{"id":20656,"date":"2021-12-09T10:11:07","date_gmt":"2021-12-09T13:11:07","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=20656"},"modified":"2021-12-09T10:11:07","modified_gmt":"2021-12-09T13:11:07","slug":"carf-medicamento-manipulado-nao-esta-sujeito-a-aliquota-zero-de-pis-e-cofins","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2021\/12\/09\/carf-medicamento-manipulado-nao-esta-sujeito-a-aliquota-zero-de-pis-e-cofins\/","title":{"rendered":"CARF: MEDICAMENTO MANIPULADO N\u00c3O EST\u00c1 SUJEITO \u00c0 AL\u00cdQUOTA ZERO DE PIS E COFINS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior entendeu que manipula\u00e7\u00e3o de medicamentos pode ser considerada processo industrial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por cinco votos a tr\u00eas, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) entendeu que a atividade de manipula\u00e7\u00e3o de medicamentos pode ser considerada processo industrial, e, portanto, n\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 al\u00edquota zero de PIS e Cofins.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O recurso do contribuinte retornou \u00e0 pauta ap\u00f3s pedido de vista da conselheira Tatiana Midori. Tudo come\u00e7ou quando o contribuinte, por meio de um pedido de compensa\u00e7\u00e3o, declarou que estava tributando indevidamente medicamentos manipulados. Isso porque teria direito \u00e0 al\u00edquota zero de PIS e Cofins, de acordo com a Lei n\u00ba 10.147\/2000, que estabelece o benef\u00edcio fiscal para empresas n\u00e3o enquadradas na condi\u00e7\u00e3o de industrial ou de importador.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A fiscaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o homologou a declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o do contribuinte. Para ela, o direito credit\u00f3rio solicitado n\u00e3o existiria por n\u00e3o se tratar de produto manipulado, mas industrializado, tal como diz o artigo 4\u00ba do Regulamento do IPI (Decreto n\u00ba 7.212\/2010). O dispositivo caracteriza industrializa\u00e7\u00e3o como \u201cqualquer opera\u00e7\u00e3o que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresenta\u00e7\u00e3o ou a finalidade do produto, ou o aperfei\u00e7oe para consumo\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A empresa, contudo, afirmou nos autos que realiza atividades de comercializa\u00e7\u00e3o varejista de medicamentos n\u00e3o importados e manipula\u00e7\u00e3o desses produtos para a venda direta a consumidores finais. Segundo o contribuinte, suas atividades se enquadram no artigo 5\u00ba do Regulamento do IPI, que trata do \u201cpreparo de produto, por encomenda direta do consumidor ou usu\u00e1rio, na resid\u00eancia do preparador ou em oficina, desde que, em qualquer caso, seja preponderante o trabalho profissional\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Al\u00e9m disso, a empresa alegou que, embora comercialize medicamentos para cl\u00ednicas especializadas e hospitais, as formula\u00e7\u00f5es s\u00f3 podem ser produzidas sob prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e para uso individualizado, n\u00e3o podendo ser distribu\u00eddas a terceiros.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para o relator, conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, o caso est\u00e1 dentro do conceito de industrializa\u00e7\u00e3o, uma vez que h\u00e1 venda de medicamentos para hospitais e cl\u00ednicas, que, por sua vez aplicam aos consumidores finais. Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 venda direta ao \u00faltimo usu\u00e1rio, n\u00e3o podendo estar sujeita \u00e0 al\u00edquota zero.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A conselheira Tatiana Midori abriu diverg\u00eancia. \u201cNos termos do entendimento do STF [Tema n\u00ba 379], para fins de se considerar um servi\u00e7o n\u00e3o industrializa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o importa para quem \u00e9 efetivamente destinado, mas se o produto foi feito por encomenda ou \u00e9 feito em grandes quantidades vendido para qualquer p\u00fablico. Nessa linha, como o produto foi feito a pedido do hospital e cl\u00ednica, ou seja, por encomenda, para uso em determinados pacientes, entendo que o recurso deve ser provido\u201d. Outras duas conselheiras acompanharam o entendimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O voto de Midori foi baseado no Tema n\u00ba 379, de repercuss\u00e3o geral, que fixou a seguinte tese: \u201cincide ISS sobre as opera\u00e7\u00f5es de venda de medicamentos preparados por farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o sob encomenda. Incide ICMS sobre as opera\u00e7\u00f5es de venda de medicamentos por elas ofertados aos consumidores em prateleira\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O processo \u00e9 o de n\u00famero 12448.921009\/2012-28.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: JOTA \u2013 Por Mariana Ribas<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior entendeu que manipula\u00e7\u00e3o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-5na","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20656"}],"collection":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20656"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20656\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20658,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20656\/revisions\/20658"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}