{"id":11442,"date":"2020-08-31T09:41:26","date_gmt":"2020-08-31T12:41:26","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=11442"},"modified":"2020-08-31T09:41:26","modified_gmt":"2020-08-31T12:41:26","slug":"precedente-aplicavel-modulacao-do-stf-sobre-cobranca-de-fgts-vale-para-acao-contra-estado-diz-stj","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2020\/08\/31\/precedente-aplicavel-modulacao-do-stf-sobre-cobranca-de-fgts-vale-para-acao-contra-estado-diz-stj\/","title":{"rendered":"PRECEDENTE APLIC\u00c1VEL &#8211; MODULA\u00c7\u00c3O DO STF SOBRE COBRAN\u00c7A DE FGTS VALE PARA A\u00c7\u00c3O CONTRA ESTADO, DIZ STJ"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ministra Regina Helena Costa analisou decis\u00e3o do STF e concluiu que aplica\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende da parte r\u00e9 no processo.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal que fixou tese segundo a qual o prazo prescricional aplic\u00e1vel \u00e0 cobran\u00e7a de valores n\u00e3o depositados no Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) \u00e9 quinquenal n\u00e3o se restringe aos lit\u00edgios que envolvam pessoa jur\u00eddica de Direito Privado. Sua aplica\u00e7\u00e3o independe da natureza jur\u00eddica da parte r\u00e9.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Com esse entendimento, a 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a negou recurso especial ajuizado pelo estado do Amazonas que pretendia afastar a aplicabilidade desta decis\u00e3o, pois constru\u00edda em rela\u00e7\u00e3o a lit\u00edgio envolvendo um particular e o Banco do Brasil (pessoa jur\u00eddica de Direito Privado).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A quest\u00e3o reside na modula\u00e7\u00e3o de efeitos fixada pelo Plen\u00e1rio do Supremo, que, no caso concreto, afasta a prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o de ressarcimento pela servidora e age contra os interesses do governo amazonense.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Quando fixou a tese, o Supremo decidiu que ela s\u00f3 seria v\u00e1lida para os casos em que o prazo prescricional para o ressarcimento dos valores de FGTS come\u00e7asse a correr ap\u00f3s a data do julgamento, ocorrido em novembro 2014. Nessas hip\u00f3teses, o prazo seria de cinco anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Mas se esse prazo j\u00e1 estivesse correndo, valeria a regra anterior, de 30 anos. Com uma ressalva: a a\u00e7\u00e3o de ressarcimento precisaria ser ajuizada em, no m\u00e1ximo, cinco anos a partir da decis\u00e3o do Supremo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">No caso concreto analisado pelo STJ, a prescri\u00e7\u00e3o para a autora come\u00e7ou a correr em 2010. Portanto, j\u00e1 estava em andamento quando o STF definiu a tese. Pelo prazo de 30 anos, se encerraria apenas em 2040. Como ela ajuizou a a\u00e7\u00e3o em 2017, tem direito ao ressarcimento por todo o per\u00edodo trabalhado (cerca de sete anos, de 2010 a 2017).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Diverg\u00eancia<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Prevaleceu o voto da ministra Regina Helena Costa, que analisou decis\u00f5es monocr\u00e1ticas dos ministros do Supremo Tribunal Federal para concluir que o precedente firmado no ARE 709.212 n\u00e3o tem aplica\u00e7\u00e3o restrita aos lit\u00edgios que envolvam pessoa jur\u00eddica de Direito Privado, incidindo tamb\u00e9m em demandas que objetivam a cobran\u00e7a do FGTS, independentemente da natureza jur\u00eddica da parte r\u00e9.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Na esteira dos precedentes indicados, aplica-se a repercuss\u00e3o geral (Tema 608\/STF) \u00e0s a\u00e7\u00f5es ajuizadas em face da Fazenda P\u00fablica que visam ao recebimento do FGTS em decorr\u00eancia de contrato de trabalho tempor\u00e1rio declarado nulo&#8221;, concluiu.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A tese do governo amazonense \u00e9 que, em vez do decidido pelo STF, deve ser aplicado o artigo 1\u00ba da Lei 8.036\/1990, segundo o qual as d\u00edvidas passivas dos estados, bem como qualquer a\u00e7\u00e3o contra a Fazenda estadual, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem. \u00c9 o que entendia o relator, ministro Napole\u00e3o Nunes Maia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Tal modula\u00e7\u00e3o de efeitos pretendeu resguardar o direito dos que, at\u00e9 ent\u00e3o, se beneficiavam do prazo prescricional trinten\u00e1rio, o que esta Corte j\u00e1 afastava para os casos em que o Poder P\u00fablico fosse parte. Se tal prazo trinten\u00e1rio n\u00e3o produzia efeitos quanto aos entes p\u00fablicos, n\u00e3o se mostra razo\u00e1vel que a modula\u00e7\u00e3o de efeitos de sua inconstitucionalidade o fa\u00e7a&#8221;, explicou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">1.841.538<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Conjur &#8211; Por Danilo Vital<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ministra Regina Helena Costa analisou decis\u00e3o do STF e concluiu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-2Yy","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11442"}],"collection":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11442"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11442\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11444,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11442\/revisions\/11444"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}