-account","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/07\/25\/direto-do-carf-carf-analisa-a-tributacao-pelo-irpf-das-quantias-recebidas-em-escrow-account\/","title":{"rendered":"DIRETO DO CARF &#8211; CARF ANALISA A TRIBUTA\u00c7\u00c3O PELO IRPF DAS QUANTIAS RECEBIDAS EM ESCROW ACCOUNT"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nesta semana, trataremos da tributa\u00e7\u00e3o pelo Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF) sobre os ganhos de capital decorrentes de quantias recebidas em contas de escrow account.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O escrow account decorre de uma pr\u00e1tica negocial com origem em pa\u00edses de common law, pela qual um comprador, enquanto devedor de um pre\u00e7o, deposita o montante devido perante um terceiro, isto \u00e9, um deposit\u00e1rio escrow (por exemplo, institui\u00e7\u00e3o financeira), determinando contratualmente as hip\u00f3teses em que a quantia depositada (ou parte dela) dever\u00e1 ser entregue ao vendedor ou restitu\u00edda ao comprador[1].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O uso de escrow account, por meio de contratos de dep\u00f3sito em conta garantia (tamb\u00e9m denominados dep\u00f3sitos banc\u00e1rios fiduci\u00e1rios caucionados), \u00e9 frequente nos contratos de compra e venda de participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias, sobretudo em situa\u00e7\u00f5es em que h\u00e1 uma grande quantidade de vendedores ou quando o risco de cr\u00e9dito \u00e9 alto[2].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ademais, tais contratos s\u00e3o bastante utilizados em situa\u00e7\u00f5es nas quais o comprador tenta se precaver da materializa\u00e7\u00e3o de eventuais conting\u00eancias da sociedade adquirida, estabelecendo contratualmente que o montante a elas relativo n\u00e3o ser\u00e1 entregue ao vendedor, mas restitu\u00edda ao comprador para que este adimple tais obriga\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Como consequ\u00eancia da utiliza\u00e7\u00e3o do escrow account, resta saber como se d\u00e1 a tributa\u00e7\u00e3o do IRPF para o vendedor no que toca \u00e0 parcela do pre\u00e7o depositada em garantia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os ganhos de capital integram o rendimento da pessoa f\u00edsica, sendo pass\u00edveis de tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPF nos termos do artigo 3\u00ba, par\u00e1grafo 2\u00ba, da Lei 7.713\/88[3].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No que tange ao momento sobre o qual o Imposto de Renda \u00e9 devido, cumpre ressaltar que o artigo 43 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional estabelece que seu fato gerador \u00e9 a aquisi\u00e7\u00e3o da disponibilidade econ\u00f4mica ou jur\u00eddica de renda ou proventos de qualquer natureza[4].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Todavia, no caso do IRPF, o artigo 2\u00ba da Lei 7.713\/88 determina ainda que ele ser\u00e1 devido \u00e0 medida em que os rendimentos e ganhos de capital forem percebidos, o que indicaria que a tributa\u00e7\u00e3o da pessoa f\u00edsica segue o regime de caixa[5].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nessa linha, o artigo 21 da Lei 7.713\/88 prev\u00ea que, nas aliena\u00e7\u00f5es a prazo, o ganho de capital ser\u00e1 tributado \u00e0 medida do recebimento das parcelas[6], disposi\u00e7\u00e3o que \u00e9 seguida no artigo 31 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF 84\/01[7].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Diferente \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o em que os valores s\u00e3o recebidos pelo vendedor a t\u00edtulo de reajuste, hip\u00f3tese na qual o artigo 19, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF 84\/01 disp\u00f5e que eles n\u00e3o comp\u00f5em o valor da aliena\u00e7\u00e3o e devem ser tributados como juros, \u00e0 medida de seu recebimento, na fonte ou mediante o recolhimento mensal obrigat\u00f3rio[8].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Como exemplo de valores a t\u00edtulo de reajuste, a norma se refere a juros e a reajuste de parcelas. Vale notar que a tributa\u00e7\u00e3o de tal reajuste acaba sendo de acordo com a tabela progressiva do IRPF, cuja al\u00edquota m\u00e1xima \u00e9 de 27,5%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Assim, de acordo inclusive com entendimento manifestado pela Receita Federal nas Perguntas e Resposta do IRPF, a tributa\u00e7\u00e3o depender\u00e1 da predetermina\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do pre\u00e7o no momento da aliena\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria[9].