{"id":16220,"date":"2021-04-29T11:06:37","date_gmt":"2021-04-29T14:06:37","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=16220"},"modified":"2021-04-29T11:52:25","modified_gmt":"2021-04-29T14:52:25","slug":"min-fachin-a-aliquota-de-4-de-icms-nas-operacoes-interestaduais-com-importados-e-inconstitucional","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2021\/04\/29\/min-fachin-a-aliquota-de-4-de-icms-nas-operacoes-interestaduais-com-importados-e-inconstitucional\/","title":{"rendered":"MIN. FACHIN: A AL\u00cdQUOTA DE 4% DE ICMS NAS OPERA\u00c7\u00d5ES INTERESTADUAIS COM IMPORTADOS \u00c9 INCONSTITUCIONAL."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Min. Fachin: A al\u00edquota de 4% de ICMS nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais com importados \u00e9 inconstitucional.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A al\u00edquota de 4% de ICMS nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais com importados \u00e9 inconstitucional. Esse foi o voto do Relator, Ministro Edson Fachin, no julgamento da ADI 4858.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O STF est\u00e1 julgando e at\u00e9 agora o julgamento tem tr\u00eas votos. Dois no sentido da inconstitucionalidade da al\u00edquota (Ministro Edson Fachin e Ministro Marco Aur\u00e9lio), e um a favor da constitucionalidade (Ministro Gilmar Mendes).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O Ministro Edson Fachin sugeriu como tese de julgamento: \u201cViola o princ\u00edpio da igualdade tribut\u00e1ria resolu\u00e7\u00e3o senatorial que, ao fixar al\u00edquotas m\u00e1ximas para opera\u00e7\u00f5es interestaduais tributadas por ICMS, nos termos do art. 155, \u00a72\u00ba, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, desconsidera o princ\u00edpio da seletividade e discrimina produtos em raz\u00e3o da origem\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A Mesa Diretora da Assembl\u00e9ia Legislativa do ES ajuizou a\u00e7\u00e3o direta de constitucionalidade (ADI 4858) que questiona a Resolu\u00e7\u00e3o 13\/2012 do Senado Federal que estabelece que a al\u00edquota do ICMS nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior, ser\u00e1 de 4% (quatro por cento).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nos termos da ADI 4858, a norma cria discrimina\u00e7\u00e3o entre produtos estrangeiros e nacionais e viola a compet\u00eancia conferida ao Senado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal para fixar as al\u00edquotas interestaduais de ICMS.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na ADI alega-se que a Resolu\u00e7\u00e3o 13\/2012 do Senado Federal estaria criando normas indiretas sobre com\u00e9rcio exterior, com o objetivo de proteger a ind\u00fastria nacional. Veja:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cTrata-se, na realidade, de medida adotada com a n\u00edtida finalidade de proteger a ind\u00fastria nacional. Seu objetivo \u00e9 evitar que a concess\u00e3o de incentivos fiscais pelos Estados por onde ocorra a entrada de determinados bens e mercadorias importados \u2013 ou que n\u00e3o atinjam certo n\u00edvel de nacionaliza\u00e7\u00e3o \u2013 e que tenham similar nacional possa reduzir a respectiva carga do ICMS nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais e afetar a ind\u00fastria nacional como se verifica da \u201cJustifica\u00e7\u00e3o\u201d da resolu\u00e7\u00e3o. A diminui\u00e7\u00e3o da al\u00edquota interestadual foi mero instrumento encontrado para retirar o poder atrativo dos incentivos de ICMS, mediante a supress\u00e3o de parte da margem de ganho poss\u00edvel nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Conforme argumento da inicial, a Resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 inconstitucional tamb\u00e9m, pois est\u00e1 legislando indiretamente sobre com\u00e9rcio exterior cuja compet\u00eancia \u00e9 do Congresso Nacional. Segue trecho que da inicial sobre esse t\u00f3pico: \u201c\u2026, fosse poss\u00edvel utilizar o ICMS como instrumento de prote\u00e7\u00e3o industrial, a mat\u00e9ria teria que ser regulada por lei complementar. Jamais por resolu\u00e7\u00e3o do Senado Federal (\u2026) (CF, arts. 146 c\/c 155, \u00a7 2\u00ba)\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Al\u00e9m disso, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal pro\u00edbe o tratamento diferenciado em raz\u00e3o da proced\u00eancia ou destino de bens e mercadorias (CF, arts. 5\u00ba, 150, II e 152), e a Resolu\u00e7\u00e3o do Senado violou essa regra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A ADI destaca ainda, que a Resolu\u00e7\u00e3o tampouco atendeu ao crit\u00e9rio de essencialidade (CF, art. 155, \u00a7 2\u00ba, II). Como a al\u00edquota de 4% s\u00f3 alcan\u00e7a produtos importados, ou que os tenham em sua composi\u00e7\u00e3o, sem considerar a sua essencialidade, ocorre a diferencia\u00e7\u00e3o vedada pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para melhor compreens\u00e3o, importante lembrar que a Resolu\u00e7\u00e3o 13, de 25\/4\/2012 do Senado fixa a al\u00edquota interestadual do ICMS em 4% para bens e mercadorias de origem estrangeira, o mesmo valendo para bens industrializados no pa\u00eds com conte\u00fado de importa\u00e7\u00e3o superior a 40%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A norma anterior sobre o tema, a Resolu\u00e7\u00e3o do Senado Federal 22, de 1989, estabelecia as al\u00edquotas em 12% para os estados em geral e em 7% para algumas hip\u00f3teses.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Com a Resolu\u00e7\u00e3o 13\/2012 do Senado, a al\u00edquota interestadual m\u00e1xima aplicada pelos Estados aos produtos importados que saem do seu territ\u00f3rio diminuiu de 12% para 4%, o que resulta que a maior parte da tributa\u00e7\u00e3o fique no estado de destino.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A Autora \u00e9 advogada, s\u00f3cia da Nasrallah Advocacia, formada pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo e P\u00f3s Graduada em Direito Tribut\u00e1rio pelo IBET \u2013 USP. Membro do Instituto Brasileiro de Direito Tribut\u00e1rio \u2013 IBDT, Integrou a Comiss\u00e3o de Direito Aduaneiro da OAB\/SP em 2018\/2019. Membro da Associa\u00e7\u00e3o dos Advogados de S\u00e3o Paulo. Atua no contencioso judicial e administrativo e na consultoria tribut\u00e1ria e \u00e9 consultora CEOlab.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>Fonte:Tribut\u00e1rio nos Bastidores \u2013 Por Amal Nasrallah<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Min. 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