{"id":13028,"date":"2020-11-12T10:58:48","date_gmt":"2020-11-12T13:58:48","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=13028"},"modified":"2020-11-12T10:58:48","modified_gmt":"2020-11-12T13:58:48","slug":"sob-o-cc-2002-mesmo-que-casamento-com-separacao-de-bens-seja-anterior-hipoteca-dispensa-autorizacao-conjugal","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2020\/11\/12\/sob-o-cc-2002-mesmo-que-casamento-com-separacao-de-bens-seja-anterior-hipoteca-dispensa-autorizacao-conjugal\/","title":{"rendered":"SOB O CC\/2002, MESMO QUE CASAMENTO COM SEPARA\u00c7\u00c3O DE BENS SEJA ANTERIOR, HIPOTECA DISPENSA AUTORIZA\u00c7\u00c3O CONJUGAL"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O entendimento foi fixado pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ao reformar ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba (TJPB).<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em neg\u00f3cios celebrados ap\u00f3s a entrada em vigor do C\u00f3digo Civil de 2002, dever\u00e1 ser aplicada a regra do seu artigo 1.647, inciso I \u2013 que prev\u00ea a dispensa da autoriza\u00e7\u00e3o conjugal como condi\u00e7\u00e3o de efic\u00e1cia da hipoteca no regime da separa\u00e7\u00e3o absoluta de bens \u2013, mesmo que o casamento tenha acontecido ainda sob o C\u00f3digo Civil de 1916.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O entendimento foi fixado pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ao reformar ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba (TJPB) que, em virtude da falta de autoriza\u00e7\u00e3o das esposas dos dois s\u00f3cios de uma empresa, havia declarado a nulidade da hipoteca de im\u00f3vel dado em garantia no momento da celebra\u00e7\u00e3o de contrato de cr\u00e9dito industrial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para o TJPB, como os casamentos foram realizados na vig\u00eancia do CC\/1916, deveriam ser obedecidas as normas desse c\u00f3digo, inclusive em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade de consentimento sobre a garantia, mesmo na hip\u00f3tese de regime de separa\u00e7\u00e3o de bens.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A relatora do recurso especial do banco credor, ministra Nancy Andrighi, lembrou que o artigo 1.687 do CC\/2002 prev\u00ea que, estipulada a separa\u00e7\u00e3o de bens, o patrim\u00f4nio permanecer\u00e1 sob a administra\u00e7\u00e3o exclusiva de cada um dos c\u00f4njuges, que poder\u00e1 livremente alien\u00e1-lo ou grav\u00e1-lo com \u00f4nus real. Entretanto, a ministra tamb\u00e9m lembrou que, segundo o artigo 2.039 do mesmo c\u00f3digo, o regime de bens nos casamentos celebrados na vig\u00eancia do CC\/1916 \u00e9 por ele estabelecido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo a ministra, o artigo 2.039, ao fixar uma regra de transi\u00e7\u00e3o quanto ao regime de bens, teve por finalidade disciplinar as rela\u00e7\u00f5es familiares entre os c\u00f4njuges na perspectiva patrimonial, regulando como ocorrer\u00e1, por exemplo, a partilha dos bens por ocasi\u00e3o da dissolu\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo conjugal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Sem influ\u00eancia<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por esse motivo, a relatora entendeu que n\u00e3o seria poss\u00edvel concluir que o artigo 2.039 do CC\/2002 deva influenciar, na perspectiva do direito intertemporal e da defini\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel, as hip\u00f3teses em que deveria ser dada autoriza\u00e7\u00e3o conjugal, pois esse instituto, &#8220;a despeito de se relacionar com o regime de bens (pois, em \u00faltima an\u00e1lise, visa proteger o patrim\u00f4nio do casal), \u00e9, na realidade, uma condi\u00e7\u00e3o de efic\u00e1cia do neg\u00f3cio jur\u00eddico cuja validade se examina&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Em outras palavras, \u00e9 correto afirmar que, em se tratando de casamento celebrado na vig\u00eancia do CC\/1916 sob o regime da separa\u00e7\u00e3o convencional de bens, somente aos neg\u00f3cios jur\u00eddicos celebrados na vig\u00eancia da legisla\u00e7\u00e3o revogada \u00e9 que se poder\u00e1 aplicar a regra do artigo 235, I, do CC\/1916 (que previa a necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o conjugal como condi\u00e7\u00e3o de efic\u00e1cia da hipoteca, independentemente do regime de bens)&#8221; \u2013 esclareceu a ministra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No caso dos autos, como o neg\u00f3cio que se buscava invalidar foi celebrado em 2009 \u2013 ou seja, j\u00e1 na vig\u00eancia do CC\/2002 \u2013, a relatora concluiu que deveria ser aplicada a regra do artigo 1.647, inciso I, do c\u00f3digo vigente, que dispensa a autoriza\u00e7\u00e3o conjugal na hipoteca quando o matrim\u00f4nio, mesmo realizado sob o CC\/1916, tiver estabelecido o regime da separa\u00e7\u00e3o convencional de bens.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">REsp1797027<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: STJ<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O entendimento foi fixado pela Terceira Turma do Superior Tribunal [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-3o8","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13028"}],"collection":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13028"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13028\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13029,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13028\/revisions\/13029"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13028"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13028"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13028"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}