{"id":7155,"date":"2020-03-03T10:23:03","date_gmt":"2020-03-03T13:23:03","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=7155"},"modified":"2020-03-03T10:23:03","modified_gmt":"2020-03-03T13:23:03","slug":"stf-reconhece-a-imunidade-das-exportacoes-indiretas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2020\/03\/03\/stf-reconhece-a-imunidade-das-exportacoes-indiretas\/","title":{"rendered":"STF RECONHECE A IMUNIDADE DAS EXPORTA\u00c7\u00d5ES INDIRETAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A an\u00e1lise da quest\u00e3o foi conclu\u00edda na sess\u00e3o plen\u00e1ria do dia 12 de fevereiro, no julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4735 e do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 759244.<!--more--><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em decis\u00e3o un\u00e2nime, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a exporta\u00e7\u00e3o indireta de produtos &#8211; realizada por meio de trading companies (empresas que atuam como intermedi\u00e1rias) &#8211; n\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es sociais. A an\u00e1lise da quest\u00e3o foi conclu\u00edda na sess\u00e3o plen\u00e1ria do dia 12 de fevereiro, no julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4735 e do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 759244.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A Corte produziu a seguinte tese de repercuss\u00e3o geral (Tema 674): \u201cA norma imunizante contida no inciso I do par\u00e1grafo 2\u00ba do artigo 149 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica alcan\u00e7a as receitas decorrentes de opera\u00e7\u00f5es indiretas de exporta\u00e7\u00e3o, caracterizadas por haver participa\u00e7\u00e3o negocial de sociedade exportadora intermedi\u00e1ria\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Essa decis\u00e3o interessa diretamente ao agroneg\u00f3cio, visto que as exporta\u00e7\u00f5es indiretas, por interm\u00e9dio de \u201ctrading companies\u201d, s\u00e3o bastante comuns nesse important\u00edssimo setor da nossa economia. Al\u00e9m disso, os casos analisados pelo plen\u00e1rio do STF tratam do FUNRURAL, o qual incide sobre a comercializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o do empregador rural pessoa f\u00edsica prevista no artigo 25 da Lei 8.212\/91, na reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 10.256\/01.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao FUNRURAL, nunca \u00e9 demais lembrar que a jurisprud\u00eancia do STF, \u00e0 unanimidade, entendia pela sua inconstitucionalidade, n\u00e3o sendo mais devido pelo empregador rural pessoa f\u00edsica (RE 363852, Relator Min. MARCO AUR\u00c9LIO, Tribunal Pleno, julgado em 03\/02\/2010 e RE 596177, Relator Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 01\/08\/2011). Em mar\u00e7o de 2017, o STF alterou esse posicionamento, ao apreciar um caso em repercuss\u00e3o geral, desta vez, tratando, explicitamente da Lei 10.256\/01. O RE 718.874 acabou entendendo que as normas relativas aos incisos I e II do art. 25 da Lei 8.212\/91, haviam sido \u201caproveitadas\u201d pela Lei 10.256\/01, considerando constitucional a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o, desde a entrada em vigor da Lei 10.256\/01.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Essa reviravolta na jurisprud\u00eancia do STF acerca do FUNRURAL acarretou uma s\u00e9ria de exig\u00eancias aos contribuintes da cadeia produtiva do agroneg\u00f3cio, em especial aos adquirentes das mercadorias dos produtores rurais pessoas f\u00edsicas (respons\u00e1veis, nos termos do artigo 30, IV da 8.212\/91, pelo recolhimento dos tributos por estes devidos). Essas exig\u00eancias fiscais n\u00e3o faziam distin\u00e7\u00e3o quando a aquisi\u00e7\u00e3o da mercadoria se dava com fim espec\u00edfico de exporta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Tanto \u00e9 assim, que, logo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o atinente ao RE 718.874, houve a edi\u00e7\u00e3o da Lei 13.606\/2018, que trouxe importantes altera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria aplic\u00e1vel ao agroneg\u00f3cio e instituiu o Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria Rural (PRR), voltado para o parcelamento de d\u00edvidas do FUNRURAL.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Assim, o julgamento do STF reconhecendo a imunidade tamb\u00e9m \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es indiretas trouxe al\u00edvio ao setor do agroneg\u00f3cio, que espera ver diminu\u00eddas as suas conting\u00eancias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A despeito do ac\u00f3rd\u00e3o do STF tratando da imunidade das exporta\u00e7\u00f5es indiretas ainda n\u00e3o ter sido publicado, \u00e9 poss\u00edvel tecer alguns coment\u00e1rios sobre a quest\u00e3o. No que se refere \u00e0 imunidade em comento, a Emenda Constitucional n\u00ba 33\/2001, incluiu o \u00a7 2\u00ba, I, no art. 149 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, com a seguinte reda\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cArt. 149. Compete exclusivamente \u00e0 Uni\u00e3o instituir contribui\u00e7\u00f5es