{"id":2408,"date":"2019-05-20T16:46:28","date_gmt":"2019-05-20T19:46:28","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=2408"},"modified":"2019-05-20T16:46:28","modified_gmt":"2019-05-20T19:46:28","slug":"supremo-voltara-a-julgar-trava-de-30-para-aproveitamento-de-prejuizo-fiscal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/05\/20\/supremo-voltara-a-julgar-trava-de-30-para-aproveitamento-de-prejuizo-fiscal\/","title":{"rendered":"SUPREMO VOLTAR\u00c1 A JULGAR TRAVA DE 30% PARA APROVEITAMENTO DE PREJU\u00cdZO FISCAL"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal deve julgar no dia 29 de maio recurso extraordin\u00e1rio que discute a aplica\u00e7\u00e3o da chamada trava de 30% para abatimento de preju\u00edzo da base de c\u00e1lculo de tributos. O tribunal vai decidir se \u00e9 constitucional o limite, previsto nas leis 8.981\/1995 e 9.065\/1995.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A trava de 30% \u00e9 o limite anual para aproveitamento do preju\u00edzo para abatimento dos impostos. De acordo com as leis em discuss\u00e3o no STF, empresas que tiverem preju\u00edzos podem us\u00e1-lo para abater do Imposto de Renda e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Lucro L\u00edquido (CSLL), que incidem sobre os lucros das empresas. S\u00f3 que a lei limita esse aproveitamento a 30% ao ano. Antes dela, as empresas podiam abater todo o preju\u00edzo do ano na declara\u00e7\u00e3o de imposto do ano seguinte.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com as empresas que contestam a trava, ela transforma o IRPJ e a CSLL em tributa\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio, e n\u00e3o de renda, j\u00e1 que os impostos passariam a incidir sobre o resultado acumulado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">J\u00e1 o governo afirma que a trava \u00e9 apenas o adiamento do aproveitamento do preju\u00edzo, e n\u00e3o empecilho. A tese a favor da lei \u00e9 que, antes dela, a Fazenda tinha pouco controle sobre os estoques de receitas das empresas, o que dificultava a fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em 2009, em processo semelhante, o STF considerou constitucional a limita\u00e7\u00e3o de 30% para a redu\u00e7\u00e3o na base de c\u00e1lculo dos tributos. A Receita Federal defende que a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o abre exce\u00e7\u00e3o para casos de incorpora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De volta<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nem a tese e nem o recurso s\u00e3o novos. Em 2009, o Supremo declarou a trava de 30% constitucional. O entendimento foi de que a Lei 8.981\/1995, que permitiu o aproveitamento do preju\u00edzo para abatimento do IRPJ, concedeu um benef\u00edcio fiscal \u00e0s empresas. Portanto, n\u00e3o haveria problema em outra lei criar condi\u00e7\u00f5es para que as empresas se aproveitem do benef\u00edcio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O recurso pautado para o dia 29 est\u00e1 no Supremo desde agosto de 2008. Em novembro daquele ano, o tribunal reconheceu a repercuss\u00e3o geral do recurso. Como houve decis\u00e3o da corte em outro caso poucos meses depois, em junho de 2013 o ministro Marco Aur\u00e9lio negou seguimento ao recurso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ficaram pendentes algumas discuss\u00f5es, principalmente se a trava se imp\u00f5e tamb\u00e9m a empresas que est\u00e3o encerrando suas atividades (tema que ainda divide a Justi\u00e7a Federal). Diante da relev\u00e2ncia do caso e do tamanho da discuss\u00e3o para o sistema tribut\u00e1rio, o ministro Marco Aur\u00e9lio reconsiderou sua decis\u00e3o j\u00e1 em dezembro de 2013.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Legisla\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo o tributarista F\u00e1bio Calcini, s\u00f3cio do do escrit\u00f3rio Brasil Salom\u00e3o e Matthes Advocacia, um outro ponto a ser discutido diz respeito ao fato de que, levando em considera\u00e7\u00e3o a pr\u00f3pria premissa do STF, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade da legisla\u00e7\u00e3o vedar a compensa\u00e7\u00e3o integral do preju\u00edzo quando h\u00e1 o fim a extin\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica, que tem sido entendi por tribunais regionais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;O que \u00e9 muito comum em organiza\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias como, por exemplo, nas incorpora\u00e7\u00f5es. Neste caso, o preju\u00edzo, naturalmente, chega ao fim. Logo, se consumar esse entendimento da limita\u00e7\u00e3o de 30%, haveria uma n\u00edtida e clara viola\u00e7\u00e3o a capacidade contributiva e um claro confisco, al\u00e9m de acabar sendo contradit\u00f3rio com o pensamento do STF&#8221;, explica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Fonte: Conjur \u2013 Gabriela Coelho<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal deve julgar no dia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-CQ","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2408"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2408"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2408\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2409,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2408\/revisions\/2409"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}