{"id":5926,"date":"2019-12-10T14:38:45","date_gmt":"2019-12-10T17:38:45","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=5926"},"modified":"2019-12-10T14:38:45","modified_gmt":"2019-12-10T17:38:45","slug":"administracao-publica-nao-pode-invalidar-ato-baseado-em-solucao-de-consulta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/12\/10\/administracao-publica-nao-pode-invalidar-ato-baseado-em-solucao-de-consulta\/","title":{"rendered":"ADMINISTRA\u00c7\u00c3O P\u00daBLICA N\u00c3O PODE INVALIDAR ATO BASEADO EM SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Se o contribuinte adotou procedimentos seguindo uma solu\u00e7\u00e3o de consulta emitida pela Receita, mesmo que a Receita tenha errado no momento de responder, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o pode invalidar o ato do contribuinte. O entendimento foi fixado, por unanimidade, pela C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Prevaleceu o voto da relatora, conselheira Edeli Pereira Bessa. &#8220;A resposta \u00e0 consulta, certa ou errada, vincula a Administra\u00e7\u00e3o at\u00e9 que ocorra uma altera\u00e7\u00e3o estabelecendo novo crit\u00e9rio jur\u00eddico a ser adotado pela autoridade administrativa, o qual ser\u00e1 aplic\u00e1vel apenas aos fatos geradores posteriores \u00e0 sua ado\u00e7\u00e3o, nos termos do artigo 146 do CTN&#8221;, disse.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo a conselheira, na hip\u00f3tese de altera\u00e7\u00e3o de entendimento expresso em decis\u00e3o proferida em processo de consulta j\u00e1 solucionado, &#8220;a nova orienta\u00e7\u00e3o atingir\u00e1 apenas os fatos geradores que ocorrerem ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o na imprensa oficial ou ap\u00f3s a ci\u00eancia do consulente, conforme disp\u00f5e do artigo 48, \u00a7 12, da Lei 9.430\/1996&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A relatora lembrou de um caso analisado pela 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em que confirmou-se o entendimento expresso no paradigma, no sentido que a interpreta\u00e7\u00e3o firmada em consulta fiscal gera direitos aos consulentes e, se equivocada, somente deixar\u00e1 de ser aplicada em fatos geradores posteriores \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da nova orienta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;A disciplina legal espec\u00edfica estabelecida para a consulta fiscal pela Lei 9.430, de 1996, n\u00e3o permite que a resposta editada pela Administra\u00e7\u00e3o neste \u00e2mbito seja classificada como \u201catos normativos expedidos pelas autoridades administrativas\u201d, cuja invalidade n\u00e3o afeta a exig\u00eancia do tributo devido, mas apenas impede a aplica\u00e7\u00e3o de penalidades e a cobran\u00e7a de acr\u00e9scimos morat\u00f3rios do sujeito passivo que as observar.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com a conselheira relatora, ao deslocar a efic\u00e1cia da altera\u00e7\u00e3o do entendimento firmado em resposta \u00e0 consulta do sujeito passivo para as incid\u00eancias verificadas ap\u00f3s a publicidade da nova orienta\u00e7\u00e3o, &#8220;somente \u00e9 poss\u00edvel concluir que o legislador manteve a validade pret\u00e9rita da orienta\u00e7\u00e3o anterior, e disto decorre, inexoravelmente, a impossibilidade de cobran\u00e7a dos tributos n\u00e3o recolhidos em raz\u00e3o da resposta dada especificamente ao sujeito passivo em consulta fiscal por ele formulada&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Caso<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O lit\u00edgio decorreu de lan\u00e7amentos de Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) apurada nos anos-calend\u00e1rio 1997 a 1999 a partir da constata\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o indevida de receitas de exporta\u00e7\u00e3o, acerca das quais a contribuinte alega ter obtido, em resposta em consulta fiscal, a informa\u00e7\u00e3o de que os rendimentos auferidos no exterior n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo da CSLL, por for\u00e7a do artigo 15 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF 38\/96.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A autoridade julgadora de primeira inst\u00e2ncia manteve integralmente a exig\u00eancia. O colegiado anterior, por sua vez, por maioria de votos, afastou a multa de of\u00edcio e os juros de mora aplicados, por for\u00e7a do artigo 100, par\u00e1grafo \u00fanico do CTN, sob a premissa de que o objeto da consulta estava \u201cvoltado para os impostos incidentes nas vendas de servi\u00e7os realizadas no exterior\u201d, ou seja, a venda de servi\u00e7os para empresas situadas no exterior (Chile e Argentina), sendo que a resposta \u00e0 consulta consignou que os rendimentos auferidos no exterior n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo da CSLL institu\u00edda pela Lei 7.689\/88.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">PAF 16327.001334\/2002-28<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">AC 9101-004.487<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Conjur \u2013 Por Gabriela Coelho<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se o contribuinte adotou procedimentos seguindo uma solu\u00e7\u00e3o de consulta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-1xA","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5926"}],"collection":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5926"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5926\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5927,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5926\/revisions\/5927"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}