{"id":3292,"date":"2019-07-04T13:02:20","date_gmt":"2019-07-04T16:02:20","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=3292"},"modified":"2019-07-04T13:02:20","modified_gmt":"2019-07-04T16:02:20","slug":"recursos-de-exportacao-aliquota-zero-do-iof-segue-prazo-de-liquidacao-de-contrato-de-cambio-diz-pgfn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/07\/04\/recursos-de-exportacao-aliquota-zero-do-iof-segue-prazo-de-liquidacao-de-contrato-de-cambio-diz-pgfn\/","title":{"rendered":"RECURSOS DE EXPORTA\u00c7\u00c3O &#8211; AL\u00cdQUOTA ZERO DO IOF SEGUE PRAZO DE LIQUIDA\u00c7\u00c3O DE CONTRATO DE C\u00c2MBIO, DIZ PGFN"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Aplica\u00e7\u00f5es da al\u00edquota zero do IOF devem observar prazos do BC, diz PGFN.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em casos judiciais, a al\u00edquota zero do IOF \u00e9 aplic\u00e1vel nos prazos definidos pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) e Banco Central para a liquida\u00e7\u00e3o dos contratos de c\u00e2mbio, que variam de 360 a 1.500 dias. O entendimento \u00e9 da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional no Parecer 83\/2019, do dia 21\/6.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No documento, a PGFN prop\u00f5e uma solu\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria para uma disputa entre a Receita Federal e o setor exportador sobre a cobran\u00e7a de IOF no ingresso de recursos decorrentes de exporta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com a PGFN, as normas do CMN e do BC definem que o contrato de c\u00e2mbio de exporta\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser celebrado para liquida\u00e7\u00e3o pronta ou futura, pr\u00e9via ou posteriormente ao embarque da mercadoria ou da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, observado o prazo m\u00e1ximo de 750 dias entre a contrata\u00e7\u00e3o e a liquida\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Entretanto, para os contratos de c\u00e2mbio de exporta\u00e7\u00e3o, no caso de requerimento de recupera\u00e7\u00e3o judicial, ajuizamento de pedido de fal\u00eancia do exportador ou em outra situa\u00e7\u00e3o em que fique documentalmente comprovada a incapacidade do exportador para embarcar a mercadoria ou para prestar o servi\u00e7o por fatores alheios \u00e0 sua vontade, o embarque da mercadoria ou a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o pode ocorrer at\u00e9 1.500 dias a partir da data de contrata\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o de c\u00e2mbio, desde que o prazo entre a contrata\u00e7\u00e3o e a liquida\u00e7\u00e3o do contrato de c\u00e2mbio n\u00e3o ultrapasse 1.500 dias&#8221;, diz o parecer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo a PGFN, a Receita Federal entendia que o IOF deveria ser cobrado quando o recurso decorrente do pagamento da exporta\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse trazido ao Brasil imediatamente ap\u00f3s seu ingresso na conta do exportador. Parte das empresas, entretanto, defendia que n\u00e3o h\u00e1 prazo para o benef\u00edcio fiscal, bastando a origem do recurso ser decorrente de venda de bens e servi\u00e7os ao exterior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;N\u00e3o pode ser acolhida a interpreta\u00e7\u00e3o pretendida pelos contribuintes que contestaram a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta 246-Cosit, pois a tese de que o \u00fanico crit\u00e9rio relevante seria a origem da receita conduziria \u00e0 absurda conclus\u00e3o de que seria aplic\u00e1vel o benef\u00edcio da al\u00edquota zero a uma opera\u00e7\u00e3o de c\u00e2mbio liquidada 50 ou 100 anos depois de uma exporta\u00e7\u00e3o&#8221;, diz a PGFN no parecer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Muitas Discuss\u00f5es<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A aplica\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da al\u00edquota zero de IOF, nesses casos, vinha sendo objeto de discuss\u00e3o por conta de interpreta\u00e7\u00f5es divergentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Por um lado, havia a interpreta\u00e7\u00e3o de que \u00fanico crit\u00e9rio a ser considerado nas opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio seria a origem da receita decorrente de exporta\u00e7\u00e3o. Segundo este entendimento, a al\u00edquota zero se aplicaria inclusive para opera\u00e7\u00f5es liquidadas com as receitas repatriadas em qualquer prazo futuro&#8221;, diz a PGFN.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Outra corrente, segundo a Procuradoria, defendia a tese de que as receitas de exporta\u00e7\u00e3o, ao serem mantidas pelo exportador em outro pa\u00eds, sem liquida\u00e7\u00e3o imediata da opera\u00e7\u00e3o de c\u00e2mbio, deveriam ser tributadas quando da posterior internaliza\u00e7\u00e3o dos recursos no Brasil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Isso, claro, uma vez que, ao manter os recursos fora do pa\u00eds, tais valores perderiam o v\u00ednculo com a opera\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o e passariam a ser consideradas como disponibilidade financeira no exterior&#8221;, explica o parecer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Conjur &#8211; Por Gabriela Coelho<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aplica\u00e7\u00f5es da al\u00edquota zero do IOF devem observar prazos do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-R6","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3292"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3292"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3292\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3293,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3292\/revisions\/3293"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3292"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3292"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3292"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}