{"id":2281,"date":"2019-05-15T11:39:40","date_gmt":"2019-05-15T14:39:40","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=2281"},"modified":"2019-05-15T11:39:40","modified_gmt":"2019-05-15T14:39:40","slug":"fazenda-nacional-vence-na-camara-superior-do-carf-disputa-sobre-ipi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/05\/15\/fazenda-nacional-vence-na-camara-superior-do-carf-disputa-sobre-ipi\/","title":{"rendered":"FAZENDA NACIONAL VENCE NA CAMARA SUPERIOR DO CARF DISPUTA SOBRE IPI"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) venceu ontem, na C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a disputa com contribuintes sobre o c\u00e1lculo do IPI\u00a0m vendas realizadas por ind\u00fastria para atacadista do mesmo grupo. A vit\u00f3ria, na 3\u00aa Turma, foi por voto de qualidade &#8211; desempate pelo presidente do colegiado, que \u00e9 representante da Fazenda.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Foi a primeira vez que a C\u00e2mara Superior analisou o assunto. Por\u00e9m, o precedente da 3\u00aa Turma n\u00e3o poder\u00e1 ser aplicado em todos os processos sobre o tema. De acordo com os conselheiros, a quest\u00e3o ser\u00e1 definida caso a caso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O tema foi analisado por meio de dois processos da Procosa Produtos de Beleza, fabricante de produtos L&#8217;Or\u00e9al. Um deles voltou de pedido de vista e outro foi iniciado na sess\u00e3o de ontem (processos n\u00ba 16682.722461\/2015-30 e n\u00ba 16682.722760\/2016-55).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Neles, a fabricante discute a validade de cobran\u00e7as de IPI, referentes aos anos de 2011 e 2012. A C\u00e2mara Superior aceitou o recurso da PGFN, mas determinou que os processos voltem para as turmas do Carf. Segundo os conselheiros, argumentos do contribuinte deixaram de ser analisados.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A diverg\u00eancia entre os contribuintes e a Receita Federal est\u00e1 no conceito de &#8220;pra\u00e7a&#8221; para c\u00e1lculo do Valor Tribut\u00e1vel M\u00ednimo (VTM) &#8211; previsto no Regulamento do IPI de 2010 (Decreto n\u00ba 7.212\/2010). \u00c9 o piso para tributa\u00e7\u00e3o de produto vendido por fabricante para filial ou atacadista antes do consumidor final.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O artigo 195 da norma afirma que o valor tribut\u00e1vel n\u00e3o pode ser inferior ao pre\u00e7o corrente no mercado atacadista da pra\u00e7a do remetente. Para a Receita Federal, pra\u00e7a \u00e9 um conceito comercial, que considera para a base de c\u00e1lculo do IPI \u00a0o pre\u00e7o praticado pelo atacado. J\u00e1 para as empresas, a pra\u00e7a est\u00e1 limitada ao munic\u00edpio do remetente que, geralmente, \u00e9 o fabricante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Caso n\u00e3o haja concorrentes na mesma pra\u00e7a, segundo a interpreta\u00e7\u00e3o dos contribuintes, o IPI deveria ser calculado pelo artigo 196 do decreto. Pelo dispositivo, se n\u00e3o existir mercado atacadista, o VTM deve se basear no custo de fabrica\u00e7\u00e3o, acrescido dos custos financeiros e dos de venda, administra\u00e7\u00e3o, publicidade e do lucro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nas autua\u00e7\u00f5es analisadas pela 3\u00aa Turma, a Receita Federal considerou que pra\u00e7a era a regi\u00e3o entre o Rio de Janeiro, onde fica a ind\u00fastria, e Duque de Caxias, onde est\u00e1 a distribuidora. O entendimento foi mantido pelo relator, conselheiro Rodrigo da Costa P\u00f4ssas, representante da Fazenda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para ele, pra\u00e7a n\u00e3o equivale a munic\u00edpio. Em seu voto, ele levou em considera\u00e7\u00e3o que a ind\u00fastria vendia quase toda a sua produ\u00e7\u00e3o para a distribuidora que, por sua vez, s\u00f3 revendia produtos fabricados por ela.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No voto, o conselheiro afirmou que o valor tribut\u00e1vel n\u00e3o pode ser inferior ao pre\u00e7o de venda do adquirente. &#8220;Pra\u00e7a tem a ver com mercado&#8221;, disse o relator. Ele acrescentou que restringir o conceito de pra\u00e7a a munic\u00edpios poderia permitir a ado\u00e7\u00e3o por grandes empresas de pre\u00e7os artificialmente inferiores para tributa\u00e7\u00e3o pelo IPI.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O entendimento do relator foi acompanhado pelos demais conselheiros representantes da Fazenda. J\u00e1 os representantes dos contribuintes seguiram o voto da conselheira Tatiana Midori Migiyama. Para ela, pra\u00e7a significa uma localidade &#8211; munic\u00edpio e n\u00e3o uma regi\u00e3o inteira.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;A express\u00e3o pra\u00e7a do remetente denota o local em que opera o industrial&#8221;, disse a representante dos contribuintes. A conselheira citou precedentes judiciais que consideram pra\u00e7a como munic\u00edpio. Com o empate, o processo foi decidido por meio do voto de qualidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Al\u00e9m do setor de higiene e beleza, a tese tamb\u00e9m se aplica a outros em que a atividade fabril est\u00e1 separada da \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o. O Decreto n\u00ba 8.393, de 2015, por\u00e9m, equiparou atacadistas de alguns cosm\u00e9ticos a industriais, levando o IPI a incidir sobre o valor final praticado por eles. \u00a0Apesar da mudan\u00e7a, fabricantes de cosm\u00e9ticos ainda s\u00e3o autuados e discutem o conceito de pra\u00e7a, segundo advogados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com Fernanda S\u00e1, s\u00f3cia da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Machado Meyer Advogados, apesar de a turma ter afastado a argumenta\u00e7\u00e3o do contribuinte, n\u00e3o ficou claro o que seria pra\u00e7a. &#8220;O fato de ser julgamento por voto de qualidade j\u00e1 mostra a impossibilidade de se estabelecer o conceito de pra\u00e7a&#8221;, afirmou. Sem uma defini\u00e7\u00e3o, acrescentou, fica a d\u00favida sobre como se aplica a norma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para o advogado Leandro Cabral, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Velloza Advogados Associados, o fato de a C\u00e2mara Superior n\u00e3o definir de forma geral, deixando a an\u00e1lise para cada caso, n\u00e3o surpreende.\u00a0Por\u00e9m, segundo ele, falta saber quais crit\u00e9rios ser\u00e3o considerados na an\u00e1lise individual do que \u00e9 pra\u00e7a. &#8220;A C\u00e2mara Superior \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o de uniformiza\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia. Por isso, parece contradit\u00f3rio um entendimento n\u00e3o ser a orienta\u00e7\u00e3o para todos os casos.&#8221;<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico\u00a0 &#8211; Beatriz Olivon<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) venceu ontem, na C\u00e2mara [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-AN","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2281"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2281"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2281\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2282,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2281\/revisions\/2282"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}