{"id":1460,"date":"2019-04-10T12:03:59","date_gmt":"2019-04-10T15:03:59","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=1460"},"modified":"2019-04-10T12:03:59","modified_gmt":"2019-04-10T15:03:59","slug":"rechacada-ha-quase-50-anos-prisao-por-divida-fiscal-volta-a-pauta-do-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/04\/10\/rechacada-ha-quase-50-anos-prisao-por-divida-fiscal-volta-a-pauta-do-stf\/","title":{"rendered":"RECHA\u00c7ADA H\u00c1 QUASE 50 ANOS, PRIS\u00c3O POR D\u00cdVIDA FISCAL VOLTA \u00c0 PAUTA DO STF"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em recente coluna com Pierpaolo Bottini, expusemos diversas raz\u00f5es pelas quais entendemos que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RHC 163.334\/SC, deve reformar o ac\u00f3rd\u00e3o proferido pela 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a no HC 399.109\/SC, que declarou a subsun\u00e7\u00e3o ao artigo 2\u00ba, inciso II, da Lei 8.137\/90 [1] da conduta do contribuinte que n\u00e3o recolhe ICMS pr\u00f3prio devidamente declarado.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Desde ent\u00e3o, muita coisa aconteceu: o recurso foi inclu\u00eddo na pauta da 1\u00aa Turma do STF do dia 12.2.2019 e foi retirado de pauta e afetado ao Pleno pelo ministro Lu\u00eds Roberto Barroso na v\u00e9spera da data prevista para o julgamento. No mesmo ato, o relator deferiu liminar impedindo a execu\u00e7\u00e3o de qualquer pena contra os recorrentes e convocou as partes, os amici curiae e outras entidades para reuni\u00e3o onde a mat\u00e9ria deveria ser discutida sob as \u00f3pticas jur\u00eddica e de pol\u00edtica criminal. No dia 11.3.2019, data da audi\u00eancia, protocolei memorial em nome de um dos recorrentes, do qual agora destaco os pontos n\u00e3o explorados na coluna anterior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Inicio anotando que o ARE 999.425\/SC-RG (Pleno, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 16.3.2017) n\u00e3o constitui precedente espec\u00edfico sobre o tema. Embora tratasse de fatos id\u00eanticos (inadimplemento de ICMS pr\u00f3prio declarado), a \u00fanica tese ali discutida (e rejeitada) foi a da inconstitucionalidade radical dos crimes contra a ordem tribut\u00e1ria, cuja real fun\u00e7\u00e3o \u2014 desnudada pela regra que prev\u00ea a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade pelo pagamento \u2014 seria coagir o contribuinte a recolher sem discutir. Aqui, ao contr\u00e1rio, admite-se a validade do artigo 2\u00ba, inciso II, debatendo-se apenas a subsun\u00e7\u00e3o daquela conduta ao tipo nele veiculado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Precedente espec\u00edfico, sim, \u00e9 o RE em HC 67.688\/DF (Pleno, Relator para o ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Convocado Pe\u00e7anha Martins, DJ 21.12.71). O artigo 2\u00ba do Decreto-lei 326\/67 previa que \u201ca utiliza\u00e7\u00e3o do produto da cobran\u00e7a do IPI em fim diverso do recolhimento do tributo constitui crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita\u201d. E o artigo 3\u00ba do Decreto-lei 1.060\/69 (na reda\u00e7\u00e3o do Decreto-lei 1.104\/70) autorizava o Ministro da Fazenda a determinar a pris\u00e3o administrativa do contribuinte que \u201cdeixa[sse] de recolher aos cofres da Fazenda P\u00fablica o valor dos tributos de que \u00e9 simples detentor\u201d. Nesse quadro, o ministro Delfim Netto ordenou a pris\u00e3o de s\u00f3cios e gestores de uma empresa de cigarros em raz\u00e3o de vultosa d\u00edvida de IPI.