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Desse modo, segundo o referido entendimento, a identifica\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do pre\u00e7o da opera\u00e7\u00e3o no momento da aliena\u00e7\u00e3o ser\u00e1 determinante para definir a forma de tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPF. A t\u00edtulo de exemplo, a tributa\u00e7\u00e3o do reajuste do pre\u00e7o se d\u00e1 mediante recolhimento mensal obrigat\u00f3rio no caso em que a determina\u00e7\u00e3o do valor das presta\u00e7\u00f5es e do pre\u00e7o depende do faturamento futuro da empresa adquirida, ou seja, quando \u00e9 feito o uso da cl\u00e1usula de earn out, pela qual o pre\u00e7o ser\u00e1 aumentado na medida do melhor desempenho da \u201cempresa\u201d vendida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por sua vez, quando a cl\u00e1usula vari\u00e1vel do pre\u00e7o de venda de uma \u201cempresa\u201d dispuser que o vendedor far\u00e1 jus \u00e0 parcela do pre\u00e7o previamente depositada em uma escrow account a partir do cumprimento de determinadas condi\u00e7\u00f5es, a tributa\u00e7\u00e3o de tal montante ser\u00e1 feita na sistem\u00e1tica do ganho de capital.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O momento de tributa\u00e7\u00e3o do ganho de capital de parcela do pre\u00e7o de venda depositada em escrow account j\u00e1 foi objeto inclusive da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta 58\/2013 do Cosit, na qual se estabeleceu que o IRPF somente incide quando ocorrer a efetiva disponibilidade econ\u00f4mica ou jur\u00eddica destes para o alienante, ap\u00f3s realizadas as condi\u00e7\u00f5es a que estiver subordinado o neg\u00f3cio jur\u00eddico[10].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O tema da tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPF dos montantes depositados em escrow account j\u00e1 foi analisado em alguns ac\u00f3rd\u00e3os do Carf.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No Ac\u00f3rd\u00e3o 2202-002.859[11], foi negado, por unanimidade de votos, provimento ao recurso de of\u00edcio para confirmar o entendimento da DRJ no sentido de que o tratamento tribut\u00e1rio a ser dispensado ao escrow account \u00e9 aquele do ganho de capital das aliena\u00e7\u00f5es a prazo, de forma que somente incidir\u00e1 o IRPF quando ocorrer a efetiva disponibilidade econ\u00f4mica ou jur\u00eddica destes para o alienante, ap\u00f3s realizadas as condi\u00e7\u00f5es a que estiver subordinado o neg\u00f3cio jur\u00eddico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na mesma linha, no Ac\u00f3rd\u00e3o 2301-005.377[12], entendeu-se, por unanimidade de votos, que os valores decorrentes da aliena\u00e7\u00e3o de bens e direitos depositados em escrow account ser\u00e3o tributados quando ocorrer a efetiva aquisi\u00e7\u00e3o da disponibilidade econ\u00f4mica ou jur\u00eddica pelo alienante, ap\u00f3s realizadas as condi\u00e7\u00f5es a que estiver subordinado o neg\u00f3cio jur\u00eddico. Todavia, no caso concreto, identificou-se que as autoridades fiscais j\u00e1 haviam segregado os montantes recebidos a t\u00edtulo de pre\u00e7o predeterminado e de juros, de forma que os montantes de juros foram tributados como reajustes do pre\u00e7o segundo o regime do recolhimento mensal obrigat\u00f3rio nos termos do artigo 31 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF 84\/01.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No Ac\u00f3rd\u00e3o 2402-006.601[13], entendeu-se, por voto de qualidade, que os montantes recebidos ap\u00f3s o cumprimento do escrow account s\u00e3o tributados na sistem\u00e1tica do ganho de capital, bem como que houve comprova\u00e7\u00e3o, no caso concreto, de aquisi\u00e7\u00e3o de disponibilidade econ\u00f4mica das parcelas entregues ao alienante e remanescentes do contrato de escrow account, de modo que n\u00e3o h\u00e1 que se falar em v\u00edcio material do lan\u00e7amento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No Ac\u00f3rd\u00e3o 2301-005.754[14], entendeu-se, por unanimidade de votos, que os valores depositados em escrow account, destinados a cobrir garantias estabelecidas em contrato de compra e venda, n\u00e3o integram o ganho de capital da pessoa f\u00edsica, enquanto n\u00e3o cumpridas as condi\u00e7\u00f5es contratuais com o consequente recebimento de tais valores pelo alienante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nos ac\u00f3rd\u00e3os 2402-006.869[15] e 2402-006.870[16], entendeu-se, por maioria de votos, que a parcela do valor da opera\u00e7\u00e3o de aliena\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria auferida a t\u00edtulo de escrow account ser\u00e1 tributada na sistem\u00e1tica do ganho de capital, mas t\u00e3o somente na medida em que houver a aquisi\u00e7\u00e3o da disponibilidade da renda pelo alienante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Diante do exposto, verifica-se que os precedentes do Carf t\u00eam sido no sentido de que