{"id":1525,"date":"2019-04-12T11:12:46","date_gmt":"2019-04-12T14:12:46","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=1525"},"modified":"2019-04-12T11:12:46","modified_gmt":"2019-04-12T14:12:46","slug":"jornada-de-15-horas-gera-dano-existencial-ao-trabalhador-afirma-tst","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/04\/12\/jornada-de-15-horas-gera-dano-existencial-ao-trabalhador-afirma-tst\/","title":{"rendered":"JORNADA DE 15 HORAS GERA DANO EXISTENCIAL AO TRABALHADOR, AFIRMA TST"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Jornada de 15 horas gera dano existencial que deve ser reparado por indeniza\u00e7\u00e3o. Com este entendimento, a\u00a0 2\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou uma empresa de Guarulhos (SP) a pagar R$ 20 mil a t\u00edtulo de repara\u00e7\u00e3o a um motorista de carreta por submet\u00ea-lo a jornada de 15 horas de trabalho de segunda a s\u00e1bado.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No julgamento de recurso de revista da empresa, a 2\u00aa Turma manteve o entendimento de que a situa\u00e7\u00e3o configurou dano existencial, mas reduziu o valor da condena\u00e7\u00e3o, arbitrado inicialmente em R$ 50 mil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na reclama\u00e7\u00e3o o motorista disse que trabalhava das 5h \u00e0 meia-noite ou da meia-noite \u00e0s 18h em revezamento semanal, com 20 minutos de intervalo e duas folgas por m\u00eas. Sustentou ainda que dormia no caminh\u00e3o 15 dias por m\u00eas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A empresa n\u00e3o apresentou controles de jornada, por n\u00e3o os possuir. Com base nas informa\u00e7\u00f5es prestadas pelo empregado e nos demais elementos de prova constantes dos autos, como testemunha e relat\u00f3rios de viagem, o ju\u00edzo de primeiro grau concluiu que a jornada era de 15 horas de segunda a s\u00e1bado. Mas o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral decorrente da jornada excessiva, do desconforto dos pernoites no caminh\u00e3o e da aus\u00eancia da conviv\u00eancia com a fam\u00edlia foi julgado improcedente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cInadmiss\u00edvel\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No exame do recurso ordin\u00e1rio, o Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (Campinas\/SP) considerou a situa\u00e7\u00e3o \u201csimplesmente inadmiss\u00edvel\u201d em pleno s\u00e9culo XXI, \u201cap\u00f3s 200 anos da revolu\u00e7\u00e3o industrial\u201d. Segundo o TRT, os motoristas p\u00f5em em risco suas vidas nas estradas brasileiras, onde grande parte dos acidentes \u00e9 provocada por caminh\u00f5es conduzidos por profissionais submetidos a excesso de jornada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para definir o valor da repara\u00e7\u00e3o, usou como par\u00e2metro decis\u00e3o semelhante em que a GB havia sido condenada a pagar R$ 50 mil e a capacidade econ\u00f4mica da empresa, cujo capital social \u00e9 de R$ 1,2 milh\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Proporcionalidade<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No recurso de revista, a empresa argumentou que o motoristar n\u00e3o havia comprovado a ocorr\u00eancia do dano moral. No entanto, n\u00e3o apresentou decis\u00f5es em sentido contr\u00e1rio a fim de demonstrar diverg\u00eancia jurisprudencial e permitir o exame de m\u00e9rito desse tema. Quanto ao valor, requereu a redu\u00e7\u00e3o para no m\u00e1ximo R$ 5 mil, alegando o crit\u00e9rio da proporcionalidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Dano existencial<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A relatora, ministra Maria Helena Mallmann, observou que o dano existencial ocorre quando a conduta do empregador se revela excessiva ou il\u00edcita a ponto de prejudicar o descanso e o conv\u00edvio social e familiar. \u201cE, nesse sentido, o TST tem entendido que a imposi\u00e7\u00e3o de jornada excessiva ocasiona dano existencial, pois viola, entre outros, o direito social ao lazer, previsto no artigo 6\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Casos an\u00e1logos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Levando em conta a gravidade e a extens\u00e3o do dano, a capacidade econ\u00f4mica das partes, o grau de culpa da empregadora e o car\u00e1ter pedag\u00f3gico da condena\u00e7\u00e3o, a relatora entendeu que seria razo\u00e1vel reduzir a condena\u00e7\u00e3o para R$ 20 mil. \u201cEsse valor vem sendo fixado pela Turma no julgamento de casos an\u00e1logos\u201d, ressaltou. Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TST.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">RR-1351-49.2012.5.15.0097<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Conjur<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornada de 15 horas gera dano existencial que deve ser [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-oB","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1525"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1525"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1525\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1526,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1525\/revisions\/1526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1525"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1525"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1525"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}