{"id":10698,"date":"2020-07-24T11:48:45","date_gmt":"2020-07-24T14:48:45","guid":{"rendered":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/?p=10698"},"modified":"2020-07-24T11:48:45","modified_gmt":"2020-07-24T14:48:45","slug":"tj-sp-nega-uso-de-precatorio-em-parcelamento","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/2020\/07\/24\/tj-sp-nega-uso-de-precatorio-em-parcelamento\/","title":{"rendered":"TJ-SP NEGA USO DE PRECAT\u00d3RIO EM PARCELAMENTO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Decis\u00e3o reformou entendimento da primeira inst\u00e2ncia.<\/span><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">A 11\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJ-SP) negou o pedido de um contribuinte para usar cr\u00e9dito de precat\u00f3rio para pagar parcela do Programa Especial de Parcelamento do Estado de S\u00e3o Paulo (PEP). O valor do pedido de compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 15 milh\u00f5es. A decis\u00e3o, un\u00e2nime, reformou entendimento da primeira inst\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em mandado de seguran\u00e7a, duas empresas do setor farmac\u00eautico pedem a compensa\u00e7\u00e3o. As empresas t\u00eam, respectivamente, 38 e 4 parcelamentos em curso com o Estado &#8211; firmados em abril e maio de 2013. O pedido se baseia na Emenda Constitucional n\u00ba 99, de 2017, que prev\u00ea a possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios com d\u00e9bitos tribut\u00e1rios em d\u00edvida ativa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O dispositivo estabelecia prazo de 120 dias a partir de 1\u00ba de janeiro de 2018 para regulamenta\u00e7\u00e3o pelos Estados e, se descumprido, valeria a determina\u00e7\u00e3o pela compensa\u00e7\u00e3o. A Procuradoria-Geral do Estado de S\u00e3o Paulo editou em fevereiro de 2019 a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 5. A norma inviabiliza o pedido de compensa\u00e7\u00e3o e, por isso, as empresas buscaram o Judici\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para os desembargadores, as empresas n\u00e3o provam na a\u00e7\u00e3o a exist\u00eancia de il\u00edcito cometido pela administra\u00e7\u00e3o porque a legisla\u00e7\u00e3o do PEP prev\u00ea apenas dinheiro como forma de pagamento. \u201cA compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria tem lugar somente nas hip\u00f3teses expressamente previstas em lei\u201d, diz o relator, desembargador Jarbas Gomes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Ainda segundo o desembargador, a compensa\u00e7\u00e3o prevista na emenda n\u00e3o \u00e9 autoaplic\u00e1vel. \u201cA aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o pelo Estado de S\u00e3o Paulo n\u00e3o autoriza que o Poder Judici\u00e1rio substitua a omiss\u00e3o legislativa\u201d, afirmou na decis\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O magistrado ainda afirma que a Resolu\u00e7\u00e3o PGE n\u00ba 5 limitou-se a expressamente vedar a compensa\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios com d\u00e9bitos inscritos em d\u00edvida ativa, selecionados para pagamento em parcelamento incentivado. Ou seja, j\u00e1 n\u00e3o existia previs\u00e3o legal para o pedido de compensa\u00e7\u00e3o e passou a ter expressa veda\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Segundo o advogado Breno C\u00f4nsoli, do Martinelli Advogados, o Estado percebeu que os contribuintes queriam compensar precat\u00f3rios com d\u00e9bitos j\u00e1 parcelados e, como prefere receber em dinheiro, editou a Resolu\u00e7\u00e3o 5. O advogado desconhece outros julgados que negam pedidos do tipo. \u201cO Estado acaba n\u00e3o aceitando o pr\u00f3prio cheque. Ele sabe que est\u00e1 devendo, muitas vezes est\u00e1 atrasado e cria essa limita\u00e7\u00e3o para dificultar que o contribuinte fa\u00e7a o encontro de contas\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">De acordo com Jo\u00e3o Carlos Pietropaolo, subprocurador geral do contencioso tribut\u00e1rio-fiscal, esse \u00e9 o primeiro julgado sobre o tema na segunda inst\u00e2ncia. J\u00e1 existem outros 50 casos com pedidos do tipo na primeira inst\u00e2ncia. \u201cMesmo antes da Resolu\u00e7\u00e3o 5 esses pedidos n\u00e3o eram aceitos. O pagamento do PEP deve ser em dinheiro\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Para o Estado, o problema principal em aceitar o precat\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 o financeiro,segundo Pietropaolo, mas o ac\u00famulo de benef\u00edcios pelo contribuinte. \u201cIsso d\u00e1 um sinal ruim para o inadimplente. Quanto mais incentivo, mais diminui a arrecada\u00e7\u00e3o\u201d,diz. Segundo o procurador, o PEP nunca deu a op\u00e7\u00e3o de pagamento com precat\u00f3rio, mesmo antes da resolu\u00e7\u00e3o (processo n\u00ba 1011355-64.2019.8.26.0053).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><strong>FONTE: Valor Econ\u00f4mico &#8211; Por Beatriz Olivon \u2014 De Bras\u00edlia<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o reformou entendimento da primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"footnotes":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[2],"tags":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/paFpWR-2My","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10698"}],"collection":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10698"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10698\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10699,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10698\/revisions\/10699"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/bonettiassociados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}