sociais, de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico e de interesse das categorias profissionais ou econ\u00f4micas, como instrumento de sua atua\u00e7\u00e3o nas respectivas \u00e1reas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem preju\u00edzo do previsto no art. 195, \u00a7 6\u00ba, relativamente \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es a que alude o dispositivo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">(&#8230;)<\/span><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">2\u00ba As contribui\u00e7\u00f5es sociais e de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico de que trata o caput deste artigo:<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">I &#8211; n\u00e3o incidir\u00e3o sobre as receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00e3o;\u201d (destacamos).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Da reda\u00e7\u00e3o do dispositivo constitucional verifica-se que as receitas oriundas de vendas ao exterior s\u00e3o imunes \u00e0 incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es, inclusive as previdenci\u00e1rias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O objetivo da norma imunizante relacionada \u00e0s receitas auferidas com as opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00f3bvio: eliminar o \u201ccusto Brasil\u201d, seguindo o princ\u00edpio segundo o qual \u201cn\u00e3o se exportam tributos\u201d. \u00c9 o que se percebe do projeto apresentado pelo Relator da Proposta n. 227-B\/2000, que resultou na EC n. 33\/01:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cO dispositivo que desonera as receitas de exporta\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es sociais e das contribui\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico \u00e9 bastante pertinente, e at\u00e9 mesmo imprescind\u00edvel, pois, dada a acirrada concorr\u00eancia no com\u00e9rcio internacional n\u00e3o se pode admitir qualquer forma de agrega\u00e7\u00e3o de tributos a bens e servi\u00e7os exportados\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Isso significa que a interpreta\u00e7\u00e3o das normas de desonera\u00e7\u00e3o, sejam elas constitucionais (imunidade), legais (isen\u00e7\u00f5es, al\u00edquota zero etc.) ou mesmo de natureza n\u00e3o-tribut\u00e1ria, como os cr\u00e9ditos concedidos ao exportador, devem levar em considera\u00e7\u00e3o a raz\u00e3o econ\u00f4mica de sua ado\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por isso, a imunidade das receitas de exporta\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 as exporta\u00e7\u00f5es diretas, mas inclusive aquelas opera\u00e7\u00f5es intermedi\u00e1rias e que j\u00e1 se sabe, de antem\u00e3o, que destinam as mercadorias ao exterior. Em outras palavras, a imunidade prevista no \u00a7 2\u00ba, I, do art. 149 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, aplica-se tanto nos casos em que as mercadorias s\u00e3o exportadas diretamente pelos produtores rurais pessoas f\u00edsicas, como naqueles em que elas s\u00e3o destinadas a uma empresa comercial, a partir dos quais seguem seu curso com destino \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o fosse assim, a receita de exporta\u00e7\u00e3o seria indiretamente onerada pelas contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, frustrando a finalidade da norma imunizante, que visa justamente evitar que o custo do tributo seja agregado ao produto, de sorte a torn\u00e1-lo competitivo no mercado internacional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Um dos dispositivos declarados inconstitucionais pelo STF, o \u00a7 1\u00ba do art. 245 da IN 03\/2005 (revogado pelo \u00a7 1\u00ba do 170 da IN 971\/2009), estabelecia que a imunidade teria lugar apenas em rela\u00e7\u00e3o ao que se denomina de venda direta, isto \u00e9, sem a intermedia\u00e7\u00e3o de qualquer terceiro:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201c\u00a7 1\u00ba Aplica-se o disposto neste artigo exclusivamente quando a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 comercializada diretamente com adquirente domiciliado no exterior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Entretanto, tal limita\u00e7\u00e3o jamais poderia ser levada a efeito por mera Instru\u00e7\u00e3o Normativa, sendo que, nos termos do art. 146 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, cabe apenas \u00e0 Lei Complementar estabelecer normas gerais em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria, bem como regular os limites ao poder de tributar (incisos II e III).