{"id":20250,"date":"2021-11-22T09:56:28","date_gmt":"2021-11-22T12:56:28","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=20250"},"modified":"2021-11-22T09:56:28","modified_gmt":"2021-11-22T12:56:28","slug":"juros-remuneratorios-sobre-emprestimo-compulsorio-de-energia-incidem-so-ate-assembleia-geral-da-eletrobras","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2021\/11\/22\/juros-remuneratorios-sobre-emprestimo-compulsorio-de-energia-incidem-so-ate-assembleia-geral-da-eletrobras\/","title":{"rendered":"JUROS REMUNERAT\u00d3RIOS SOBRE EMPR\u00c9STIMO COMPULS\u00d3RIO DE ENERGIA INCIDEM S\u00d3 AT\u00c9 ASSEMBLEIA GERAL DA ELETROBR\u00c1S"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por maioria, a Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) estabeleceu que os valores devidos pela Eletrobr\u00e1s em raz\u00e3o dos expurgos na corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio sobre consumo de energia el\u00e9trica podem ser remunerados com juros de 6% ao ano at\u00e9 a data da respectiva assembleia geral extraordin\u00e1ria que autorizou a convers\u00e3o do cr\u00e9dito em a\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os ministros acolheram embargos de declara\u00e7\u00e3o da Eletrobr\u00e1s para reformar ac\u00f3rd\u00e3o da se\u00e7\u00e3o que, em 2019, havia determinado a incid\u00eancia dos juros de 6% at\u00e9 a data do efetivo pagamento. Na ocasi\u00e3o, por cinco votos a quatro, o colegiado, considerando a tese fixada no Tema 64 dos recursos repetitivos, estabeleceu que o saldo remanescente deveria ser remunerado nos moldes do Decreto-Lei 1.512\/1976, ou seja, com a aplica\u00e7\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios de 6% at\u00e9 a data do efetivo pagamento aos consumidores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Contudo, o autor do voto que prevaleceu nesse novo julgamento, ministro S\u00e9rgio Kukina, entendeu que a tese do repetitivo n\u00e3o imp\u00f5e a conclus\u00e3o de que os juros remunerat\u00f3rios previstos no artigo 2\u00ba, caput e par\u00e1grafo 2\u00ba, do Decreto-Lei 1.512\/1976 devam acompanhar a restitui\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio, relativamente aos valores convertidos em a\u00e7\u00f5es (hip\u00f3tese dos autos), para al\u00e9m da data da respectiva assembleia geral extraordin\u00e1ria \u2013 no caso em julgamento, realizada em 30 de junho de 2005.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A partir dessa data, explicou, o montante deve ser acompanhado, apenas e t\u00e3o somente, dos consect\u00e1rios pr\u00f3prios dos d\u00e9bitos reconhecidos judicialmente: corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros de mora, sendo os morat\u00f3rios a partir da cita\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria do per\u00edodo do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo Kukina, a Eletrobr\u00e1s efetuou a devolu\u00e7\u00e3o dos valores do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio aos contribuintes mediante convers\u00e3o dos cr\u00e9ditos em participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria. Contudo, a empresa estatal aplicou a legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio de energia el\u00e9trica e n\u00e3o considerou a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria integral, apurando um montante inferior ao realmente devido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No caso sob an\u00e1lise, uma das empresas credoras obteve em ju\u00edzo o reconhecimento do direito \u00e0 corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria plena no per\u00edodo do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio. Na execu\u00e7\u00e3o, a empresa pediu que a Eletrobr\u00e1s fosse intimada a pagar o montante de R$ 131.598,90 \u2013 inclu\u00eddos nessa conta juros remunerat\u00f3rios para al\u00e9m da data da assembleia em que o seu cr\u00e9dito foi convertido em a\u00e7\u00f5es da estatal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em 2019, a credora op\u00f4s embargos de diverg\u00eancia contra ac\u00f3rd\u00e3o da Segunda Turma do STJ que decidiu que os juros deveriam ser calculados da mesma forma que os aplicados aos d\u00e9bitos judiciais. A Primeira Se\u00e7\u00e3o deu provimento aos embargos e determinou a incid\u00eancia dos juros at\u00e9 o efetivo pagamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Juros remunerat\u00f3rios n\u00e3o s\u00e3o postergados at\u00e9 o pagamento<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para S\u00e9rgio Kukina, diferentemente da premissa em que se baseou o ac\u00f3rd\u00e3o de 2019, a credora n\u00e3o reclamou valores que n\u00e3o puderam ser convertidos em n\u00famero inteiro de a\u00e7\u00f5es \u2013 hip\u00f3tese tratada no artigo 4\u00ba do Decreto-Lei 1.512\/1976 \u2013, mas apenas reivindicou diferen\u00e7as de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria sobre o valor principal, que deixaram de ser estimadas pela Eletrobr\u00e1s na assembleia que autorizou a convers\u00e3o em a\u00e7\u00f5es. Segundo o ministro, a pr\u00f3pria credora deixou isso claro nos embargos de diverg\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por isso, o magistrado afirmou que n\u00e3o seria poss\u00edvel adotar o mesmo entendimento do AgInt no AREsp 869.823, no qual a Segunda Turma aplicou a tese do repetitivo quanto \u00e0 incid\u00eancia dos juros remunerat\u00f3rios at\u00e9 o pagamento, pois, nesse caso, o que se discutia era o saldo n\u00e3o convertido em n\u00famero inteiro de a\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Da mesma forma, o ministro ponderou que n\u00e3o se pode extrair do entendimento da Segunda Turma no REsp 1.049.509 \u2013 invocado pela Primeira Se\u00e7\u00e3o na decis\u00e3o de 2019 \u2013 a conclus\u00e3o de que os juros remunerat\u00f3rios possam se estender no tempo, at\u00e9 a efetiva quita\u00e7\u00e3o pela devedora.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Tamb\u00e9m contra a conclus\u00e3o do colegiado em 2019, Kukina mencionou o EREsp 826.809, no qual se definiu que o c\u00f4mputo de juros remunerat\u00f3rios, em situa\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0 do caso em julgamento, deve ir s\u00f3 at\u00e9 a data da respectiva assembleia geral extraordin\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">EAREsp 790288.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: STJ<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por maioria, a Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-5gC","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20250"}],"collection":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20250"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20250\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20252,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20250\/revisions\/20252"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}