{"id":19497,"date":"2021-10-14T10:02:05","date_gmt":"2021-10-14T13:02:05","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=19497"},"modified":"2021-10-14T10:02:05","modified_gmt":"2021-10-14T13:02:05","slug":"icms-como-exclusao-da-base-de-pis-cofins-para-apuracao-dos-creditos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2021\/10\/14\/icms-como-exclusao-da-base-de-pis-cofins-para-apuracao-dos-creditos\/","title":{"rendered":"ICMS COMO EXCLUS\u00c3O DA BASE DE PIS\/COFINS PARA APURA\u00c7\u00c3O DOS CR\u00c9DITOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A discuss\u00e3o agora gira em torno se o ICMS deveria ser exclu\u00eddo da base de PIS\/COFINS tamb\u00e9m nas aquisi\u00e7\u00f5es de mercadorias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A emblem\u00e1tica discuss\u00e3o est\u00e1 em torno do Recurso Extraordin\u00e1rio 574.706 (Tema 69 de Repercuss\u00e3o Geral), em que o STF concluiu que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo para incid\u00eancia do PIS\/COFINS.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Inclusive, essa foi a conclus\u00e3o da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta 10 Cosit da Receita Federal sobre o regime de apura\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumulativa das contribui\u00e7\u00f5es do PIS\/COFINS, em que na apura\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/COFINS a compensar e incidente sobre a venda, o valor do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os (ICMS) destacado na nota fiscal deve ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo, visto que n\u00e3o comp\u00f5e o pre\u00e7o da mercadoria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Eu diria que os holofotes, ir\u00e3o se voltar agora sobre uma quest\u00e3o importante, que \u00e9, como se dar\u00e1 a apura\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos do PIS\/COFINS no regime n\u00e3o cumulativo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com a coordena\u00e7\u00e3o-geral de tributa\u00e7\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo de base contra base, o valor sobre o qual a pessoa jur\u00eddica compradora aplicar\u00e1 a al\u00edquota de 7,6% para apura\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito da COFINS, atendendo a regra da n\u00e3o cumulatividade, ser\u00e1 o mesmo valor que serviu de base de c\u00e1lculo para apura\u00e7\u00e3o da COFINS pelo vendedor \u2014 ou seja, o valor da nota fiscal deduzido do valor do ICMS destacado, visto que esse imposto, conforme a decis\u00e3o do STF, n\u00e3o integra o pre\u00e7o do produto e, consequentemente, n\u00e3o integra o faturamento do vendedor nem o valor de aquisi\u00e7\u00e3o do comprador.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A solu\u00e7\u00e3o de consulta ressaltou que, se for admitida a manuten\u00e7\u00e3o do ICMS no valor de aquisi\u00e7\u00e3o de bens que d\u00e3o direito a cr\u00e9dito, haver\u00e1 um &#8220;completo desvirtuamento da n\u00e3o cumulatividade do PIS\/COFINS, esvaziando a arrecada\u00e7\u00e3o. Em situa\u00e7\u00e3o limite, considerando as margens de agrega\u00e7\u00e3o na cadeia de produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de determinado produto, \u00e9 poss\u00edvel chegar-se a saldo l\u00edquido negativo das contribui\u00e7\u00f5es ao final da cadeia. Ou seja, a atividade econ\u00f4mica ser\u00e1 subsidiada pela Uni\u00e3o com valores retirados da Seguridade Social&#8221;, disse o parecer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Logo, a tese de que, na apura\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da COFINS a pagar, o ICMS integra o valor de aquisi\u00e7\u00e3o de bens que geram direito a cr\u00e9ditos est\u00e1 em total desacordo com o Princ\u00edpio da Razoabilidade, visto que amea\u00e7a duas das principais fontes para o financiamento da seguridade social, tirando a coer\u00eancia do arcabou\u00e7o constitucional criado para esse fim&#8221;, concluiu.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Contudo, para o advogado Alessandro Mendes Cardoso, ap\u00f3s o julgamento do RE 574.706 era grande a expectativa das empresas sobre como a Receita iria tratar o c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos de PIS\/COFINS. O Parecer Cosit 10 confirma o temor de que o \u00f3rg\u00e3o iria entender pela exclus\u00e3o do ICMS tamb\u00e9m do c\u00e1lculo do cr\u00e9dito n\u00e3o-cumulativo. &#8220;Esse posicionamento traz grande inseguran\u00e7a jur\u00eddica e inicia nova controv\u00e9rsia entre Fisco e contribuintes, sobre esse tema que se esperava finalizado. Entendemos equivocado o posicionamento, j\u00e1 que a legisla\u00e7\u00e3o determina o sistema de c\u00e1lculo de base sobre base para o PIS\/COFINS, de forma que o ICMS comp\u00f5e o custo de aquisi\u00e7\u00e3o, devendo ser considerado para o c\u00e1lculo do cr\u00e9dito cumulativo&#8221;, opina. &#8220;A sua exclus\u00e3o desse c\u00e1lculo somente pode ser dar por altera\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o e n\u00e3o por mero exerc\u00edcio interpretativo da RFB. N\u00e3o se trata de quest\u00e3o de razoabilidade, conforme defende o parecer, e sim de legalidade.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ainda sobre esse assunto, no dia 29\/09 no di\u00e1rio oficial da uni\u00e3o (DOU) foi publicado o Parecer da PGFN SEI n\u00b0 14.483\/2021 ME, na qual a manifesta\u00e7\u00e3o da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional via Parecer veio depois que o STF decidiu que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS. Em outras palavras, o pr\u00f3prio parecer considera a decis\u00e3o do STF (Tema 69) que para calcular o PIS e a COFINS, a empresa vai excluir o ICMS destacado nos documentos fiscais de vendas e servi\u00e7os, mas esta exclus\u00e3o n\u00e3o vai afetar o cr\u00e9dito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Destarte, de acordo com a PGFN n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, com base apenas no conte\u00fado do ac\u00f3rd\u00e3o, proceder ao rec\u00e1lculo como criar blog dos cr\u00e9ditos apurados nas opera\u00e7\u00f5es de entrada, porque a quest\u00e3o n\u00e3o foi, nem poderia ter sido discutida nos autos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Veja que essa discuss\u00e3o toda entre o ativismo fazend\u00e1rio, isto \u00e9, entre o Fisco e Contribuintes se d\u00e1, porque a Receita defendeu que a mesma base sobre a qual se apura o d\u00e9bito do PIS\/COFINS, deve ser utilizada para a apura\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, na sistem\u00e1tica n\u00e3o-cumulativa e n\u00e3o poderia haver diferencia\u00e7\u00e3o entre essas bases.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">E por fim, meu entendimento dessa discuss\u00e3o toda, \u00e9 que o valor da aquisi\u00e7\u00e3o dos bens e servi\u00e7os \u00e9 acrescido do ICMS, que por isso deve compor a base do cr\u00e9dito. Para que o ICMS seja exclu\u00eddo do c\u00e1lculo do cr\u00e9dito do PIS\/COFINS, as Leis 10.637\/02 e 10.833\/03 devem ser alteradas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Cont\u00e1beis &#8211; Moises Rodrigues Coimbra<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A discuss\u00e3o agora gira em torno se o ICMS deveria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-54t","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19497"}],"collection":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19497"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19497\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19499,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19497\/revisions\/19499"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}