{"id":20130,"date":"2021-11-17T10:19:27","date_gmt":"2021-11-17T13:19:27","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=20130"},"modified":"2021-11-17T10:19:27","modified_gmt":"2021-11-17T13:19:27","slug":"gilmar-mendes-vota-pela-constitucionalidade-da-cobranca-de-25-de-icms-sobre-energia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2021\/11\/17\/gilmar-mendes-vota-pela-constitucionalidade-da-cobranca-de-25-de-icms-sobre-energia\/","title":{"rendered":"GILMAR MENDES VOTA PELA CONSTITUCIONALIDADE DA COBRAN\u00c7A DE 25% DE ICMS SOBRE ENERGIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para ministro, energia el\u00e9trica \u00e9 item de primeira necessidade, eestado precisa evitar cortes no seu fornecimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) votou, na \u00faltima sexta-feira (12\/11), pela constitucionalidade da cobran\u00e7a de 25% de Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) sobre energia el\u00e9trica no estado de Santa Catarina. O voto define a cobran\u00e7a acima da al\u00edquota geral do estado, que \u00e9 de 17%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No recurso (RE 714139), o contribuinte questionava se a diferen\u00e7a na cobran\u00e7a do ICMS poderia ferir o princ\u00edpio da seletividade, segundo o qual um ente federado pode diferenciar a al\u00edquota para um produto conforme a sua essencialidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O julgamento estava suspenso desde junho e foi retomado com o voto-vista de Gilmar Mendes, que acompanhou a diverg\u00eancia aberta pelo ministro Alexandre de Moraes. Antes de o julgamento ser suspenso, o relator, ministro Marco Aur\u00e9lio Mello, votou pela inconstitucionalidade da norma e at\u00e9 agora foi acompanhado por C\u00e1rmen L\u00facia e Dias Toffoli. Assim, o placar est\u00e1 a tr\u00eas a dois pela inconstitucionalidade da lei catarinense.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em seu voto, o ministro ressaltou que \u201ca essencialidade, enquanto crit\u00e9rio concretizador da isonomia material na tributa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode afastar as pr\u00f3prias premissas normativas de sua exist\u00eancia, especialmente o princ\u00edpio da capacidade contributiva.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Gilmar Mendes explicou que o estado j\u00e1 aplica al\u00edquotas diferenciadas de ICMS sobre energia el\u00e9trica, que variam de 12% a 25%, em fun\u00e7\u00e3o da capacidade contributiva do consumidor. A al\u00edquota de 12% incide sobre a energia el\u00e9trica destinada ao consumo domiciliar (at\u00e9 150kW) e sobre a destinada ao produtor rural e cooperativas rurais redistribuidoras (observado o limite de 500kW). Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais situa\u00e7\u00f5es de consumo de energia el\u00e9trica, aplica-se al\u00edquota de 25%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cAssim, n\u00e3o cabe aplicar o princ\u00edpio da seletividade ao ICMS, com base no crit\u00e9rio da essencialidade, mediante a exclus\u00e3o do princ\u00edpio da capacidade contributiva e de outros valores constitucionais igualmente relevantes.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O ministro destacou que, justamente pelo fato de a energia el\u00e9trica se tratar de um item de primeira necessidade, o estado precisa criar mecanismos para evitar cortes no seu fornecimento. \u201c\u00c9 o que ocorreu no caso do ICMS relativo aos servi\u00e7os citados pelo demandante, uma vez que o intuito do legislador catarinense foi desestimular o consumo justamente nos setores onde este \u00e9 mais elevado, bem como evitar o desperd\u00edcio e, consequentemente, as interrup\u00e7\u00f5es na distribui\u00e7\u00e3o\u201d, concluiu.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por\u00e9m, sobre os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, Mendes entendeu ser inconstitucional a cobran\u00e7a de 25% de ICMS e manteve a al\u00edquota de 17% prevista pelo estado para as mercadorias e servi\u00e7os em geral. O ministro explicou que o estado, ao prever al\u00edquota de 25%, n\u00e3o diferenciou as porcentagens a partir do crit\u00e9rio da essencialidade e n\u00e3o fundamentou sua escolha em normas constitucionais. \u201cLimitou-se a desconsiderar o mandamento constitucional e os valores fundantes do sistema tribut\u00e1rio nacional\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de votos, em plen\u00e1rio virtual, vai at\u00e9 a pr\u00f3xima segunda-feira (22\/11). Faltam votar os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Rosa Weber, Lu\u00eds Roberto Barroso, Edson Fachin e Nunes Marques.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Jota &#8211; Por Cristiane Bonfanti <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para ministro, energia el\u00e9trica \u00e9 item de primeira necessidade, eestado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-5eG","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20130"}],"collection":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20130"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20130\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20132,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20130\/revisions\/20132"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}