{"id":5573,"date":"2019-11-22T09:59:39","date_gmt":"2019-11-22T12:59:39","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=5573"},"modified":"2019-11-22T09:59:39","modified_gmt":"2019-11-22T12:59:39","slug":"stj-avalia-tributacao-de-remessas-ao-exterior","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2019\/11\/22\/stj-avalia-tributacao-de-remessas-ao-exterior\/","title":{"rendered":"STJ AVALIA TRIBUTA\u00c7\u00c3O DE REMESSAS AO EXTERIOR"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u00c9 a primeira que a Corte analisa o tema, que gera diverg\u00eancias nos Tribunais Regionais Federais.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) come\u00e7ou o julgamento em que decidir\u00e1 se as operadoras de telefonia podem se beneficiar de isen\u00e7\u00f5es fiscais que estariam previstas em tratados internacionais. Esse caso est\u00e1 em an\u00e1lise na 1\u00aa Turma e envolve a incid\u00eancia de Cide e Imposto de Renda Retido da Fonte (IRRF) sobre as remessas que s\u00e3o enviadas pelas empresas brasileiras a companhias no exterior em raz\u00e3o dos servi\u00e7os relacionados \u00e0 Discagem Direta Internacional (DDI).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por enquanto, h\u00e1 apenas o voto do relator, o ministro Gurgel de Faria, favor\u00e1vel \u00e0 cobran\u00e7a dos tributos. Logo ap\u00f3s o seu voto, a ministra Regina Helena Costa pediu vista e n\u00e3o h\u00e1 nova data para que a discuss\u00e3o seja retomada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O julgamento \u00e9 importante para o setor porque a decis\u00e3o, quando proferida, ser\u00e1 a primeira da Corte sobre o tema. H\u00e1 diverg\u00eancia sobre o assunto nos Tribunais Regionais Federais (TRFs). O da 1\u00aa Regi\u00e3o, em Bras\u00edlia, por exemplo, tem decis\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0s empresas, enquanto que o da 2\u00aa, no Rio de Janeiro, e da 3\u00aa, em S\u00e3o Paulo, t\u00eam posicionamento favor\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os ministros da 1\u00aa Turma analisam recurso da Telef\u00f4nica contra decis\u00e3o do TRF da 1\u00aa Regi\u00e3o (REsp 1772678). Os desembargadores entenderam que a isen\u00e7\u00e3o prevista no tratado aplica-se apenas aos impostos que incidem sobre os servi\u00e7os e n\u00e3o aos tributos que s\u00e3o aplicados \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o de tais servi\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A discuss\u00e3o se d\u00e1 em torno do regulamento internacional de telecomunica\u00e7\u00f5es, estabelecido pelo Tratado de Melbourne &#8211; que \u00e9 parte do Tratado de Genebra, do qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio. Dentre as previs\u00f5es do texto, h\u00e1 cl\u00e1usula que estabelece a exonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria na contrapresta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os internacionais do setor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O caso em an\u00e1lise envolve o pagamento \u00e0s operadoras situadas no exterior em raz\u00e3o dos servi\u00e7os por elas prestados para que os clientes de empresas brasileiras consigam realizar as chamadas internacionais. A opera\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecida como \u201ctr\u00e1fego sainte\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Representante da Telef\u00f4nica no caso, o advogado Andr\u00e9 Torres dos Santos afirmou aos ministros, em defesa oral, que a justificativa da segunda inst\u00e2ncia \u201cesvazia a for\u00e7a normativa do tratado internacional\u201d. \u201cO objetivo do tratado \u00e9 exonerar a tributa\u00e7\u00e3o operacional tanto de entrada quanto de sa\u00edda de todos os tributos e n\u00e3o apenas de determinadas esp\u00e9cies\u201d, disse ele, acrescentando que outros pa\u00edses signat\u00e1rios assim o fazem e que a norma foi incorporada \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o brasileira por decretos legislativo e presidencial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">J\u00e1 a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) defendeu que tal regulamento n\u00e3o faz parte do ordenamento jur\u00eddico nacional. Um dos argumentos \u00e9 o de que quando o Congresso analisou e ratificou os tratados internacionais, o texto referente \u00e0s telecomunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o tinha ainda validade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cO Tratado de Nair\u00f3bi diz que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel incorporar anexos em vigor e na d\u00e9cada de 90, quando isso aconteceu, o regulamento de Melbourne ainda n\u00e3o estava em vigor\u201d, disse o procurador Ricson Moreira Coelho da Silva, na defesa oral, enfatizando que tal texto \u201cn\u00e3o foi objeto de an\u00e1lise no Congresso\u201d e que \u201csequer houve publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A Fazenda acrescentou ainda que n\u00e3o cabe \u00e0 Uni\u00e3o dispor sobre o tema porque a compet\u00eancia para tributar os servi\u00e7os prestados pelo setor \u00e9 dos Estados, como entende ser o caso &#8211; aos moldes do que decidiu o TRF-1.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Relator do recurso, o ministro Gurgel de Faria, deu raz\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o. N\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 validade do regulamento no Brasil. O ministro entende que a incorpora\u00e7\u00e3o da norma ao ordenamento jur\u00eddico nacional se deu como determina a Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O voto de Gurgel de Faria pela incid\u00eancia do IRRF e da Cide sobre os pagamentos enviados ao exterior se ateve \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula que consta no regulamento internacional de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para o magistrado, a isen\u00e7\u00e3o de que trata o texto \u00e9 espec\u00edfica \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o que incide sobre os servi\u00e7os que s\u00e3o prestados pelas companhias e esse n\u00e3o \u00e9 o caso do IRRF, cobrado sobre a renda, nem da Cide, que nesse caso envolve dom\u00ednio econ\u00f4mico. \u201cN\u00e3o h\u00e1 aqui a quest\u00e3o do fato gerador espec\u00edfico do servi\u00e7o internacional de telecomunica\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou ao votar a mat\u00e9ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A ministra Regina Helena Costa pediu vista logo ap\u00f3s o voto do relator com a justificativa de que essa \u00e9 a primeira vez que a Corte analisa o tema e como verificou que h\u00e1 diverg\u00eancia entre os tribunais regionais gostaria de examinar melhor a mat\u00e9ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico &#8211; Por Joice Bacelo \u2014 De Bras\u00edlia<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 a primeira que a Corte analisa o tema, que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-1rT","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5573"}],"collection":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5573"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5573\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5574,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5573\/revisions\/5574"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}