{"id":2175,"date":"2019-05-10T16:03:19","date_gmt":"2019-05-10T19:03:19","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=2175"},"modified":"2019-05-10T16:03:19","modified_gmt":"2019-05-10T19:03:19","slug":"stj-analisa-tributacao-de-credito-do-reintegra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/05\/10\/stj-analisa-tributacao-de-credito-do-reintegra\/","title":{"rendered":"STJ ANALISA TRIBUTA\u00c7\u00c3O DE CR\u00c9DITO DO REINTEGRA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Est\u00e1 empatado na 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) o julgamento sobre a incid\u00eancia de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL sobre cr\u00e9ditos obtidos por meio do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra), antes da entrada em vigor da Lei 13.043, de 2014. A norma reinstituiu o programa e estabeleceu isen\u00e7\u00e3o fiscal para os valores.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u00c9 a primeira vez que a tese \u00e9 julgada pelos ministros da 1\u00aa Turma. Por enquanto, o placar \u00e9 de um a um. A 2\u00aa Turma j\u00e1 analisou a quest\u00e3o e decidiu pela tributa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos do Reintegra. Criado pela Lei n\u00ba 12.546, de 2011, o programa tem por objetivo devolver parcial ou integralmente o res\u00edduo tribut\u00e1rio remanescente na cadeia de produ\u00e7\u00e3o de bens exportados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O tema foi julgado pela 2\u00aa Turma em 2017. Os ministros decidiram que a cobran\u00e7a \u00e9 legal porque h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria e, consequentemente, majora\u00e7\u00e3o do lucro da pessoa jur\u00eddica. Por isso, afeta a base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na 1\u00aa Turma, os ministros analisam recurso apresentado pela Docile Alimentos (REsp 1571354). Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado da empresa, Fernando Rios, resumiu que o processo trata de definir se quem recebe cr\u00e9ditos do Reintegra aufere renda. De acordo com ele, na fabrica\u00e7\u00e3o de produtos aliment\u00edcios, por exemplo, o res\u00edduo tribut\u00e1rio \u00e9 de 4,25% e o Reintegra devolve atualmente 0,1% \u00e0s exportadoras, que \u00e9 submetido \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;O governo d\u00e1 com uma m\u00e3o e com a outra pega tudo de volta&#8221;, afirmou o advogado. &#8220;O Reintegra n\u00e3o \u00e9 acr\u00e9scimo patrimonial ou subs\u00eddio e as empresas n\u00e3o ficam mais ricas com ele.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">J\u00e1 o procurador Ricson Moreira, da Fazenda Nacional, afirmou que os percentuais de cr\u00e9dito eram maiores antes da lei de 2014. Para ele, o Reintegra \u00e9 uma subven\u00e7\u00e3o de custeio, que deve ser tributada. &#8220;Ao devolver os valores o que se faz \u00e9 aumentar o lucro operacional da empresa&#8221;, disse. &#8220;N\u00e3o se trata, de forma alguma de dar com uma m\u00e3o e tirar com a outra.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em seu voto, o relator, ministro Gurgel de Faria, seguiu o entendimento da Fazenda Nacional. Ele afirmou que o cr\u00e9dito do Reintegra \u00e9 benef\u00edcio fiscal caracterizado por transfer\u00eancia financeira, sendo uma esp\u00e9cie de subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Por isso, depende de lei para afastar a tributa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ele lembrou que a Lei n\u00ba 12.844, de 2013, estabeleceu que o cr\u00e9dito apurado n\u00e3o deve entrar na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Seria invi\u00e1vel, ent\u00e3o, conceder o pedido da empresa, por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal, que surgiu com a edi\u00e7\u00e3o da norma de 2014. &#8220;Salvo havendo expressa disposi\u00e7\u00e3o legal em contr\u00e1rio anterior \u00e0 MP 651\/2014 [que resultou na Lei n\u00ba 13.043], o cr\u00e9dito do Reintegra \u00e9 base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL&#8221;, afirmou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo a votar, o ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filho divergiu. &#8220;\u00c9 realmente [o cr\u00e9dito] um ressarcimento&#8221;, disse. Por isso, segundo ele, n\u00e3o deveria ser classificado como receita. Em decis\u00e3o monocr\u00e1tica, o magistrado j\u00e1 negou pedido semelhante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na sequ\u00eancia, a ministra Regina Helena Costa lembrou que est\u00e1 em julgamento na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o um processo que considera tratar de tema semelhante &#8211; a inclus\u00e3o de cr\u00e9ditos presumidos de IPI na base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL. No caso, ela votou contra a inclus\u00e3o. Por isso, pediu vista, suspendendo o julgamento. Outros dois ministros aguardam para votar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico \u2013 Por Beatriz Olivon<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 empatado na 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-z5","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2175"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2175"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2175\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2176,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2175\/revisions\/2176"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}