as quantias depositadas em escrow account ser\u00e3o tributadas segundo o regime do ganho de capital, no entanto, tal tributa\u00e7\u00e3o somente se torna poss\u00edvel com a aquisi\u00e7\u00e3o de disponibilidade econ\u00f4mica ou jur\u00eddica pelo vendedor, o que se d\u00e1, no caso da pessoa f\u00edsica, quando do recebimento pelo alienante dos montantes depositados ap\u00f3s o cumprimento de todas as condi\u00e7\u00f5es pactuadas contratualmente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">*Este texto n\u00e3o reflete a posi\u00e7\u00e3o institucional do Carf, mas, sim, uma an\u00e1lise dos seus precedentes publicados no site do \u00f3rg\u00e3o, em estudo descritivo, de car\u00e1ter informativo, promovido pelos seus colunistas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">_____________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[1] ANTUNES, Jo\u00e3o Tiago Morais. Do Contrato de Dep\u00f3sito Escrow. Coimbra: Almedina, 2007. pp. 192-193.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[2] BUSCHINELLI, Gabriel Saad Kik. Compra e Venda de Participa\u00e7\u00f5es Societ\u00e1rias de Controle. S\u00e3o Paulo: Quartier Latin: 2018.pp. 235-236.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[3] Lei 7.713\/88: \u201cArt. 3\u00ba O imposto incidir\u00e1 sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedu\u00e7\u00e3o, ressalvado o disposto nos arts. 9\u00ba a 14 desta Lei. (&#8230;)<\/span><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">2\u00ba Integrar\u00e1 o rendimento bruto, como ganho de capital, o resultado da soma dos ganhos auferidos no m\u00eas, decorrentes de aliena\u00e7\u00e3o de bens ou direitos de qualquer natureza, considerando-se como ganho a diferen\u00e7a positiva entre o valor de transmiss\u00e3o do bem ou direito e o respectivo custo de aquisi\u00e7\u00e3o corrigido monetariamente, observado o disposto nos arts. 15 a 22 desta Lei.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">3\u00ba Na apura\u00e7\u00e3o do ganho de capital ser\u00e3o consideradas as opera\u00e7\u00f5es que importem aliena\u00e7\u00e3o, a qualquer t\u00edtulo, de bens ou direitos ou cess\u00e3o ou promessa de cess\u00e3o de direitos \u00e0 sua aquisi\u00e7\u00e3o, tais como as realizadas por compra e venda, permuta, adjudica\u00e7\u00e3o, desapropria\u00e7\u00e3o, da\u00e7\u00e3o em pagamento, doa\u00e7\u00e3o, procura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria, promessa de compra e venda, cess\u00e3o de direitos ou promessa de cess\u00e3o de direitos e contratos afins\u201d.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[4] C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional: \u201cArt. 43. O imposto, de compet\u00eancia da Uni\u00e3o, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisi\u00e7\u00e3o da disponibilidade econ\u00f4mica ou jur\u00eddica:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">I &#8211; de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combina\u00e7\u00e3o de ambos;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">II &#8211; de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acr\u00e9scimos patrimoniais n\u00e3o compreendidos no inciso anterior\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[5] Lei 7.713\/88: \u201cArt. 2\u00ba O imposto de renda das pessoas f\u00edsicas ser\u00e1 devido, mensalmente, \u00e0 medida em que os rendimentos e ganhos de capital forem percebidos\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[6] Lei 7.713\/88: \u201cArt. 21. Nas aliena\u00e7\u00f5es a prazo, o ganho de capital ser\u00e1 tributado na propor\u00e7\u00e3o das parcelas recebidas em cada m\u00eas, considerando-se a respectiva atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, se houver\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[7] Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF 84\/01: \u201cArt. 31. Nas aliena\u00e7\u00f5es a prazo, o ganho de capital \u00e9 apurado como se a venda fosse efetuada \u00e0 vista e o imposto \u00e9 pago periodicamente, na propor\u00e7\u00e3o da parcela do pre\u00e7o recebida, at\u00e9 o \u00faltimo dia \u00fatil do m\u00eas subseq\u00fcente ao do recebimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. O imposto devido, relativo a cada parcela recebida, \u00e9 apurado aplicando-se:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">I &#8211; o percentual resultante da rela\u00e7\u00e3o entre o ganho de capital total e valor total da aliena\u00e7\u00e3o sobre o valor da parcela recebida;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">II &#8211; a al\u00edquota de quinze por cento sobre o valor apurado na forma do inciso I\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[8] Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF 84\/01: \u201cArt. 19 . Considera-se valor de aliena\u00e7\u00e3o: (&#8230;)<\/span><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">3\u00ba Os valores recebidos a t\u00edtulo de reajuste, no caso de pagamento parcelado, qualquer que seja sua designa\u00e7\u00e3o, a exemplo de juros e reajuste de parcelas, n\u00e3o comp\u00f5em o valor de aliena\u00e7\u00e3o, devendo ser tributados \u00e0 medida de seu recebimento, na fonte ou mediante o recolhimento mensal obrigat\u00f3rio (Carn\u00ea-Le\u00e3o), quando a aliena\u00e7\u00e3o for para pessoa jur\u00eddica ou para pessoa f\u00edsica, respectivamente, e na Declara\u00e7\u00e3o de Ajuste Anual\u201d.