{"id":3460,"date":"2019-07-16T10:52:15","date_gmt":"2019-07-16T13:52:15","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=3460"},"modified":"2019-07-16T10:52:15","modified_gmt":"2019-07-16T13:52:15","slug":"tst-mantem-pagamento-de-honorarios-por-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/07\/16\/tst-mantem-pagamento-de-honorarios-por-trabalhadores\/","title":{"rendered":"TST MANT\u00c9M PAGAMENTO DE HONOR\u00c1RIOS POR TRABALHADORES"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ministro Alberto Bresciani: imposi\u00e7\u00e3o reflete a inten\u00e7\u00e3o do legislador de desestimular lides temer\u00e1rias.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os trabalhadores est\u00e3o perdendo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) a discuss\u00e3o sobre um dos pontos mais pol\u00eamicos da reforma trabalhista: o que estabeleceu o pagamento de honor\u00e1rios em caso de derrota (sucumb\u00eancia), mesmo por benefici\u00e1rio da justi\u00e7a gratuita. Duas das oito turmas da Corte j\u00e1 analisaram o tema e, em decis\u00f5es un\u00e2nimes, mantiveram a obriga\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Antes da reforma, o trabalhador n\u00e3o pagava honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia ao advogado da empresa. Agora, est\u00e1 sujeito a ter que desembolsar de 5% a 15% sobre as verbas n\u00e3o concedidas pela Justi\u00e7a. Os percentuais est\u00e3o previstos no artigo 791-A da lei da reforma (n\u00ba 13.467, de 2017).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os defensores da medida entendem que \u00e9 essencial para evitar o que chamam de &#8220;processos aventureiros&#8221;. At\u00e9 ent\u00e3o, os trabalhadores entravam com v\u00e1rios pedidos por n\u00e3o terem nada a perder. Para os representantes de trabalhadores, por\u00e9m, a cobran\u00e7a inibe o acesso \u00e0 Justi\u00e7a, principalmente dos mais pobres.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) j\u00e1 come\u00e7aram a analisar a quest\u00e3o, por meio de a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade (ADI 5766) ajuizada pela Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR). Por enquanto, foram proferidos apenas dois votos, em sentidos diferentes, pelos ministros Lu\u00eds Roberto Barroso, relator do caso, e Edson Fachin.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No TST, o placar \u00e9 desfavor\u00e1vel aos trabalhadores. Em decis\u00e3o proferida em maio, a 3\u00aa Turma, com base no voto do relator, ministro Alberto Bresciani, afirma que, no \u00e2mbito do processo do trabalho, a imposi\u00e7\u00e3o pelo legislador de honor\u00e1rios sucumbenciais ao reclamante reflete a inten\u00e7\u00e3o de desestimular lides temer\u00e1rias (AIRR n\u00ba 2054-06.2017.5.11.0003). &#8220;\u00c9 uma op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica&#8221;, diz em seu voto o relator.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para os julgadores da 3\u00aa Turma, a reforma demonstra preocupa\u00e7\u00e3o com eventual supress\u00e3o do direito fundamental de acesso \u00e0 Justi\u00e7a. A norma, acrescentam na decis\u00e3o, prev\u00ea que s\u00f3 ser\u00e1 exigido do benefici\u00e1rio da justi\u00e7a gratuita o pagamento de honor\u00e1rios se ele tiver cr\u00e9ditos suficientes, neste ou em outro processo. A cobran\u00e7a s\u00f3 poder\u00e1 ser feita nos dois anos subsequentes ao tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Os condicionamentos impostos restauram a situa\u00e7\u00e3o de isonomia do atual benefici\u00e1rio da justi\u00e7a gratuita e demais postulantes&#8221;, afirma o relator em seu voto. Para ele, o acesso ao Judici\u00e1rio \u00e9 amplo, mas n\u00e3o incondicionado. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime e transitou em julgado (n\u00e3o cabe mais recurso).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A outra decis\u00e3o contr\u00e1ria ao trabalhador \u00e9 da 8\u00aa Turma. Foi proferida em mar\u00e7o, de forma un\u00e2nime (AIRR 10184-51.2018.5.03.0074). A relatora, ministra Dora Maria da Costa, cita em seu voto a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 41, de 2018. Nela, o TST firmou a aplica\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios sucumbenciais \u00e0s a\u00e7\u00f5es propostas a partir de novembro de 2017.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A instru\u00e7\u00e3o normativa indica que o TST considera o dispositivo v\u00e1lido, mas se alguma turma discordar, pode questionar a sua constitucionalidade, segundo o advogado Luciano Andrade Pinheiro, do escrit\u00f3rio Corr\u00eaa da Veiga Advogados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para o advogado Ronaldo Tolentino, do Ferraz dos Passos Advocacia e Consultoria, que atua na representa\u00e7\u00e3o de trabalhadores, a decis\u00e3o em duas turmas n\u00e3o significa que o assunto est\u00e1 pacificado no TST. Nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), acrescenta, ainda h\u00e1 diverg\u00eancia sobre o assunto. &#8220;Essa norma veio para aterrorizar o trabalhador&#8221;, diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ricardo Calcini, professor de direito do trabalho, entende, por\u00e9m, que as decis\u00f5es mostram uma tend\u00eancia do TST de n\u00e3o considerar inconstitucional esse ponto da reforma trabalhista. &#8220;O tema \u00e9 um dos mais relevantes. Para declarar inconstitucional, as turmas devem encaminhar o assunto ao Pleno&#8221;, afirma o advogado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O TST j\u00e1 elaborou uma lista com 20 s\u00famulas e orienta\u00e7\u00f5es que est\u00e3o em desacordo com a Lei n\u00ba 13.467, de 2017. Mas ainda n\u00e3o pode alterar os trechos. Isso porque a an\u00e1lise est\u00e1 atrelada a um outro julgamento, em que o Pleno do TST se posicionar\u00e1 sobre o artigo 702, inclu\u00eddo pela reforma na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), e que estabeleceu um rito pr\u00f3prio para a edi\u00e7\u00e3o e altera\u00e7\u00e3o de s\u00famulas e enunciados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A constitucionalidade do artigo seria analisada em mar\u00e7o e, em seguida, os ministros fariam o exame das s\u00famulas. \u00c0s v\u00e9speras do julgamento, por\u00e9m, entidades empresariais ingressaram com uma a\u00e7\u00e3o direta de constitucionalidade (ADC) no Supremo Tribunal Federal para que o 702 fosse declarado v\u00e1lido. Como havia pedido do relator, Ricardo Lewandowski, para que o TST se manifestasse, os ministros decidiram adiar a discuss\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico &#8211; Por Beatriz Olivon<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ministro Alberto Bresciani: imposi\u00e7\u00e3o reflete a inten\u00e7\u00e3o do legislador de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-TO","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3460"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3460"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3460\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3461,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3460\/revisions\/3461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}