Telefone: (11) 3578-8624

O INTERESSE POR RENDA VARIÁVEL VAI CONTINUAR EM ALTA?

21 de maio de 2021

Neste artigo, entenda a relevância da renda variável para o mercado.

Recentemente, usei este espaço para falar sobre o assunto “renda variável” com um enfoque mais didático na forma como a tributação desse investimento é tratada. Quem quiser reler ou ter contato pela primeira vez, clique aqui. Muito provavelmente, voltarei ao tema especialmente em função de um arrojado projeto de capacitação que lançaremos nos próximos dias. Dou mais detalhes no final deste artigo.

Como tenho estado muito envolvido com o assunto, é claro que também em casa acabo por abordar o momento de crescimento que vive a bolsa de valores. E, um dia desses, minha filha, que completa 13 anos amanhã, me ouviu falando do assunto e, numa abordagem típica dessa geração, que só digere bem um conteúdo novo após questionar sua relevância, tascou este questionamento: “O que uma empresa ganha em vender ações?”.

Bem, antes preciso explicar que eu já tinha passado a ela, de uma forma bem simples, o conceito de ações como sendo um tijolinho, um pedacinho da empresa que qualquer um de nós poderia comprar. Respondi à pergunta numa linguagem adequada, minha filha, aparentemente, se deu por satisfeita e eu me vi inspirado a conjecturar um pouco mais a respeito.

Começo por analisar os números do fechamento do mês de abril, que continuou registrando crescimento significativo no total de novos investidores pessoa física na bolsa. Fechamos o mês passado com cerca de 3 milhões e 700 mil CPFs investindo. E isso não é pouco!

Conforme abordei em nosso podcast “Pílulas do Dr. Imposto de Renda”, no episódio que foi ao ar ontem, apesar de o COPOM ter sinalizado uma reacomodação de alta na taxa SELIC, com dois aumentos seguidos de 0,75%, e que isso, em tese, estimula os investimentos em renda fixa, em detrimento da renda variável, parece que o efeito prático das medidas está longe de ser sentido. Pelo menos sob a ótica dos investidores.

Outra análise do momento que vive especialmente o mercado de ações, nos remete ao número de empresas que abriram o seu capital, fizeram seu IPO de 2020 para cá. Só em 2020, tivemos 27 empresas realizando sua oferta inicial de ações (IPO) em bolsa, além de 23 ofertas secundárias, batendo um recorde no valor movimentado, que foi de 112 bilhões de reais, perdendo apenas para o ano de 2010, quando houve uma megacapitalização da Petrobrás.

Apenas para que os conceitos não fiquem obscuros, numa rápida diferenciação, sem maiores aprofundamentos, os recursos da oferta inicial vão para o caixa da empresa que está abrindo o capital, enquanto na oferta secundária são os sócios da empresa que vendem sua participação no mercado, pulverizando seu capital.

Em 2021, em que pese o recorde de desistência de IPO, que já soma 33 cancelamentos contra 25 no ano passado, 24 empresas fizeram sua estreia na bolsa de valores e mais 27 companhias estão na fila para abertura de capital. São números significativos e que deixam claro, pelo menos neste momento, que o mercado continuará aquecido.

Bem, como nossa conversa caminha para o final, chegou a hora de responder o que minha filha perguntou. Por isso, compartilho com você, atento leitor, atenta leitora, minhas opiniões.

De cara, vejo dois grandes benefícios para uma empresa abrir seu capital e colocar suas ações à disposição do mercado. O primeiro é o custo de captação do recurso, que é bem menor do que o custo do dinheiro obtido no mercado financeiro, e o segundo, em função da pesada regulação existente para que uma empresa possa fazer seu IPO, o atingimento de níveis muito elevados de transparência e governança corporativa.

Aliás, esse é um aspecto positivo, inclusive, para o país, que passa a contar com empresas mais sólidas e bem administradas, com seus compromissos rigorosamente cumpridos e comunicados de forma transparente.

Para se ter uma ideia do quanto o mercado de ações e de renda variável, como um todo, tem muito a crescer no Brasil, basta uma comparação entre dois indicadores básicos: no nosso país, estamos caminhando para 400 empresas listadas na B3. Nos Estados Unidos, são cerca de 5.300 empresas. Outro número que mostra esse potencial se refere ao percentual da população que opera com ações em bolsa. Enquanto nos EUA esse número chega a 55%, no Brasil não passa de 3%.

E, para finalizar, conforme prometido no início do artigo, o projeto sobre renda variável que estaremos disponibilizando ao mercado em breve se chama “Trilha de Aprendizado em Renda Variável”. É voltado à capacitação dos escritórios de contabilidade para atendimento da demanda crescente pelo assunto renda variável.

Os conteúdos e as mentorias vão focar tanto o aspecto tributário quanto de mercado. Para mais informações, visite nosso site, disponível em nosso perfil abaixo.

Fonte: Contábeis

 

Receba nossas newsletters