{"id":17175,"date":"2021-06-18T10:15:44","date_gmt":"2021-06-18T13:15:44","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=17175"},"modified":"2021-06-18T10:15:59","modified_gmt":"2021-06-18T13:15:59","slug":"stf-comeca-julgamento-de-tema-que-afeta-negociacoes-coletivas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2021\/06\/18\/stf-comeca-julgamento-de-tema-que-afeta-negociacoes-coletivas\/","title":{"rendered":"STF COME\u00c7A JULGAMENTO DE TEMA QUE AFETA NEGOCIA\u00c7\u00d5ES COLETIVAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ministros v\u00e3o definir se acordo coletivo deve ser mantido at\u00e9 a fixa\u00e7\u00e3o de um novo.<!--more--><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deram in\u00edcio ao julgamento em que v\u00e3o definir um ponto importante das negocia\u00e7\u00f5es coletivas na seara trabalhista, a validade da chamada ultratividade &#8211; manuten\u00e7\u00e3o do acordo coletivo anterior at\u00e9 a fixa\u00e7\u00e3o de um novo. O julgamento come\u00e7ou ontem, mas nem o relator, ministro Gilmar Mendes, votou, por causa do hor\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ao suspender a sess\u00e3o, o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, afirmou que ir\u00e1 marcar uma data para a continua\u00e7\u00e3o, o que deve ocorrer no dia 30.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O tema pode impactar centenas de pessoas. Hoje, cerca de 3,760 milh\u00f5es processos tramitam com as palavras chaves \u2018norma coletiva\u2019, \u2018acordo coletivo\u2019, \u2018conven\u00e7\u00e3o coletiva\u2019 e \u2018supress\u00e3o\u2019 ou \u2018preval\u00eancia\u2019 ou \u2018limites de direitos trabalhistas\u2019 na peti\u00e7\u00e3o inicial, segundo o Data Lawyer Insights, plataforma de jurimetria. O banco de dados abrange processos desde 2014.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O assunto \u00e9 julgado em a\u00e7\u00e3o proposta pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) contra a interpreta\u00e7\u00e3o judicial do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelos Tribunais Regionais do Trabalho da 1\u00aa (RJ) e da 2\u00aa Regi\u00f5es (SP) sobre a ultratividade das normas coletivas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em novembro de 2012, o TST revisou a S\u00famula n\u00ba 277, de 1988. A partir da\u00ed, a Corte passou a entender que os benef\u00edcios concedidos aos trabalhadores ser\u00e3o automaticamente renovados e somente revogados se houver nova negocia\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">At\u00e9 ent\u00e3o, o entendimento do TST era de que as vantagens negociadas entre empresas e trabalhadores valeriam enquanto vigorasse o acordo. Esse prazo, segundo a CLT, poderia ser de um a dois anos. Para mant\u00ea-los na pr\u00f3xima conven\u00e7\u00e3o seria necess\u00e1ria nova rodada de negocia\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A Confenen alega na a\u00e7\u00e3o que o TST mudou entendimento consolidado de maneira abrupta. Com a edi\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista, em 2017, foi introduzido na CLT, o par\u00e1grafo 3\u00ba, do artigo 614, que vedou a ultratividade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Quando n\u00e3o h\u00e1 ultratividade em cada data base, as categorias precisam retomar a negocia\u00e7\u00e3o do patamar zero, explicou na sustenta\u00e7\u00e3o oral o advogado Jos\u00e9 Eymard Logu\u00e9rcio, representando a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (CNTQ), amicus curiae (interessada) na a\u00e7\u00e3o. Se de um lado a ultratividade induz a manuten\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho para que se retome a negocia\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o impede que em situa\u00e7\u00e3o excepcional ou de dificuldade econ\u00f4mica o empregador possa reformar o acordo coletivo, segundo Logu\u00e9rcio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O advogado exemplifica o caso de um aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o acordado em negocia\u00e7\u00e3o. \u201cAo final do acordo coletivo, sem ultratividade, cessaria a obriga\u00e7\u00e3o de pagar aux\u00edlio alimenta\u00e7\u00e3o? O que faz o empregador? Para espontaneamente? N\u00e3o paga? Aguarda? A regra da ultratividade \u00e9 de seguran\u00e7a para as negocia\u00e7\u00f5es coletivas\u201d, afirma. O tema \u00e9 central para o direito do trabalho e para o atual momento de mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho, segundo Logu\u00e9rcio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com Zilmara David de Alencar, que representa um conjunto de amicus curiae, tamb\u00e9m de sindicatos de trabalhadores do com\u00e9rcio e educa\u00e7\u00e3o, entre outros, a ultratividade \u00e9 necess\u00e1ria para a harmonia sist\u00eamica das rela\u00e7\u00f5es de trabalho (Colaborou Adriana Aguiar).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico &#8211; Por Beatriz Olivon \u2014 De Bras\u00edlia<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ministros v\u00e3o definir se acordo coletivo deve ser mantido at\u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-4t1","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17175"}],"collection":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17175"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17175\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17177,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17175\/revisions\/17177"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}