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[9] Perguntas e Respostas \u2013 IRPF 2019: \u201c567 &#8211; Como devem ser tributados os resultados obtidos em aliena\u00e7\u00f5es de participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias quando o pre\u00e7o n\u00e3o pode ser predeterminado?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Quando n\u00e3o houver valor determinado, por impossibilidade absoluta de quantific\u00e1-lo de imediato (ex.: a determina\u00e7\u00e3o do valor das presta\u00e7\u00f5es e do pre\u00e7o depende do faturamento futuro da empresa adquirida, no curso do per\u00edodo do pagamento das parcelas contratadas), o ganho de capital deve ser tributado na medida em que o pre\u00e7o for determinado e as parcelas forem pagas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">N\u00e3o obstante ser indeterminado o pre\u00e7o de aliena\u00e7\u00e3o, toma-se como data de aliena\u00e7\u00e3o a da concretiza\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o ou a data em que foi cumprida a cl\u00e1usula preestabelecida nos atos contratados sob condi\u00e7\u00e3o suspensiva.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Contudo, alerte-se que o tratamento descrito deve ser comprovado pelas partes contratantes sempre que a autoridade lan\u00e7adora assim o determinar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">(PMF n\u00ba 454, de 1977; PMF n\u00ba 227, de 1980)\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[10] Solu\u00e7\u00e3o de Consulta 58\/2013 do Cosit: \u201cASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA F\u00cdSICA &#8211; IRPF<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ganho de capital. \u201cEscrow account\u201d. Tributa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Somente haver\u00e1 a incid\u00eancia do Imposto de Renda sobre o ganho de capital, decorrente da aliena\u00e7\u00e3o de bens e direitos, no tocante a rendimentos depositados em \u201cescrow account\u201d (conta-garantia), quando ocorrer a efetiva disponibilidade econ\u00f4mica ou jur\u00eddica destes para o alienante, ap\u00f3s realizadas as condi\u00e7\u00f5es a que estiver subordinado o neg\u00f3cio jur\u00eddico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Dispositivos Legais: Lei n\u00ba 5.172, de 1966 (CTN), arts. 43 e 114 a 117; Lei n\u00ba 10.406, de 2002 (C\u00f3digo Civil), arts. 121, 125 e 126; Decreto n\u00ba 3.000, de 1999 (RIR\/1999), arts. 117, \u00a7 2\u00ba; 123, \u00a7 6\u00ba, e 140, \u00a7 1\u00ba; Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF n\u00ba 84, de 2001, arts. 19, \u00a7 3\u00ba, e 31\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[11] Julgado em 5\/11\/2014. Conselheiro relator Marco Aur\u00e9lio de Oliveira Barbosa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[12] Julgado em 3\/7\/2018. Conselheiro relator Alexandre Evaristo Pinto e conselheiro redator designado Jo\u00e3o Mauricio Vital.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[13] Julgado em 13\/9\/2018. Conselheiro relator Lu\u00eds Henrique Dias Lima.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[14] Julgado em 8\/11\/2018. Conselheiro relator Antonio S\u00e1vio Nastureles.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[15] Julgado em 16\/1\/2019. Conselheiro relator Mauricio Nogueira Righetti e conselheiro redator designado Jo\u00e3o Victor Ribeiro Aldinucci.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[16] Julgado em 16\/1\/2019. Conselheiro relator Mauricio Nogueira Righetti e conselheiro redator designado Jo\u00e3o Victor Ribeiro Aldinucci.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Conjur &#8211; Por Alexandre Evaristo Pinto<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta semana, trataremos da tributa\u00e7\u00e3o pelo Imposto de Renda da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-WN","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3645"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3645"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3645\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3646,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3645\/revisions\/3646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}