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Seguiram-se habeas corpus origin\u00e1rio no Tribunal Federal de Recursos, concedido, e recurso da Uni\u00e3o ao STF, rejeitado pelo ac\u00f3rd\u00e3o em tela. A favor da Uni\u00e3o votaram os ministros Adal\u00edcio Nogueira, N\u00e9ri da Silveira e Antonio Neder (os dois \u00faltimos convocados do TFR). A favor dos contribuintes votaram o ministro Pe\u00e7anha Martins (convocado do TFR), que afastou do IPI a figura do dep\u00f3sito; os ministros Amaral Santos e Adaucto Cardoso, que invalidaram o artigo 2\u00ba do Decreto-lei 326\/67 ante a proscri\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o por d\u00edvida; e os ministros Thompson Flores e Djaci Falc\u00e3o, que mantiveram o aresto do TFR sem declinar qual(is) dos seus fundamentos acolhiam \u2014 a inexist\u00eancia de dep\u00f3sito no IPI era um deles.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Vale notar que essa acertada decis\u00e3o de quase meio s\u00e9culo foi proferida em face de lei expressa equiparando a deposit\u00e1rio, sujeito a apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita, o contribuinte do IPI. Isso aumenta a sua for\u00e7a para o caso atual, pois n\u00e3o h\u00e1 uma tal previs\u00e3o quanto ao devedor de ICMS pr\u00f3prio, baseando-se o ac\u00f3rd\u00e3o do STJ em interpreta\u00e7\u00e3o at\u00e9cnica e anal\u00f3gica do artigo 2\u00ba, inciso II, da Lei 8.137\/90.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Sobre o sentido das express\u00f5es \u201cdescontado\u201d e \u201ccobrado\u201d, constantes desse dispositivo, dissemos o essencial no artigo anterior e complementamos o que necess\u00e1rio no memorial. Importa aqui afastar a equipara\u00e7\u00e3o feita por alguns entre o ICMS e o Sales Tax, cujo n\u00e3o pagamento constitui crime em alguns Estados norte-americanos. Embora haja exce\u00e7\u00f5es, a maioria dos Estados adota o chamado Purchaser Privilege Sales Tax, que tributa o comprador pelo direito de usufruir dos produtos ou servi\u00e7os adquiridos e \u00e9 adicionado \u201cpor fora\u201d ao pre\u00e7o[2]. Em fiscaliza\u00e7\u00f5es, pode ser cobrado tanto do comerciante (que tem os deveres de collect e remit, vero deposit\u00e1rio) quanto do consumidor \u2014 o que \u00e9 incogit\u00e1vel no Brasil. A sujei\u00e7\u00e3o passiva direta do consumidor avulta nas aquisi\u00e7\u00f5es interestaduais. Como se sabe, os Estados americanos n\u00e3o podem tribut\u00e1-las, por for\u00e7a da Commerce Clause. Em tais casos, o Sales Tax \u00e9 substitu\u00eddo pelo Use Tax, a ser calculado e pago diretamente pelo comprador (o que, na pr\u00e1tica, s\u00f3 ocorre em 5% dos casos [3]) ou pelo vendedor, mas na condi\u00e7\u00e3o de deposit\u00e1rio, caso este seja inscrito como contribuinte tamb\u00e9m no Estado de destino (\u00e9 o chamado Vendor Use Tax) [4]. Claro, assim, que a criminaliza\u00e7\u00e3o do inadimplemento do Sales Tax nada diz sobre o tema posto no STF, eis que o ICMS atende a l\u00f3gica completamente distinta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na verdade, o ac\u00f3rd\u00e3o do STJ \u201ccorrige\u201d a lei a partir de projeto rejeitado pelo Congresso. De fato, o voto condutor reproduz o Substitutivo Nelson Jobim ao PL 4.788\/90 (origem da Lei 8.137\/90) e atesta a n\u00e3o aprova\u00e7\u00e3o do seu artigo 3\u00ba, inciso V, que institu\u00eda o crime de \u201cdeixar de recolher aos cofres p\u00fablicos (&#8230;) o tributo ou contribui\u00e7\u00e3o recebido de terceiros atrav\u00e9s de (&#8230;) inclus\u00e3o no pre\u00e7o de produtos ou servi\u00e7os&#8230;\u201d. Mas afirma que tal previs\u00e3o est\u00e1 impl\u00edcita, embora de forma at\u00e9cnica (e para n\u00f3s invis\u00edvel), no vigente artigo 2\u00ba, inciso II.