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Tamb\u00e9m a reda\u00e7\u00e3o do \u00a7 2\u00ba do mesmo art. 245 da IN 03\/2005 (revogado pelo \u00a7 2\u00ba do art. 170 da IN 971\/2009) era improcedente1, visto que n\u00e3o se pode equiparar a venda interna a uma venda com fim espec\u00edfico de exporta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O fato de determinado contribuinte repassar a sua produ\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201ctrading company\u201d para fins de comercializa\u00e7\u00e3o no mercado externo, em virtude de quest\u00f5es comerciais relacionadas ao melhor conhecimento do mercado, ao custo, \u00e0 log\u00edstica, em nada desnatura o car\u00e1ter de venda destinada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, bem como a natureza das receitas delas decorrentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nesse diapas\u00e3o, ressai l\u00f3gico e razo\u00e1vel que empresas ligadas ao agroneg\u00f3cio efetivem as vendas destinadas ao exterior atrav\u00e9s de \u201ctrading companies\u201d como forma de viabilizar a venda ao mercado exterior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na verdade, o posicionamento defendido pela PGFN privilegiava os \u201cgrandes players\u201d do mercado e penalizava o pequeno e m\u00e9dio produtor rural e, dessa forma, infringia os princ\u00edpios constitucionais da isonomia e da livre concorr\u00eancia. Pensemos, por exemplo, no caso de um pequeno a m\u00e9dio produtor rural pessoa f\u00edsica. Seria razo\u00e1vel exigir deste que, al\u00e9m de realizar a produ\u00e7\u00e3o de sua comercializa\u00e7\u00e3o, encontrasse diretamente um adquirente no exterior e, ademais, negociasse o transporte mar\u00edtimo para o envio da sua pequena produ\u00e7\u00e3o? Absolutamente n\u00e3o!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O que nos parece muito claro e razo\u00e1vel \u00e9 a total coer\u00eancia da an\u00e1lise do texto constitucional efetuada pelo STF nesse julgamento com a realidade do mercado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Especificamente no que respeita \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o mediante interposi\u00e7\u00e3o de terceira pessoa, vale referir que a legisla\u00e7\u00e3o nacional, tradicionalmente, tem assegurado ao produtor os mesmos benef\u00edcios \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, ainda que a mercadoria n\u00e3o seja vendida diretamente ao exterior, mas mediante a interposi\u00e7\u00e3o de empresa comercial-exportadora, que adquire no mercado interno com o prop\u00f3sito \u00fanico de exportar, dispondo de know how e pessoal afeitos ao com\u00e9rcio exterior, permitindo que o fabricante concentre sua log\u00edstica na sua atividade econ\u00f4mica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nesse sentido, j\u00e1 na d\u00e9cada de 70 assegurou-se ao produtor-vendedor o benef\u00edcio do \u201cCr\u00e9dito-Pr\u00eamio\u201d institu\u00eddo pelo DL n\u00ba 491\/69, ainda que a exporta\u00e7\u00e3o fosse intermediada por trading company (art. 3\u00ba, do DL n\u00ba 1.248\/72).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Relativamente \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es sociais do PIS e da COFINS, o cr\u00e9dito-presumido de que trata a Lei n\u00ba 9.363\/96 tamb\u00e9m \u00e9 assegurado ao produtor que efetuar venda por interm\u00e9dio de trading company (art. 1\u00ba, \u00a7 \u00fanico). O PIS e a COFINS incidentes sobre a receita n\u00e3o atingem as vendas ao exterior, estendendo-se tal favor tamb\u00e9m \u00e0s opera\u00e7\u00f5es intermediadas por trading companies (art. 21, III, da IN n\u00ba 1.911\/19), o mesmo sucedendo em rela\u00e7\u00e3o ao ICMS (art. 7\u00ba, V, \u00a71\u00ba, 1, do RICMS\/SP).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O ordenamento jur\u00eddico, portanto, n\u00e3o privilegia o simples embarque da mercadoria ao exterior, mas sim a atividade de produzir um bem ou produto com destino ao mercado externo, atividade que, efetivamente, angaria divisas para o pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em suma, andou bem o STF ao estender a imunidade tribut\u00e1ria das Contribui\u00e7\u00f5es Sociais tamb\u00e9m sobre as receitas das exporta\u00e7\u00f5es indiretas, por interm\u00e9dio de \u201ctrading companies\u201d, em face da aus\u00eancia de restri\u00e7\u00e3o legal do art. 149, \u00a7 2\u00ba, I, da CF\/88 \u00e0 essa modalidade de exporta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Esperamos que o CARF adote o mais rapidamente esse posicionamento em seus julgamentos, de modo a cancelar os autos de infra\u00e7\u00e3o lavrados ao arrepio da legisla\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">_________________________________________________<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">1 \u00a7 2\u00ba A receita decorrente de comercializa\u00e7\u00e3o com empresa constitu\u00edda e em funcionamento no Pa\u00eds \u00e9 considerada receita proveniente do com\u00e9rcio interno e n\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o, independentemente da destina\u00e7\u00e3o que esta dar\u00e1 ao produto\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Conjur &#8211; Por Luiz Carlos Fr\u00f3es Del Fiorentino<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A an\u00e1lise da quest\u00e3o foi conclu\u00edda na sess\u00e3o plen\u00e1ria do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-1Rp","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7155"}],"collection":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7155"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7155\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7156,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7155\/revisions\/7156"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}