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na audi\u00eancia p\u00fablica, o competente promotor Giovanni Franzoni Gil, de Santa Catarina, alegou que o fato de a regra incriminadora aludir ao n\u00e3o pagamento de \u201cvalor de tributo\u201d (e n\u00e3o simplesmente de \u201ctributo\u201d) descontado ou cobrado estenderia o seu alcance \u00e0 mera transfer\u00eancia do respectivo \u00f4nus econ\u00f4mico, alcan\u00e7ando o ICMS pr\u00f3prio. A proposta, se levada \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, autorizaria a criminaliza\u00e7\u00e3o do n\u00e3o pagamento de qualquer tributo incidente sobre empresas, pois todos de algum modo repercutem nos pre\u00e7os \u2014 excesso a que ningu\u00e9m chegou. Por enquanto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em verdade, a justificativa para o uso da express\u00e3o \u00e9 bem mais singela, ligando-se \u00e0 fungibilidade do dinheiro. \u00c9 dizer: nos casos em que h\u00e1 efetivos desconto ou cobran\u00e7a, o crime n\u00e3o est\u00e1 em deixar o respons\u00e1vel de entregar ao Fisco as mesmas c\u00e9dulas e moedas que daria ao substitu\u00eddo, mas reteve, ou que dele recebeu em pagamento de tributo (identidade f\u00edsica que seria in\u00f3cua no geral e imposs\u00edvel no ambiente banc\u00e1rio). O que interessa \u00e9 que entregue ao Fisco o mesmo valor, donde a men\u00e7\u00e3o ao termo na norma incriminadora.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O feito suscita ainda uma grave reflex\u00e3o quanto \u00e0 separa\u00e7\u00e3o dos poderes. De fato, afora os casos em que a Constitui\u00e7\u00e3o estabelece ela mesma a pol\u00edtica criminal do Pa\u00eds, impondo a tipifica\u00e7\u00e3o de certas condutas (artigo 5\u00ba, incisos XLI, XLII, XLIII, XLIV; artigo 7\u00ba, inciso X; artigo 225, par\u00e1grafo 3\u00ba; artigo 227, par\u00e1grafo 4\u00ba) \u2013 situa\u00e7\u00f5es excepcionais onde o Judici\u00e1rio deve agir para colmatar lacunas atentat\u00f3rias a direitos fundamentais \u2013, cabe a este no mais ser deferente ao legislador, a quem compete definir que comportamentos punir, e com que intensidade (STF, Pleno, HC 104.401\/RS, Relator Ministro Gilmar Mendes, DJe 27.3.2012).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Pois bem: embora a ordem tribut\u00e1ria seja relevante, n\u00e3o existe mandado constitucional de criminaliza\u00e7\u00e3o quanto a ela. Donde se conclui que o Juiz n\u00e3o pode corrigir as insufici\u00eancias que, segundo a sua cosmovis\u00e3o, entenda haver no artigo 2\u00ba, inciso II, por exemplo no tratamento aos maiores devedores, hoje tachados de \u201ccontumazes\u201d. A pris\u00e3o por d\u00edvida, tribut\u00e1ria ou n\u00e3o, n\u00e3o se torna constitucional caso o seu valor seja elevado. A cl\u00e1usula p\u00e9trea que a veda n\u00e3o admite temperamentos, e \u00e9 correto supor que se destina principalmente a proteger aqueles que, pela magnitude dos d\u00e9bitos, perderam as condi\u00e7\u00f5es de \u2014 lan\u00e7ando m\u00e3o de todos os meios \u2014 prover \u00e0 sua satisfa\u00e7\u00e3o. Se, para blindar o seu patrim\u00f4nio, o devedor incorre em crimes (falsidade ideol\u00f3gica, evas\u00e3o de divisas, etc.), tais condutas aut\u00f4nomas decerto devem ser punidas, mas n\u00e3o bastam para transformar em crime o ato antecedente de declarar e n\u00e3o pagar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">E h\u00e1 mais: se fosse leg\u00edtimo descer a ju\u00edzos de conveni\u00eancia e oportunidade, impor-se-ia concluir que o aresto do STJ \u00e9 contraproducente. Se o contribuinte sem recursos para pagar no prazo o ICMS pr\u00f3prio sofrer\u00e1 persecu\u00e7\u00e3o penal, quer n\u00e3o o declare (como \u00e9 de rigor), quer o declare (como decidiu a 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o), parece claro que adotar\u00e1 a primeira op\u00e7\u00e3o, apostando na demora ou na incapacidade do Fisco de o autuar e, caso autuado, gozando da suspens\u00e3o do d\u00e9bito e do risco criminal durante todo o processo tribut\u00e1rio administrativo, a que far\u00e1 jus (CTN, artigo 151, inciso III, e S\u00famula Vinculante 24). Tudo isso em vez de colaborar com a Administra\u00e7\u00e3o, informando-a sobre a d\u00edvida e permitindo-lhe o pronto ajuizamento da respectiva execu\u00e7\u00e3o. Em s\u00edntese, a decis\u00e3o do STJ tende a gerar o efeito social adverso de reduzir, em vez de aumentar, a efici\u00eancia da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para concluir, \u00e9 oportuno lembrar, nesses tempos de criminaliza\u00e7\u00e3o a granel, que afastar a san\u00e7\u00e3o penal nem de longe significa leni\u00eancia. O contribuinte que declara e n\u00e3o paga o ICMS pr\u00f3prio est\u00e1 sujeito a multa e juros de mora nada amenos; \u00e0 negativa de certid\u00e3o de regularidade fiscal, com as restri\u00e7\u00f5es da\u00ed decorrentes; ao protesto da CDA, caso n\u00e3o executada (Lei 9.492\/97, artigo 1\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico; STF, Pleno, ADI 5.135\/DF, Relator Ministro Roberto Barroso, DJe 07.02.2018); \u00e0 cautelar fiscal, caso a d\u00edvida supere 30% do seu patrim\u00f4nio (Lei 8.397\/92, artigo 2\u00ba, inciso VI); \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o em cadastros de devedores inadimplentes; e \u00e0s demais medidas impostas pela legisla\u00e7\u00e3o de cada Estado. Essa severa rea\u00e7\u00e3o do ordenamento tornaria desnecess\u00e1ria, mesmo que fosse poss\u00edvel, a atua\u00e7\u00e3o corretiva em m\u00e1 hora empreendida pela 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[1] \u201cArt. 2\u00ba. Constitui crime da mesma natureza:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">(&#8230;)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">II \u2013 deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribui\u00e7\u00e3o social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obriga\u00e7\u00e3o e que deveria recolher aos cofres p\u00fablicos.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[2] O outro modelo \u00e9 o do Vendor Privilege Sales Tax, que tributa o comerciante pelo direito de fazer neg\u00f3cios no Estado e vem embutido no pre\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[3] Conseil des Imp\u00f4ts. La Taxe sur la Valeur Ajout\u00e9e, XIX Rapport au Pr\u00e9sident de la R\u00e9publique. 2001, p. 173-174.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">[4] Para toda as informa\u00e7\u00f5es sobre Sales Tax e Use Tax, exceto a constante da nota 3, ver https:\/\/www.salestaxinstitute.com\/sales_tax_faqs\/the_difference_between_sales_tax_and_use_tax<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Conjur \u2013 Por Igor Mauler Santiago<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em recente coluna com Pierpaolo Bottini, expusemos diversas raz\u00f5es pelas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-ny","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1460"}],"collection":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1460"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1460\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1461,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1460\/revisions\/1461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}